Dom Víctor Fernández: ''Não acho que o papa virá à Argentina em breve''

Revista ihu on-line

China, nova potência mundial – Contradições e lógicas que vêm transformando o país

Edição: 528

Leia mais

Ore Ywy – A necessidade de construir uma outra relação com a nossa terra

Edição: 527

Leia mais

Sistema público e universal de saúde – Aos 30 anos, o desafio de combater o desmonte do SUS

Edição: 526

Leia mais

China, nova potência mundial – Contradições e lógicas que vêm transformando o país

Edição: 528

Leia mais

Ore Ywy – A necessidade de construir uma outra relação com a nossa terra

Edição: 527

Leia mais

Sistema público e universal de saúde – Aos 30 anos, o desafio de combater o desmonte do SUS

Edição: 526

Leia mais

Mais Lidos

  • "Pela Democracia, pelo Brasil". Manifesto contra candidatura de Jair Bolsonaro

    LER MAIS
  • Teólogos e pastores reagem a apoio evangélico a Bolsonaro

    LER MAIS
  • Apelo de Francisco: ''Que o Senhor nos ajude a reconhecer a tempo as sementes de ideologias totalitárias"

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

14 Junho 2018

O site argentino LaTecla.info fez uma longa entrevista com Dom Víctor Fernández (disponível aqui, em espanhol), o novo bispo de La Plata, que tomará posse da sua diocese oficialmente no sábado, 16 de junho.

A reportagem é de Francesco Gagliano e Luis Badilla, publicada em Il Sismografo, 13-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica Argentina (Puca), Dom Fernández substituirá Dom Hector Aguer, que já tem mais de 75 anos. Na conversa com a revista de Buenos Aires, o prelado argentino – famoso não só pela sua inteligência e preparação, mas também por ser uma pessoa muito próxima ao Papa Francisco, com quem colabora desde o dia de sua eleição – responde a várias perguntas sobre a delicada situação pela qual o país está passando e, obviamente, sobre a relação com o Papa Francisco.

Como se sabe, o pontífice, poucos meses depois de sua eleição, elevou Dom Fernández, então reitor da Puca, à dignidade de arcebispo, atribuindo-lhe a sede titular de Tiburnia.

No dia 23 de abril passado, Dom Fernández deixou a reitoria da universidade e, durante várias semanas, sucederam-se as hipóteses mais diversas sobre seu próximo encargo. A maioria dos analistas pensou que o prelado estava prestes a se mudar para o Vaticano, para assumir a liderança de um dicastério como prefeito.

No dia 2 de junho passado, chegou de surpresa a notícia oficial: o Santo Padre o nomeou bispo de La Plata. Agora, alguns em Buenos Aires defendem que, mais cedo ou mais tarde, Dom Fernández chegará à capital como bispo coadjutor e, portanto, com direito de sucessão, quando for oportuno. Deve-se lembrar que o atual arcebispo, o cardeal Mario Aurelio Poli, completará 71 anos em novembro próximo.

Na recente entrevista, sobre as instrumentalizações políticas da figura do papa na Argentina, consideradas por muitos analistas como verdadeiras armadilhas, o arcebispo defende que o papa foi prejudicado por “chegar ao papado exatamente quando se passava de um governo a outro com sinal político diferente. Estando longe, ele ficou exposto a interpretações de seus gestos banhadas pela sensibilidade política. (...) De todos os modos, ele não opera tentando deixar todos os argentinos contentes e opta por ser ele mesmo, porque nunca nos deixaria contentes. Não ocorre o mesmo em outros países. Na Itália, embora muito estejam contra o que ele diz sobre os imigrantes, gostam dele mesmo assim. Nos Estados Unidos, embora estejam contra o que ele diz sobre economia ou mudanças climáticas, os próprios republicanos o receberam com fervor, e a maioria continua amando-o”.

O arcebispo Fernández também explica que, em sua pátria, assim como em outros países, incluindo a Itália, as posições do pontífice – às vezes críticas em relação à política e aos governos atuais – são sempre ouvidas e apreciadas pela sua franqueza e sinceridade.

Em resposta à fatídica pergunta – se o papa visitará em breve a ArgentinaDom Fernández observa brevemente assim: “Não acho que ele virá. Eu acho que ele sente que aqui já deu o que podia dar e agora tem um mundo imenso ao qual quer dar uma mão. Embora eu não descarte que, se houver uma oportunidade adequada, ele dê uma breve ‘passada’ por aqui”.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Dom Víctor Fernández: ''Não acho que o papa virá à Argentina em breve'' - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV