“A mensagem do Vaticano aos católicos LGBT é que fazem parte da Igreja”, afirma o jesuíta James Martin

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14 Junho 2018

O Encontro Mundial das Famílias de Dublin incluirá discussões sobre temas espinhosos que são enfrentados pelas famílias católicas, entre eles, a proteção a crianças contra o abuso sexual, as maneiras de lidar com o divórcio e como incluir lésbicas e gays no rebanho católico.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 13-06-2018. A tradução é do Cepat.

O Papa Francisco se unirá ao Encontro Mundial das Famílias nos dois últimos dias, 25 e 26 de agosto, para presidir a missa de encerramento em Dublin.

O programa pastoral, que culminará com a chegada do Pontífice, foi divulgado na segunda-feira pelos organizadores e inclui alguns temas surpreendentes. Provavelmente, nenhum surpreenda mais que a participação do sacerdote jesuíta James Martin, que oferecerá uma apresentação sobre como acolher os católicos da comunidade LGBT e suas famílias nas paróquias.

Martin, autor de Construindo uma ponte, teve vários discursos cancelados nos Estados Unidos, nos últimos meses, em razão da pressão de grupos conservadores que se opõem ao seu chamado para que a Igreja receba melhor os católicos homossexuais.

Para The Associated Press, Martin disse que é “muito significativo” que o encontro inclua sua apresentação, já que demonstra que “os católicos LGBT e seus pais são uma parte importante da Igreja”.

“A mensagem do Vaticano aos católicos LGBT é esta: vocês fazem parte da Igreja”, disse.

Martin recordou que durante o encontro anterior, que foi realizado na Filadélfia, em 2015, o único evento oficial sobre os católicos homossexuais mostrava um homem gay e sua mãe falando de castidade.

A exposição de Martin não é o único evento do encontro que aponta que os organizadores estão dispostos a seguir a liderança de Francisco e chegar até os católicos mais marginalizados. Outros temas são os católicos que sofrem dependências e violência doméstica, como lidar com familiares em prisão e como ajudar pessoas sem teto.

Outros talvez sejam direcionados a uma audiência mais ampla: como encontrar tempo para orar na era digital, mulheres na liderança, adolescentes no mundo digital.

Um dos principais painéis é a proteção infantil e contará com a presença do principal conselheiro do Papa para a prevenção de abuso sexual, o cardeal Sean O’Malley. Junto com ele estará Marie Collins, sobrevivente de abuso irlandesa que renunciou ao painel de O’Malley, no ano passado, por causa da frustração que teve com a negação do Vaticano em escutar as vítimas.

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