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20 Fevereiro 2018

Parte este ano da capital colombiana a campanha "Sete semanas para a água", o evento quaresmal tradicional promovido pela Rede Ecumênica para a Água (Ecumenical Water Network, EWN) em colaboração com o Conselho Mundial das Igrejas (CMI). Iniciativa que, há vários anos, ao longo das sete semanas de preparação para a Páscoa, visa sensibilizar os cristãos de diferentes confissões e mais genericamente a opinião pública mundial, sobre o grave problema da escassez de recursos hídricos, que muitas vezes em muitas partes do mundo, deve ser lembrado, torna-se mais uma fonte de conflito e sofrimento.

A informação é publicada por L'Osservatore Romano, 15/16-02-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

No mundo existem 750 milhões de pessoas não têm acesso à água potável, 2 bilhões de pessoas que bebem água contaminada e 2,4 bilhões (uma em cada três) que não têm acesso a sistemas de saneamento higiênico-sanitários adequados. No ano passado, o foco foi a África, e este ano a atenção será direcionada para a América Latina e suas contradições macroscópicas. "Aqui na América Latina, muitos países são ricos em água, mas ainda 45 por cento da população não tem acesso à água potável", destaca Isabel Phiri, vice-secretária geral do CMI, que espera que a nossa campanha quaresmal sobre a justiça hídrica possa ajudar a resolver esse problema".

O lançamento da iniciativa, na última quarta-feira de Cinzas, aconteceu em Bogotá, junto à sede do Ministério do Interior. Pretende-se também que seja uma forma de acompanhar a reflexão das igrejas para o 22 de março, Dia Mundial da Água instituído pela ONU em 1992. Além dos estados membros da ONU, desde 2005, uma série de organizações não-governamentais têm utilizado este dia como um momento de sensibilização para a opinião pública sobre a situação crítica de gestão dos recursos hídricos, com foco no acesso à água potável e à sustentabilidade dos habitats aquáticos.

Assim, desde 2008 a EWN oferece reflexões teológicas semanais para a Quaresma e para o evento do dia de 22 de março.

Este ano, a campanha coincide com a realização do Fórum Mundial da Água programado no Brasil, em Brasília, de 17 a 23 março próximos. É o maior evento do mundo relacionado com a água, cuja missão é "promover a consciência, construir um compromisso político e implementar ações" para uma gestão sustentável da água e para o benefício de todos.

A cada três anos, a partir de 1997, o Conselho Mundial da Água, uma organização internacional não-governamental criada em 1996 como plataforma pelas organizações internacionais especializadas no setor da água, com um status consultivo especial que lhes é atribuído pela UNESCO e ECOSOC, convoca um World Water Forum (Fórum sobre a água) para reunir contribuições e debater em torno dos atuais problemas locais, regionais e globais que não podem ser resolvidos sem um acordo definido por metas e estratégias comuns. O último encontro, o sétimo, com o tema "Água e Desenvolvimento Sustentável", foi a realizada em 2015, em Daegu-Gyeongbuk, na Coreia do Sul.

Este ano, portanto, as reflexões das "Sete semanas para a água", informa o site da WCC, foram escritas por teólogos e ambientalistas da América Latina. Também na perspectiva, afirma-se, da peregrinação de Justiça e Paz do CMI para 2018, que terá seu foco na América Latina e no Caribe. "A campanha da Quaresma tornou-se parte integrante de nossa peregrinação", explicou Fernando Enns, co-moderador do Grupo de Referência da Peregrinação Justiça e da Paz, reunido em Bogotá, de 6 a 10 de fevereiro passado. "Lançar a campanha quaresmal, para coincidir com uma reunião do grupo de referência - ele afirmou - nos dá a oportunidade de nos relacionarmos com as Igrejas locais, através de uma ação concreta para enfrentar as questões de justiça hídrica na região".

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