As mulheres e a Igreja. As raízes de uma discriminação. Artigo de Vittorio Mencucci

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12 Agosto 2018

“A exclusão da mulher do sacerdócio não tem um fundamento na Palavra de Deus. A tradição, por sua vez, é facilmente influenciada pela cultura e pelos costumes das várias épocas pelas quais passa. Isso exige a análise e o escrutínio crítico de todos os elementos, para evitar que seja tomado como verdade aquilo que é apenas um preconceito de uma época.”

A opinião é do teólogo e padre italiano Vittorio Mencucci, pároco em Scapezzano, na Diocese de Senigalia, na Itália, e autor de Donna sacerdote? Ma con quale Chiesa? [Mulher sacerdote? Mas com qual Igreja?] (Ed. Il Pozzo di Giacobbe).

O artigo foi publicado por Rocca, n. 16/17, 15-08-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Primeira premissa: entrando na igreja, em um piscar de olhos, capta-se com clareza que a maioria das pessoas presentes são mulheres não mais jovens; as mais jovens já foram embora. Eram as mulheres que exigiam o casamento na igreja; agora que as jovens foram embora, os casamentos na igreja são cada vez mais uma raridade. As crianças chegavam à catequese já prontas nos rudimentos da fé; hoje são analfabetas do ponto de vista religioso. Aos domingos, as famílias frequentavam a missa porque a mãe, em uma certa hora, puxava os lençóis e obrigava os preguiçosos a saírem da cama; hoje as presenças na igreja caem continuamente.

Se nos perguntarmos quem mantém a igreja limpa, quem pensa na decoração das flores, quem cuida da conservação dos paramentos e das toalhas, quem se presta gratuitamente a fazer o trabalho de secretaria e a acolher as pessoas que se dirigem ao escritório paroquial, a resposta não é diferente.

Sem a presença e a contribuição das mulheres, as igrejas estariam semidesertas e em estado de abandono, mas as mulheres importam muito pouco do ponto de vista da tomada de decisão. É uma situação contraditória que não pode ser aceita e não pode durar.

Segunda premissa: Jesus não concedeu o sacerdócio nem às mulheres nem aos homens: ele nunca usou o termo “sacerdote”, mas constituiu apóstolos, ou seja, enviados a anunciar a boa notícia.

Entre sacerdote e apóstolo, há uma clara diferença. As mulheres são as primeiras a serem enviadas a anunciar a ressurreição. São Paulo, apesar da sua mentalidade misógina, conclui a carta aos Romanos com elogios e agradecimentos também às mulheres que prestaram o seu serviço na comunidade, entre elas, Júnia, que, com o seu marido Andrônico, “são insignes entre os apóstolos”. A apologética curial elaborou muitas interpretações dessa frase para evitar o sentido mais simples e evidente, mas explosivo.

Terceira premissa: o Concílio Ecumênico Vaticano II quase eliminou o termo “sacerdote”, preferindo o termo “presbítero”, mas, depois, houve um refluxo para um clima sacralizante. Como o debate utiliza o termo “sacerdote”, vou fazer uso dele, admitindo, mas não concedendo a sua pertinência ao cristianismo.

Exclusão

Na sequência da decisão da Igreja Anglicana de conferir o sacerdócio às mulheres em 22 de maio de 1994, com a carta apostólica Ordinatio sacerdotalis, João Paulo II define a questão: “Portanto, para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos, declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja” (n. 4).

Diante da perplexidade provocada por essa intervenção tão forte, a ponto de parecer uma definição dogmática que eliminaria qualquer possibilidade de discussão, a Congregação para a Doutrina da Fé esclareceu, em seguida, que se trata “no caso presente de um ato de magistério papal ordinário em si não infalível” (DC 92, 1995, 1.081). O esclarecimento da Congregação tranquilizou os ânimos e abriu espaços de discussão.

Hoje, em um clima fecundo de esperanças, enquanto se debate sobre o diaconato das mulheres, chega, de modo inesperado e arrefecedor, o artigo do prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé no L’Osservatore Romano, intitulado: “O caráter definitivo da doutrina da Ordinatio sacerdotalis. A propósito de algumas dúvidas” (29 de maior de 2018).

O cardeal se diz preocupado com as “vozes que põem em dúvida a definitividade dessa doutrina. (...) Semeando essas dúvidas, cria-se uma grave confusão entre os fiéis, não só sobre o sacramento da ordem como parte da constituição divina da Igreja, mas também sobre o magistério ordinário que pode ensinar de modo infalível a doutrina católica”.

