Acordo entre China e Vaticano choca católicos chineses

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07 Fevereiro 2018

A igreja subterrânea se sente 'abandonada e traída' e adverte que alguns fiéis vão deixar a comunidade

A reportagem foi publicada por La Croix International, 06-02-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Católicos chineses ficaram chocados com a notícia de que o governo comunista da China e o Vaticano pretendem assinar um acordo em breve a respeito da nomeação de bispos.

No acordo, o Vaticano teria voz na nomeação dos bispos na China, e poderia permitir que as autoridades chinesas tivessem mais controle sobre as igrejas clandestinas do país.

Os católicos estão particularmente preocupados que sete bispos chineses ilícitos, apoiados pelo governo e excomungados e não reconhecidos pela Santa Sé, seriam reconhecidos pela Santa Sé.

Eles recentemente ficaram irritados quando dois bispos reconhecidos das dioceses de Shantou e Mindong foram convidados a dar espaço a bispos irregulares.

"Sabemos que a China e o Vaticano têm dialogado ativamente, mas nunca esperávamos que seria solicitado aos bispos legítimos para deixar o cargo”, disse uma católica chinesa, que pediu anonimato, ao ucanews.com.

Segundo ela, em troca do acordo com o governo assinado pela Santa Sé, "a comunidade clandestina precisa ser santificada".

E acrescentou: "Nossa fé nos diz que Deus amou tanto o mundo que tudo foi organizado por Ele da melhor forma possível e Ele pode trazer o bem do mal, mas qual será o nosso futuro agora? Onde está a Igreja? E quem é o pastor? Ter que jogar o jogo político é um fardo para os católicos”.

Ela acha que a decisão da Santa Sé fará com que muitos católicos deixem a igreja. "Não temos alternativa senão obedecer", disse.
John, um sacerdote da igreja clandestina, disse ao ucanews.com que a Santa Sé está enganada se acredita que pode alcançar a unidade apoiando a Associação Patriótica Católica Chinesa, controlada pelo partido comunista.

Ele disse que o plano é semelhante a "pedir que a igreja clandestina entre em comunhão com o diabo". A igreja clandestina sente-se abandonada e traída, disse.

Paul, católico clandestino, declarou ao ucanews.com: "Achamos que a Santa Sé está em uma frente unida com o governo comunista da China."

O padre John, da comunidade clandestina de Yunnan, disse ao ucanews.com que a Santa Sé e a Associação Patriótica Católica têm o mesmo objetivo.

"Ambas querem extinguir a nossa comunidade clandestina", disse ele, acrescentando que "os bispos que se unem à associação são obrigados pela Santa Sé".

Ele citou o exemplo do bispo auxiliar Thaddeus Ma Daqin, que saiu da Associação Patriótica Católica há alguns anos e depois retornou novamente por causa das mudanças na política da Santa Sé.

"Ele teve a coragem de deixar a associação quando o Papa Bento XVI ainda estava no papado. No entanto, quando o Papa Francisco foi nomeado, Ma entrou na associação novamente". É porque Bento XVI disse que a associação era contraditória ao nosso dogma, mas o Papa Francisco está disposto a estabelecer relações diplomáticas com a China”, disse o padre.

Afirmou, ainda, que a Santa Sé tem pressa para estabelecer relações com as autoridades chinesas.

Com a Santa Sé sendo "abençoada e generosa aos bispos da associação, mas não aos bispos das igrejas subterrâneas", é óbvio que os bispos da igreja subterrânea vão se transferir para igrejas abertas, afirmou.

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