Papa Francisco: ''É o trabalho que dá esperança, não o assistencialismo''

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16 Junho 2018

“A esperança em um futuro melhor sempre passa pela própria atividade e iniciativa, portanto, pelo próprio trabalho, e nunca somente pelos meios materiais de que se dispõe. Não há qualquer segurança econômica, nem qualquer forma de assistencialismo que possa assegurar plenitude de vida e realização.” Foi o que o Papa Francisco disse na audiência com os Maestri del Lavoro [pessoas condecoradas com a “Estrela ao Mérito do Trabalho” pelo presidente italiano].

A reportagem é de La Repubblica, 15-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Não se pode ser feliz – acrescentou Bergoglio – sem a possibilidade de oferecer a própria contribuição, pequena ou grande, para a construção do bem comum.” Por isso, “uma sociedade que não se baseie no trabalho, que não o promova e que pouco se interesse com aqueles que excluídos dele se condenaria à atrofia e à multiplicação das desigualdades”.

Enquanto a sociedade que tenta frutificar as potencialidades de cada um é aquela que “respirará realmente a plenos pulmões e poderá superar os maiores obstáculos, recorrendo a um capital humano quase inesgotável e capacitando cada um a ser artífice do próprio destino”.

O papa sublinhou a importância do “crescimento de um contexto social mais inclusivo e digno”, e pediu várias vezes para colocar “o trabalho no centro”. “Olhamos com preocupação – explicou – para a condição atual da humanidade e da criação, que trazem impressos profundamente sinais do pecado, sinais de inimizade, de egoísmo, de um cego privilégio de si.”

Na audiência, o pontífice também falou dos migrantes no mar: que as Bem-aventuranças de Jesus no Evangelho – é o apelo de Bergoglio – “ensinem a nós e ao nosso mundo” a “não deixar à mercê das ondas aqueles que deixam a sua terra famintos de pão e de justiça”. E nos mostrem que a santidade “não diz respeito apenas ao espírito, mas também aos pés, para ir ao encontro dos irmãos, e às mãos, para compartilhar com eles. Leve-nos a não viver do supérfluo, a nos consumirmos pela promoção de todos, a nos inclinarmos com compaixão sobre os frágeis. Sem a cômoda ilusão de que, a partir da rica mesa de poucos, possa chover o bem-estar para todos”.

Na sua homilia matinal em Santa Marta, o Papa Francisco tinha usado palavras muito duras contra a exploração das mulheres: “É um pecado contra Deus Criador rejeitar a mulher, porque, sem ela, nós, homens, não somos imagem e semelhança de Deus. Há uma obstinação contra a mulher, uma obstinação feia. Mesmo sem se dizer. Mas quantas vezes as jovens, para terem um posto de trabalho, têm que se vender como um objeto descartável? Quantas vezes? ‘Sim, padre, eu ouvi isso naquele país...’ Não: aqui em Roma. Não precisa ir longe”.

O papa, relata o Vatican News, se perguntou o que veríamos em uma “peregrinação noturna” a certos lugares da cidade, onde “tantas mulheres, tantos migrantes, tantos não migrantes” são explorados “como em um mercado”: a essas mulheres, continuou, os homens “se aproximam não para dizer: ‘Boa noite’, mas: ‘Quanto custa?’”.

E a quem se lava “a consciência” chamando-as de “prostitutas”, o pontífice responde: “Foi você que a fez prostituta”, porque “você não trata bem a mulher, e a mulher acaba assim, explorada, escrava”.

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