A exclusão da mulher do sacerdócio não tem um fundamento na Palavra de Deus. Em 1977, a Pontifícia Comissão Bíblica, encarregada por Paulo VI para estudar a questão, para cortar pela raiz as várias tentativas de propor a hipótese da mulher-sacerdote, assim se pronunciou: “Não parece que o Novo Testamento sozinho nos permita resolver de modo claro e de uma vez por todas o problema do possível acesso da mulher ao presbiterado”.

Só resta o outro fundamento possível, ou seja, a tradição, mas a tradição é facilmente influenciada pela cultura e pelos costumes das várias épocas pelas quais passa. Isso exige a análise e o escrutínio crítico de todos os elementos, para evitar que seja tomado como verdade aquilo que é apenas um preconceito de uma época.

Idade Média

Toda a Idade Média em diante fundamentou a norma da exclusão da mulher do sacerdócio sobre a indiscutível evidência de princípio e de experiência cotidiana de que a mulher é inferior ao homem, não é autônoma e é incapaz de um papel de direção.

Até mesmo a palavra de Deus é interpretada de acordo com essa pré-compreensão. Deus não quer deixar Adão sozinho e lhe promete que lhe dará uma ajuda que lhe seja semelhante. Ou seja, a mulher é criada para que seja de ajuda ao homem, caso contrário, não teria sentido existir. Além disso, é tirada de uma costela do homem, portanto, dependente dele, e a costela é um osso torto, então a mulher é constitutivamente feita de “madeira torta”.

Hoje não é necessário refutar essas 'estupidezes'. João Paulo II se dá conta de que esses preconceitos contra a mulher jogam descrédito sobre o pensamento da Igreja e claramente os exclui, afirmando que, se a mulher é de ajuda ao homem, da mesma forma o homem é de ajuda para a mulher, com igual dignidade.

Concordo plenamente, mas não posso deixar de considerar que, por muitos séculos, a tradição constante e ininterrupta da exclusão da mulher do sacerdócio se apoia sobre preconceitos.

Permito-me aqui um pequeno apêndice para sublinhar esse aspecto. A mulher é muitas vezes apresentada como imersa em um halo de uma viscosa sexualidade sedutora e, ao mesmo tempo, devastadora. Ela é sempre responsável pelo mal, mesmo quando quem cai é o homem. São Paulo afirma com segurança: “E não foi Adão que foi seduzido, mas a mulher que, seduzida, pecou” (1Tm 2, 14).

Ao longo de toda a Idade Média, essa crença ecoou de várias formas tão imotivadas quanto fanaticamente convictas. Eis alguns exemplos:

“A mulher é o princípio do pecado e, por causa dela, todos nós morremos. O beato Paulo diz: ‘Adão não foi enganado, foi a mulher que, enganada, cometeu a transgressão’. Não foi talvez por isso que o sábio disse: ‘Qualquer maldade é pequena quando comparada com a maldade da mulher’?” (São João Crisóstomo).

“Tu não sabes que és Eva... Tu és a porta do diabo... Tu és aquela que, por primeiro, violou a lei divina; tu és aquela que persuadiu aquele que o diabo não foi capaz de atacar; quão facilmente fizeste cair o homem, a imagem de Deus; pela pena por ti merecida, isto é, a morte, até mesmo o filho de Deus teve que morrer” (Tertuliano).

“Não sabes que és mulher e que, através das mulheres, o inimigo combate os santos?” (Leão Magno).

“A beleza do corpo está apenas na pele. Na realidade, se os homens pudessem ver o que está debaixo da pele, a visão das mulheres lhes daria náusea... Embora não suportemos tocar um cuspe ou um excremento nem mesmo com a ponta dos dedos, como é que podemos abraçar esse saco de excrementos?” (Odo, abade de Cluny).

“Quando vês uma mulher, pensa que é um demônio, que é uma espécie de inferno” (idem).

“O vento Norte dá força, o Sul a tira... o vento Norte favorece a geração de homens, o vento Sul, a das mulheres, porque o vento Norte é puro... o vento Sul é úmido e carregado de chuva” (Alberto Magno).

“A mulher é a própria sensualidade, que é bem representada por ela, já que, na fêmea, ela predomina por natureza” (Pedro Lombardo).

“A mulher, coisa frágil, nunca estável, exceto no delírio, nunca deixa de causar dano espontaneamente. A mulher, chama voraz, loucura extrema, inimiga íntima, aprende e ensina tudo o que pode causar dano, nascida para enganar, pensa ter tido sucesso, quando pode ser culpada. Enquanto consome tudo no vício, é consumida por todos e, predadora dos homens, torna-se, por sua vez, sua presa” (Hildeberto de Lavardin).

