Bolton é um perigo

Revista ihu on-line

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Planos de saúde e o SUS. Uma relação predatória

Edição: 541

Leia mais

Hans Jonas. 40 anos de O princípio responsabilidade

Edição: 540

Leia mais

Mais Lidos

  • “A Terra é um presente para descobrir que somos amados. É preciso pedir perdão à Terra”, escreve o Papa Francisco

    LER MAIS
  • “O que acumulamos e desperdiçamos é o pão dos pobres”, afirma o papa Francisco em carta à FAO

    LER MAIS
  • Desigualdade entre ricos e pobres é a mais alta registrada no Brasil

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

26 Março 2018

São poucas as pessoas com mais possibilidades de levar o país a uma guerra do que ele, afirma o jornal The New York Times, em editorial reproduzido por O Estado de S. Paulo, 24-03-2018.

Eis o editorial.

O ponto positivo de John Bolton, novo assessor de Segurança Nacional de Donald Trump, é que ele diz o que pensa. O negativo é o que ele pensa. São poucas as pessoas com mais possibilidades de levar o país a uma guerra do que Bolton. Sua escolha é tão alarmante quanto certas indicações feitas por Trump, que está cedendo a seus piores instintos nacionalistas.

Bolton acha que os EUA podem fazer o que quiserem, sem consideração com tratados ou compromissos anteriores. Ele defendeu um ataque à Coreia do Norte para neutralizar suas armas nucleares que poderiam causar uma guerra terrível e a morte de milhares de pessoas. Ele não só quer abolir o acordo com o Irã como defende um bombardeio ao país.

Durante os 30 anos em que serviu três presidentes republicanos, Bolton sempre manifestou desprezo pela diplomacia e pelo controle armamentista. Ninguém trabalhou mais do que ele para implodir o acordo de 1994, que suspendeu o programa de plutônio da Coreia do Norte. O colapso desse acordo contribuiu para a crise atual.

Ninguém defendeu tanto a invasão do Iraque quanto Bolton, posição que nunca abandonou. Na época, ele afirmou que os iraquianos acolheriam bem as tropas americanas, que o trabalho do Exército acabaria rapidamente e os iraquianos desfrutariam da liberdade sem Saddam Hussein. Bolton substituirá H. R. McMaster, general que vinha alertando contra o abandono do acordo com o Irã sem um plano a seguir. Esta foi uma das várias divergências que ele teve com o presidente.

Ao contrário do general, ele já mantinha uma boa relação com Trump, tendo se reunido com ele diversas vezes, além de ser comentarista da Fox News. Bolton fez campanha para assumir o cargo, mesmo depois de Trump tê-lo rejeitado para essa posição e como secretário de Estado, em parte porque não gostava do seu bigode – (Trump realmente disse isso).

A função de Bolton será assegurar que o presidente ouça opiniões de todos no governo. Mas é difícil imaginá-lo como um mediador honesto. Ele atraiu tantas críticas que não foi confirmado como embaixador na ONU, em 2005, e George W. Bush teve de nomeá-lo durante recesso do Senado. É improvável que ele fosse aceito agora como secretário de Estado, mas, como assessor de Segurança Nacional, não precisa de confirmação.

Trazer Bolton para o governo é uma decisão terrível. Apesar de Trump ter ameaçado os norte-coreanos, ele aceitou se reunir com Kim Jong-un. Bolton, porém, já disse que o diálogo é inútil e é “legítimo” atacar a Coreia do Norte. No caso do Irã, Bolton e o presidente estão sintonizados e defendem que os EUA se retirem do acordo nuclear.

A posição de Bolton sobre a Rússia, de que a Otan tem de dar uma resposta firme ao envenenamento de um ex-espião russo, é melhor do que a de Trump. Mas a rejeição da solução de dois Estados para o conflito entre Israel e palestinos é inaceitável para alguém do alto escalão do governo. Bolton vai acelerar o isolamento dos EUA. O Congresso talvez não consiga evitar sua nomeação, mas deve retomar sua responsabilidade constitucional de dar permissão para o país entrar em guerra.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Bolton é um perigo - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV