Arancedo, um moderado, sucede Bergoglio à frente do episcopado argentino

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10 Novembro 2011

A linha conservadora, encabeçada pelo arcebispo de La Plata, Héctor Aguer, outrora dominante, não terá nenhum representante na presidência.

A reportagem é de Sergio Rubin e está publicada no jornal argentino Clarín, 09-11-2011. A tradução é do Cepat.

No final das contas, não ouve surpresa. O arcebispo de Santa Fe, José María Arancedo, de 71 anos, sucederá o cardeal Jorge Bergoglio na presidência da Conferência Episcopal. Em uma rápida votação, os quase cem bispos o escolheram para estar à frente do principal organismo católico do país. Embora integre, junto com Bergoglio, o setor moderado do Episcopado, há mais de uma década majoritário, sua eleição abre expectativas de um diálogo mais fluido entre o Governo e a Igreja, depois da fria e distante relação que o cardeal tinha com a Casa Rosada.

Em todo o caso, a novidade veio pelo lado da primeira vice-presidência, para a qual foi eleito o bispo de Neuquén, Virgilio Bressanelli, de 69 anos, também moderado, mas com um toque mais progressista. A nova “pequena mesa” da Igreja foi completada com a eleição do arcebispo Mario Cargnello, outro da ampla faixa do meio, e a reeleição de dom Enrique Eguía Seguí, um homem de Bergoglio, como secretário geral.

A linha conservadora, encabeçada pelo arcebispo de La Plata, Héctor Aguer, outrora dominante, não terá nenhum representante.

Aguer, não obstante, foi reeleito presidente da Comissão de Educação. E o bispo de Gualeguaychú, Jorge Lozano, presidirá a Pastoral Social.

Bergoglio não podia ser reeleito porque já estava no seu segundo mandato consecutivo, tempo máximo permitido pelos estatutos eclesiásticos. De qualquer maneira, continua como arcebispo de Buenos Aires. E, embora em dezembro deva que apresentar sua renúncia ao Papa por chegar à idade limite de 75 anos, tem-se como praticamente certo que Bento XVI adiará sua aposentadoria por alguns anos. Além disso, como disse na segunda-feira o porta-voz do Episcopado, padre Jorge Oesterheld, estima-se que continuará tendo influência por sua liderança dentro da instituição.

Considerado um homem aberto ao diálogo, Arancedo – que vinha desempenhando o cargo de segundo vice-presidente – integrou praticamente todas as comissões de redação dos documentos da Igreja dos últimos 15 anos. Isso que dizer que seus pares sempre valorizam sua clareza e comedimento.

Mas também sua contundência porque, quando acredita que deve fazê-lo, fala sem papas na língua. Primo-irmão do ex-presidente Raúl Alfonsín, presidiu a missa de exéquias no Congresso.

As eleições no Episcopado estão sendo realizadas na Casa de Retiros Espirituais Cenáculo, em Pilar, no marco de sua segunda reunião anual. Os bispos deverão decidir se – já passadas as eleições presidenciais – divulgam, no sábado, no final das deliberações, um documento. Isso permitiria ver por onde pode caminhar a relação com o kirchnerismo, que é difícil.

Perfil do novo presidente do episcopado argentino

Guardião da Catedral de Santa Fe e de muitas outras igrejas importantes da província foi ele que celebrou as exéquias de seu primo, o ex-presidente Raúl Alfonsín, quando este faleceu em 2009. E quem esteve à frente da arquidiocese daquela província desde 2003. Dom José María Arancedo é o sucessor de Jorge Bergoglio e o novo presidente da Conferência Episcopal da Argentina, que reúne os 85 bispos do país.

Nascido em Buenos Aires no dia 26 de outubro de 1940, Arancedo foi ordenado sacerdote no dia 16 de dezembro de 1967 em Lomas de Zamora. Seu conselheiro foi Alejandro Schell, na época bispo de Lomas de Zamora.

João Paulo II o escolheu para bispo titular de Selemsele e auxiliar de Lomas de Zamora no dia 4 de março de 1988. No dia 6 de maio desse mesmo ano, foi ordenado bispo na catedral de Lomas de Zamora por dom Desidero Elso Collino, bispo de Lomas de Zamora. Foram seus co-consagrantes Héctor Gabino Romero, bispo de Rafaela, e Luis Teodorico Stöckler, bispo de Goya.

De acordo com a Agência Informativa Católica Argentina, foi transferido como bispo para Mar del Plata no dia 19 de novembro de 1991 e assumiu a diocese um mês depois, no dia 15 de dezembro. Depois, foi promovido ao cargo de arcebispo da arquidiocese de Santa Fe de la Vera Cruz, no dia 13 de fevereiro de 2001. Tomou posse no dia 30 de março daquele ano. Esta semana foi eleito presidente da Conferência Episcopal.

É licenciado em Teologia pela Universidade Católica Argentina, de Buenos Aires, e doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Itália. Ao longo de sua carreira dentro da Igreja ostentou o lema episcopal: “Ut omnes unum sint” (Que todos sejam um).

O escudo inclui, além disso, o fundamento trinitário da comunhão na Igreja e a unidade dos cristãos. No campo de gules (fundo vermelho) destaca-se uma cruz, símbolo da redenção, representada pela Santa Cruz da evangelização da América. No campo de prata (fundo branco), a imagem de uma embarcação em marcha representa a Igreja, sacramento da salvação. Na parte superior, a estrela simboliza a Virgem Maria, considerada o farol da evangelização.

Como titular da arquidiocese de Santa Fe de la Vera Cruz é guardião de seu patrimônio histórico, que inclui a catedral da província, a igreja da Companhia de Jesus, a igreja de Nossa Senhora do Rosário, a igreja e o convento de São Francisco e a igreja de São Jerônimo de Sauce.

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