Para a mulher, é oferecida uma possibilidade de resgate da sua situação de inferioridade e de pecado, renunciando à sexualidade que a caracteriza, mas, apesar disso, não lhe será concedida a possibilidade de ter acesso ao sacerdócio.

“Enquanto a mulher está para a geração e para a prole, ela difere do homem assim como o corpo difere da alma, mas, quando quer servir a Cristo mais do que ao mundo, então deixará de ser mulher e será chamada de homem (vir)” (São Jerônimo).

Se o homem é celeste da cintura para cima, enquanto embaixo é pecaminoso, a mulher é diabólica da ponta dos pés até o topo dos cabelos. O homem da Idade Média vive de maneira contraditória a relação com o sexo, não sabe se controlar diante da mulher e, ao mesmo tempo, vive essa relação com um sentimento de culpa que tenta descarregar sobre o outro mais fraco, ou seja, a mulher: a pregação sobre a inferioridade da mulher demonstra apenas a imaturidade e, portanto, a inferioridade dos pregadores. Só podemos nos envergonhar com essa tradição ininterrupta.

Argumenta-se: Jesus não era condicionado pela cultura do seu tempo em relação às mulheres; se tivesse querido conceder o sacerdócio, o teria feito; se não o fez, é sinal de que não queria; portanto, a exclusão das mulheres do sacerdócio é uma escolha incontestável de Jesus.

Recordo que estudei em lógica que o dilema só tem valor se “tertium non datur”, mas aqui posso pensar que Jesus levou em conta a previsível acolhida negativa entre as pessoas do seu tempo.

Sugiro a comparação com outro problema que tem a mesma estrutura lógica: a escravidão. De fato, Jesus não concede o sacerdócio às mulheres, sem fazer nenhuma declaração de princípio. Da mesma maneira, ele não proclama a revolução contra a escravidão, enquanto, de fato, convive com ela e a assume na sua linguagem metafórica. Eu me pergunto: se o fato de não ter chamado as mulheres ao sacerdócio eleva-se a princípio que vale para sempre, o fato de não ter afirmado o direito dos escravos à emancipação também se torna um princípio de natureza imutável?

Nós, modernos, nos rebelamos em coro, nós, que cremos, nos sentimos humilhados por essa interpretação da Palavra de Deus.

Exclusão e inferioridade

Toda exclusão envolve uma limitação e, portanto, uma inferioridade. Somente o fanatismo dos apologetas pode fingir não ver. Assim também em relação à exclusão da mulher do sacerdócio. Isso, para nós, homens modernos, soa inaceitável e não conseguimos pensar em Cristo de um lado diferente. A preocupação da autoridade eclesiástica é de passar ilesa entre Cila e Caríbdis, ou seja, manter firme a exclusão das mulheres do sacerdócio e, ao mesmo tempo, não diminuir a dignidade da mulher, o que, na cultura contemporânea, levaria a um suicídio de credibilidade.

A solução está em reconhecer igual dignidade mesmo na distinção dos papéis. Creio que o primeiro a enfrentar o problema foi Paulo VI no Ângelus do domingo, 30 de janeiro de 1977. “Que em um coro de vozes humanas haja o tenor e haja o soprano não é preferência para um e um erro para o outro, mas uma ordem, fundamentada na essência das pessoas que o compõem, uma beleza que tem por origem a sabedoria ontológica da natureza, isto é, de Deus criador”.

Parece-me que a comparação do coro não é usada corretamente. O fato de os tenores e os sopranos cantarem partituras diferentes certamente não envolve subordinação, mas, se no coro se faz com que apenas os tenores cantem e se faz os sopranos calarem, talvez confiando-lhes a tarefa de tirar o pó das poltronas da plateia, ou das sacristias, inevitavelmente fere-se a igual dignidade: observe-se a situação atual das mulheres na Igreja.

Voltemos ao tema das motivações: derrubada a motivação da inferioridade, deveria cair a norma da exclusão, mas a norma permanece inalterada e é imediatamente sustentada pelo novo argumento da metáfora nupcial que expressa a relação entre Cristo e a Igreja, retomando a imagem da Carta aos Efésios de São Paulo: “Maridos, amem suas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5, 25-33).

