“Acobertar os casos de pedofilia é favorecer que os abusos continuem”, afirma Luis Ladaria

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28 Junho 2018

O arcebispo espanhol, Luis Ladaria, prefeito da Congregação da Doutrina da Fé e que será criado cardeal pelo Papa, nesta quinta-feira, investiu contra os acobertamentos dos casos de pedofilia no seio da Igreja Católica, ao considerar que “isso é favorecer que estes abusos continuem”.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 26-06-2018. A tradução é do Cepat.

“O fato de que estes casos sejam estudados, tratados e punidos devidamente é algo que nos interessa muito, também para a prevenção e para que se veja que há consciência deste problema e que não se quer acobertar”, destacou Ladaria.

A este respeito, reconheceu que “houve um tempo em que se tendia a acobertar”, mas defendeu que esta atitude deve ser erradicada, “porque isso é favorecer que estes abusos continuem”.

Ladaria destacou que receberá o barrete cardinalício “como uma responsabilidade”, mas também como “um ato de confiança” por parte do Pontífice. “Sinto que o Papa deve ter pensado em minha atuação em nove anos como secretário desta Congregação, pois não deve ter lhe parecido ruim e me nomeou prefeito”, declarou a alguns jornalistas na Sala de Imprensa do Vaticano.

Para o arcebispo espanhol, seu trabalho “substancialmente não irá mudar”, mas reconheceu que “é certo que se faz de outra maneira, com maior responsabilidade”, apesar de que “as competências do prefeito de uma congregação não dependem diretamente de ser um cardeal”.

Perguntado sobre se as mulheres poderão ser algum dia sacerdotes, Ladaria destacou que João Paulo II deixou este tema fechado e alertou sobre cair “no erro de pensar que o papel da mulher na Igreja é somente o problema de se possui ou não funções ministeriais de ordem sagrada”.

Neste sentido, considera uma “redução” ligar o papel feminino na Igreja exclusivamente ao sacerdócio, pois “a Igreja é muito mais rica”.

“Há três semanas, temos na Congregação da Fé três consultoras, o que nunca havia ocorrido. E na Comissão Teológica há seis mulheres. Nunca havia contado com tantas. Na Comissão Bíblica, nunca houve uma mulher e agora há três. Tudo isto significa que há uma presença da mulher na Igreja. É empobrecer a visão enxergar nada mais que o problema do ministério”, reivindicou.

Ladaria fará parte, a partir desta quinta-feira, dos 125 cardeais que poderão votar no futuro Papa em um eventual conclave.

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