Global Times defende a linha dura de Pequim contra uigures muçulmanos: Serve para a paz

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14 Agosto 2018

Um editorial no jornal do governo, Global Times, elogia as políticas repressivas implementadas na região contra os uigures [1]. O Xinjiang evitou o perigo de se tornar "a Síria ou a Líbia da China". Relatório de uma comissão da ONU denuncia a presença de um milhão de muçulmanos presos em campos de confinamento.

A informação é publicada por Asia News, 13-08-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

A linha dura dos funcionários de Pequim sobre grupos étnicos de Xinjiang é um preço aceitável a pagar quando se deseja manter a paz e a estabilidade na região. Isso é o que hoje afirma um editorial do Global Times, jornal do Partido Comunista Chinês, em resposta às acusações feitas pela Comissão das Nações Unidas sobre a eliminação das discriminações raciais, que denuncia "violações maciças dos direitos humanos" contra uigures muçulmanos. Para o jornal estatal chinês, a população não deve se deixar influenciar pela "opinião pública destrutiva do Ocidente". Ao contrário, reitera que "a paz e a estabilidade devem prevalecer em primeiro lugar. Com este objetivo, cada estrada deve ser tentada. Devemos sustentar nossa convicção de que manter os distúrbios fora de Xinjiang é o maior direito humano".

A reação de Pequim deve-se aos resultados de um relatório apresentado em Genebra no dia 10 de agosto passado. Durante a sessão, Gay McDougall, vice-presidente do órgão da ONU, denunciou a presença de um milhão de muçulmanos uigures detidos ilegalmente e sem acusações formais em campos de internamento chineses. Segundo a funcionária, mais dois milhões estariam detidas à força em centros de reeducação para a doutrinação política e cultural.

Os uigures são um grupo étnico muçulmano que vive no Xinjiang, uma região noroeste da China. A perseguição contra essa minoria se intensificou desde abril de 2017, quando Pequim lançou uma política de "terra arrasada" para bloquear possíveis influências radicais afegãs ou paquistanesas. Por causa de sua religião, os uigures são considerados terroristas e por isso são presos ou deportados em massa. O governo central lhes impõe a proibição de jejuar durante o mês do Ramadã, frequentar a mesquita antes dos 18 anos, a obrigação de instalar em seus celulares aplicativos que permitem mantê-los sob controle e cortar a barba para os homens.

De fato, em todo o país vivem apenas 10 milhões de uigures, de um total de quase 1,4 bilhão de habitantes: por isso ativistas e especialistas acreditam que o pequeno número não represente um perigo real que possa desafiar a administração central.

De acordo com o Global Times, a finalidade dos políticos e dos meios de comunicação ocidentais é "fomentar as desordens no Xinjiang e destruir a estabilidade duramente conquistada na região". O editorial rejeita as críticas e ressalta: "Graças à forte liderança do Partido Comunista Chinês, a força nacional do país e com o apoio das autoridades locais, o Xinjiang foi salvo da catástrofe dos distúrbios maciços. Escapou do destino de se tornar a "Síria da China" ou a "Líbia da China". "Não há dúvida - conclui o artigo - que o atual clima de paz e estabilidade no Xinjiang se deve em parte à intensidade das regras. Em todos os lugares, é possível ver a polícia e os postos de controle. Mas é apenas uma fase que o Xinjiang está atravessando para reconstruir a paz e a prosperidade. No final, o governo normal retornará".

Nota

[1] Muçulmanos uigures: Uigures são um povo que habita a região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China (Ásia Central), na fronteira com o Paquistão e o Afeganistão. Sua língua é parente da língua turca e os uigures se veem culturalmente e etnicamente mais ligados à Ásia Central do que ao resto da China. Oficialmente, Xinjiang é uma região autônoma da China, assim como o Tibete. Em décadas recentes, a região presenciou uma intensa migração de chineses de etnia han, e vários uigures passaram a reclamar de discriminação. Os chineses de etnia han compõem cerca de 40% da população de Xinjiang, enquanto 45% são uigur. (Fonte: BBC Mundo). (Nota de IHU On-Line). 

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