João Paulo II argumenta assim: “A Eucaristia torna presente e de modo sacramental realiza novamente o ato redentor de Cristo, que ‘cria’ a Igreja, seu corpo. Com este ‘corpo’ Cristo está unido como o esposo com a esposa. (...) Isto se torna transparente e unívoco, quando o serviço sacramental da Eucaristia, no qual o sacerdote age ‘in persona Christi’, é realizado pelo homem” (Mulieris dignitatem, n. 26).

As metáforas não fundamentam nada, no máximo nos ajudam a compreender. Além disso, essa metáfora revela, para nós, modernos, toda a sua limitação que a liga à cultura da época. Na mesma carta, Paulo afirma: “Mulheres, sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor. De fato, o marido é a cabeça da sua esposa, assim como Cristo, salvador do Corpo, é a cabeça da Igreja” (Ef 5, 22-23). Além disso, essa metáfora se insere em uma visão negativa da mulher. “Durante a instrução, a mulher deve ficar em silêncio, com toda a submissão. Eu não permito que a mulher ensine ou domine o homem. Portanto, que ela conserve o silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E não foi Adão que foi seduzido, mas a mulher que, seduzida, pecou. Entretanto, ela será salva pela sua maternidade, desde que permaneça com modéstia na fé, no amor e na santidade” (1Tm 2, 11-15).

Neste ponto, tenho a coragem de dizer que o argumento da metáfora nupcial é invalidado pelas palavras diretas e precisas do Evangelho: a pessoa de Cristo, em cujo nome o ministro age no sacramento, é aquela pessoa que morreu na cruz e depois ressuscitou, mas o corpo do ressuscitado não é nem masculino nem feminino, porque “na ressurreição, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu” (Mt 22, 30). Espero que ninguém comece novamente a discutir o sexo dos anjos!

Além disso, não se pode esquecer que, na constante tradição da Igreja, a mulher pode administrar legitimamente o batismo e o matrimônio, que envolvem igualmente um agir in persona Christi, e, nesses sacramentos, mais do que nunca, Cristo gera a sua Igreja com a qual está unido como Esposo.

Por que a diferença de gênero tem uma validade oposta nos diversos sacramentos, embora desempenhando o mesmo papel?

No fim das contas, o esclarecimento desse problema tem na raiz não uma questão de fé, mas sim a pré-compreensão coletiva de uma era, ou seja, o conjunto de noções e regras do pensamento que constitui a nossa visão do mundo e se torna a lente através da qual interpretamos o mundo. A Idade Média tinha como pré-compreensão a firme convicção enraizada na prática cotidiana da inferioridade da mulher, por isso a exclusão do sacerdócio, dignidade suprema para o tempo, era uma consequência lógica e necessária.

Mas nós pertencemos a outra era cultural, que tem como eixo a pessoa humana, indivíduo irrepetível, livre, responsável pelas próprias decisões, igual em dignidade. É o ponto de chegada de tantas pequenas e grandes revoluções, irrenunciável, sob pena da perda de identidade.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 é o marco do qual não se pode voltar atrás. O fato de a mulher não ter os mesmos direitos do homem e igualdade de acesso social é algo que não pode existir no nosso tempo, pertence a outra civilização. Esse é o paradoxo que me atormenta. Não me importa o fato de que algumas mulheres se tornem sacerdotes – esta não é hoje uma profissão muito cobiçada –, mas não posso aceitar a proibição que pressupõe um princípio de desigualdade.

Uma Igreja que tem medo da própria sombra

A Igreja pela qual gastei as energias da minha vida e pela qual renunciei a amar uma mulher não é capaz de pensar a fé em relação ao nosso tempo e permanece ligada aos esquemas já fixados pela Idade Média e agora tem medo da própria sombra.

Nesse ponto, a questão do sacerdócio da mulher põe em discussão as próprias estruturas da Igreja ligadas ao seu percurso histórico.

Abordei essa perspectiva no livro Donna sacerdote? Ma con quale chiesa? [Mulher sacerdote? Mas com qual Igreja?] (Trapani: Il Pozzo di Giacobbe, 2017).

Eminência (embora Ele tenha dito: “Quanto a vocês, nunca se deixem chamar mestre (...) todos vocês são irmãos”, outra coisa é a tradição ininterrupta), eminência, se esse é um dogma de fé, e as dúvidas não são admitidas, posso me calar, mas não me peça para prostituir a razão, nem para humilhar a fé entre os preconceitos e os tabus que dominaram durante toda a Idade Média em diante. Deixe-me sofrer em silêncio, oprimido pelo coro de dóceis repetidores.

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