Presença de empresas chinesas no mundo cresceu de 1% para 11% em 5 anos

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15 Fevereiro 2018

Setor elétrico e bancos estão entre os que registraram maior expansão na economia chinesa.

Enquanto o governo brasileiro se esforça para colocar à venda as maiores e melhores empresas brasileiras - Eletrobras, Embraer e Petrobras incluídas -, a China aumentou de 1% para 11% sua participação no grupo das maiores multinacionais globais em cinco anos. Os dados são de Dan Steinbock, especialista em multipolaridade mundial e fundador da consultoria Difference Group.

A reportagem é de Carlos Drummond, publicada por CartaCapital, 15-02-2018.

Com crescimento econômico anual médio de 10% nos últimos dez anos, o país asiático escolheu os seus “vencedores”, isto é, os setores e as empresas com maior potencial de crescimento internacional.

Com apoio do governo, desenvolvimento de infraestrutura, poupança nacional elevada, aumento da classe média e vendas cada vez mais globais, elas se tornaram o principal instrumento da expansão internacional. No mesmo período, o Investimento Estrangeiro Direto (IED) chinês saltou de 1% para 13% do total mundial.

Na véspera da crise global de 2008, contabiliza o consultor, as economias avançadas ainda dominavam mais de dois terços do valor de mercado das 500 principais empresas do mundo. Os Estados Unidos tinham 16% do total, a União Europeia 49% e o Japão, 4%. A participação das empresas chinesas era de apenas 1%.

Cinco anos depois, as economias avançadas ainda tinham quase dois terços do total: Estados Unidos 21%, União Europeia 32% e Japão 10%. A participação das empresas chinesas aumentou, entretanto, mais do que dez vezes, para 11%.

Ao contrário dos gigantes corporativos das economias avançadas, diz Steinbock, as aspirantes chinesas tiveram que lidar com uma concorrência cada vez mais global, intensiva em capital e inovadora.

Da Haier e da Lenovo à Huawei e à Tencent, sem falar nos gigantes dos setores elétrico, bancário, de seguros, da construção e das indústrias automobilística e petrolífera, os pioneiros corporativos chineses muitas vezes se beneficiam, porém, de vantagens de custos que estão fora do alcance de seus rivais atuais.

As multinacionais, prossegue o especialista, têm longa história e foram impulsionadas no apogeu das empresas mundiais britânicas em 1914, quando estas controlavam metade do estoque mundial de IED.

Depois da Segunda Guerra Mundial, as megaempresas estadunidenses se posicionaram para tirar o melhor proveito das necessidades de reconstrução da Europa, de transferência de tecnologia e de capacidades gerenciais. Seu poder atingiu o ápice no fim dos anos 1960, quando dominavam metade do IED global.

A partir de uma economia nacional grande e integrada, o aumento da quantidade de multinacionais dos Estados Unidos, da General Electric e da Procter&Gamble à Intel, foi muitas vezes impulsionado pela internacionalização, com base em inovações tecnológicas e de gestão.

Após a reconstrução do pós-guerra, as multinacionais europeias ressurgiram. Sua expansão foi impulsionada por estratégias nacionais favoráveis, da Unilever à Philips e à Ericsson. Na década de 1960, as multinacionais britânicas, francesas e alemãs começaram a desafiar multinacionais americanas em alguns setores.

Desde o fim da década de 1960, continua Steinbock, as concorrentes japonesas começaram a capturar crescente participação de mercado em todos os setores, da indústria automobilística aos produtos eletrônicos de consumo.

Beneficiaram-se da queda das barreiras comerciais, da melhora dos transportes e das comunicações e de mercados cada vez mais homogêneos. Da Matsushita e da Toyota à Sony, as multinacionais japonesas se destacaram em eficiência de escala global. O pico de seu poder ocorreu em 1990, quando controlaram cerca de um décimo do estoque de investimento estrangeiro em todo o mundo.

Para Steinbock, a expansão das multinacionais chinesas está só no começo: “à medida que os centros globais de pesquisa e desenvolvimento se expandirem na China e elas se espalharem no mundo, começarão a competir pela liderança global, ao mesmo tempo em que poderão abrir caminho para o aumento da quantidade de gigantes corporativos das grandes economias emergentes”, conclui.

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