O grau de aceitação da pornografia pelos americanos atinge novos picos nesta década

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08 Junho 2018

A percentagem de estadunidenses que dizem que a pornografia é moralmente aceitável aumentou mais no ano passado do que em todos os outros anos desta década juntos.

A reportagem é de Mark Pattison, publicada por Crux, 07-06-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Por mais que ainda seja uma minoria que aceita a pornografia nos Estados Unidos, o número subiu para 43%, de acordo com os dados da Gallup Poll divulgadas no dia 5 de junho. Houve um aumento de 7% em comparação ao ano anterior.

Em 2011, quando a Gallup começou a fazer esta pergunta, apenas 30% disse que a pornografia era moralmente aceitável. No ano passado, esse número havia subido para 36%, um aumento de 6%.

Embora a aceitação da pornografia tenha acompanhado outras questões sociais no início desta década, como o suicídio assistido, relações homossexuais, relações sexuais entre pessoas que não são casadas e filhos fora do casamento, o aumento de 2017-18 significa que a pornografia ultrapassou todas as outras questões sociais em crescimento da aceitação pelos estadunidenses, de acordo com dados da Gallup.

Um relatório sobre os resultados da pesquisa realizado pelo analista Andrew Dugan disse que embora os estadunidenses ficaram mais tolerantes em relação a normas sociais ao longo da década, a razão por trás da subida drástica no que diz respeito à pornografia é "menos clara".

Uma teoria apresentada por Dugan é que a atriz de filmes adultos Stormy Daniels, "crítica feroz do presidente Donald Trump, deu à pornografia um sentido de credibilidade moral que antes não tinha".

Entre os grupos demográficos divididos na pesquisa, apenas as pessoas casadas consideravam a pornografia menos aceitável do que no ano anterior, de 37% no ano passado para 35% este ano, representando uma queda de 2%.

Dois grupos para os quais a maioria passou a acreditar que a pornografia é moralmente aceitável são o das pessoas entre 18-34 anos, com um aumento de 11%, passando de 48% no ano passado para 59% este ano, e os homens em geral, com um aumento de 8%, passando de 45% em 2017 para 53% por cento em 2018.

Um dos maiores picos foi entre homens de 18-49 anos. O grupo, que já era maioria no ano passado, com 53%, aumentou 14 pontos percentuais, chegando a 67% este ano.

Cinquenta por cento dos entrevistados solteiros e dos que consideravam a religião "bastante importante" disse que a pornografia era moralmente aceitável. O pico de 15% do ano anterior foi o número mais elevado já registrado pela Gallup.

As diferenças políticas também aumentaram nesse quesito. Agora, a maioria dos Democratas, 53%, acha a pornografia moralmente aceitável, sendo que eram 42% no ano passado e 32% em 2011. A aceitação da pornografia entre os Republicanos aumentou apenas 2 pontos percentuais desde o ano passado, de 25 para 27%, mas aceitação do partido em si subiu 11 pontos em comparação a 2011.

Os que consideram a religião "muito importante" na vida e os que afirmam que é "pouco importante" registraram um aumento de 6 pontos percentuais cada, embora o último grupo já era uma clara maioria no ano passado, com 70%, enquanto o primeiro grupo iniciou 2017 com 16% de aceitação.

As mulheres têm menor aceitação: este ano, 32% das mulheres consideravam a pornografia aceitável, em comparação com 53% dos homens.

Quanto mais velho o entrevistado, menor a probabilidade de aprovação. Trinta e seis por cento dos homens e 23% das mulheres acima de 50 anos acham moralmente aceitável. No grupo acima dos 55, apenas 27% aprova, embora esse número tenha aumentado dos 22% de 2017.

A Gallup entrevistou 1.024 adultos entre 1º e 10 de maio, 70% pelo celular e 30% pelo telefone fixo. A margem de erro da pesquisa é de 4 pontos para mais ou para menos.

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