Alemanha. Morre o cardeal Karl Lehmann

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12 Março 2018

Morreu neste domingo (11-03-2018), aos 81 anos de idade, o cardeal Karl Lehmann. Ele foi durante muitos anos bispo de Mainz e presidente da Conferência Episcopal Alemã.

A reportagem é publicada por Deutsche Welle, 11-03-2018. A tradução é de André Langer.

Lehmann foi uma figura de transição e diálogo sobre a introdução de novidades na Igreja. Ele defendeu uma Igreja aberta ao mundo e participou ativamente da eleição do Papa Francisco em 2013.

O religioso, que durante 33 anos foi bispo de Mainz e durante 21 anos presidiu a Conferência Episcopal da Alemanha, sofreu, em setembro passado, um acidente vascular cerebral que complicou muito seu estado de saúde.

Com doutorado em teologia e filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Lehmann teve grande visibilidade e reputação em todo o mundo. Com sua visão de abertura, muitas vezes distante do dogma de Roma, e seu estilo direto ao falar em inúmeros debates, ele se tornou um dos dignitários mais influentes do catolicismo germânico.

O cardeal insistiu na necessidade de abrir o diaconado às mulheres e também defendeu que a Conferência Episcopal Alemã abordasse a possibilidade de permitir a ordenação de casados (‘viri probati’) para sanar a falta de sacerdotes no país.

Lehmann e Rahner. Alguns dados biográficos

De 1964 a 1967, Karl Lehmann foi assistente do Prof. Pe. Karl Rahner, jesuíta, no âmbito do seminário sobre a visão cristã do mundo e a filosofia na Ludwig Maximilians-Universität de Munique - Faculdade de Filosofia. Em 1967, doutor em Teologia, summa cum laude, na Pontifícia Universidade Gregoriana com a tese: ""Ressuscitou ao terceiro dia segundo as Escrituras". Estudos exegéticos e teológicos sobre a Primeira Carta aos Coríntios, 15, 3b-5".

Em 1967, foi assistente de Karl Rahner na cátedra de dogmática e de história dos Dogmas na Westfälischen Wilhelms-Universität di Münster, Vestfalia (Faculdade de Teologia católica). Recebe da «Deutschen Forschungsgemeinschaft» a Bolsa de Estudos para a a habilitação. O Arcebispo de Friburgo o libera definitivamente dos trabalhos pastorais para que siga a vida acadêmica e elabore a tese de habilitação "O Deus escondido e o conceito de Revelação".

Em 1968 assume a cátedra de Dogmática na Faculdade de Teologia católica na Universidade Johannes Gutemberg em Mainz, Alemanha.

Em 1969, torna-se membro do Grupo de Trabalho Ecumênico dos Teólogos evangélicos e católicos (Jaeger-Stählin-Kreis). Em 1989 ele é o presidente da parte católica (depois do cardeal Hermann Volk).

De 1971 a 1983 foi professor de Dogmática e de Teologia Ecumênica na Faculdade Católica da Albert Ludwigs-Universität de Freiburg in Breisgau.

A partir de 1974 é membro da Comissão Teológica Internacional do Vaticano.

Entre 1975 e 1978 foi o organizador responsável da edição oficial dos Documentos do Sínodo Comum das Dioceses da República Federal da Alemanha (Sínodo de Würzburg 1971-1975).

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