"Proponho ao Papa incluir no Código de Direito Canônico a defesa do meio ambiente", afirma o cardeal Francesco Coccopalmerio

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19 Julho 2018

Um novo cânon para o incluir no Código de Direito Canônico, dedicado ao “grave dever” para o fiel cristão não só de “não prejudicar”, mas também de “melhorar” o ambiente natural. É a proposta que o cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente emérito do Dicastério para os Textos Legislativos, pretende apresentar ao Papa Francisco, como ele mesmo anunciou durante o encontro intitulado Diálogo sobre os investimentos católicos para a transição energética, que foi realizado em Roma, no último dia 12 de julho de 2018. A reunião foi um momento de discussão (a porta fechada) entre os representantes de instituições vaticanas, fundações e organizações católicas comprometidas na implementação de investimentos responsáveis para uma justa transição energética.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 17-07-2018. A tradução é do Cepat.

O cardeal Coccopalmerio resumiu assim sua proposta ao Vatican Insider: “O Código de Direito Canônico, no início do livro, nos cânones 208-221, sob o título Obrigações e direitos de todos os fiéis, apresenta uma lista de tais obrigações e direitos, e traça por tal motivo um autorizado perfil do fiel e de sua vida de cristão. Infelizmente, nada se disse sobre um dos deveres mais graves: o de guardar e promover o ambiente natural em que vive o fiel”.

“Minha proposta – continuou o purpurado ambrosiano – seria pedir ao Papa, por parte do Dicastério para os Textos Legislativos, a inclusão nos cânones que acabo de citar de um novo cânon que soa, mais ou menos, desta maneira: ‘Todo fiel cristão, tendo presente que a Criação é a casa comum, tem o grave dever não só de não prejudicar, mas inclusive de melhorar, tanto com o normal comportamento, como com iniciativas específicas, o ambiente natural em que cada pessoa é chamada a viver””.

Inspirados pela Encíclica Laudato Si’ e pelas claras palavras que o Papa Francisco recentemente dirigiu aos responsáveis pelas principais empresas do setor petrolífero, do gás natural e outras atividades empresariais vinculadas à energia, os que participaram do encontro promovido pelo Movimento Católico Mundial para o Clima, convida as instituições católicas a se comprometer publicamente a não investir em combustíveis fósseis, assumindo desta maneira um papel profético em relação ao domínio destes combustíveis na economia global.

As instituições católicas estão assumindo um papel de liderança no movimento mundial acerca do desinvestimento em combustíveis fósseis. Entre outros, bancos católicos com um balanço de 7,5 bilhões de euros e a Caritas Internacional deixaram de investir no último dia 22 de abril de 2018. O presidente da Caritas Internacional, Luis Antonio Tagle, declarou: “Os pobres sofrem muito devido à crise climática e os combustíveis fósseis são os principais motores desta injustiça. É por isso que a Caritas Internacional decidiu deixar de investir em combustíveis fósseis. Animamos nossas organizações, outros grupos e instituições da Igreja para que façam o mesmo”. Quem deu o exemplo, no último dia 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, foi a Conferência Episcopal da Bélgica.

Além de Coccopalmerio, participaram do encontro, entre outros, Leonardo Becchetti, professor de Economia na Universidade de Roma Tor Vergata e membro do Comitê promotor da Fundação Quadragesimo Anno, Tomás Insua, diretor executivo do Movimento Católico Mundial pelo Clima; John O’Shaughnessy, fundador de The Catholic Impact Investing Collaborative, tesoureiro e membro do conselho do Movimento Católico Mundial pelo Clima; Vladi Lumina, membro do Comitê promotor da Fundação Quadragesimo Anno e membro da Comissão para as atividades do setor sanitário das pessoas jurídicas públicas da Igreja.

Os participantes ressaltaram com decisão a importância de investimentos coerentes com a Doutrina Social da Igreja, sobre a qual se baseia a proposta de criar um verdadeiro rating segundo a própria doutrina social, sobre o qual está trabalhando a Fundação Quadragesimo Anno. Falou-se também sobre a importância das decisões cotidianas de consumo que podem gerar uma mudança e a necessidade de oferecer, com uma formação adequada para os assessores financeiros, figuras-chave para a gestão de investimentos. Entre as próximas reuniões, cabe destacar o anúncio do desinvestimento em combustíveis fósseis de 13 de setembro de 2018 (formulário para participar), tendo como motivação o Global Climate Action Summit, o evento internacional que Prophetic Economy promove, com programação de 2 a 4 de novembro de 2018. Confira mais informações, clicando aqui

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