Argentina. Repressão e controle social

Revista ihu on-line

Juventudes. Protagonismos, transformações e futuro

Edição: 536

Leia mais

No Brasil das reformas, retrocessos no mundo do trabalho

Edição: 535

Leia mais

Etty Hillesum - A resistência alegre contra o mal

Edição: 534

Leia mais

Mais Lidos

  • Papa Francisco entrega sua cruz peitoral à comunidade de Brumadinho

    LER MAIS
  • Bancos vão ficar com 62% da renda do trabalhador se capitalização for aprovada

    LER MAIS
  • "Vamos guardar o pessimismo para tempos melhores". Entrevista com Frei Betto

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

31 Maio 2018

Para o prêmio Nobel da Paz, o pedido do governo de maior intervenção obedece à necessidade de impor o modelo neoliberal, algo que qualificou como perigoso. “A ameaça de Macri de vetar o projeto contra o tarifaço é freada com o povo nas ruas”, disse também o ativista em direitos humanos sobre a votação do Senado.

A reportagem é do Página/12, publicada em 30-5-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Em meio às críticas pelo pedido do governo de maior participação das Forças Armadas na segurança interna do país e ante a possibilidade do veto presidencial ao projeto para frear o tarifaço, o prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel adverte que o governo considera ao povo “como seu inimigo interno” e que o pedido de maior intervenção dos militares obedece à necessidade de impor um modelo neoliberal a custo de “repressão e controle social”. “A ameaça de Macri de vetar o projeto contra o tarifaço, é freado com o povo nas ruas”, argumentou também o ativista de direitos humanos.

Para Pérez Esquivel, o governo “considera que o inimigo interno é o povo que está clamando seus direitos democráticos” e a resposta ao clamor é uma maior “política repressiva”. “Tinha que ver se estamos em um estado de sítio não declarado ou em um estado de exceção”, questionou o prêmio Nobel, em declarações a Rádio FM La Patriada.

“O governo está provocando um retrocesso em toda a política de direitos humanos e de segurança”, foi a conclusão a que chegou Pérez Esquivel, que também advertiu que para impor o modelo neoliberal, que impulsiona a aliança Cambiemos, “necessitam da repressão e do controle social”.

Na terça-feira, 29-5-2018, no ato pelo Dia do Exército, o presidente pediu “maior esforço na colaboração" das Forças Armadas com outras áreas do Estado, incluindo as forças de segurança. Também pediu a transformação do corpo militar para que “se adaptem às ameaças do século XXI” e novas ameaças. Essa possível expansão das atribuições das Forças, somado ao flerte presidencial para a intervenção na segurança doméstica, explicitamente proibido por lei, despertou uma luz de alarme em todo o arco opositor e nas organizações de direitos humanos.

“A segurança do povo não passa por colocar as Forças Armadas nas ruas. Temos dolorosas experiências. Quando intervêm as Forças Armadas aumenta a violência, as mortes e a exclusão social”, manifestou Pérez Esquivel e voltou a remarcar que é “muito perigoso voltar a autorizar as Forças Armadas para a segurança doméstica”.

 

Macri pede ao exército para intervir na segurança nacional

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Argentina. Repressão e controle social - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV