Papa vai da política à pastoral no último dia em Bangladesh

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04 Dezembro 2017

Depois de andar numa corda bamba política e diplomática acerca do êxodo dos muçulmanos rohingya devido à violência e à perseguição durante grande parte de sua visita a Mianmar e Bangladesh, que ocorreu de 26 de novembro a 2 de dezembro, o tom do último dia do Papa Francisco foi bastante pastoral.

A reportagem é de Inés San Martín, publicada por Crux, 02-12-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Não houve nenhum apelo dramático aos que estão no poder, nem gestos surpreendentes, como levar refugiados para sua casa no avião papal. Em vez disso, Francisco manteve-se fiel ao cronograma planejado para a maioria de suas viagens ao exterior, passando as últimas horas em Bangladesh com uma comunidade religiosa local, com os jovens e com os mais pobres.

Não houve discurso sobre migrantes e refugiados, mudança climática ou injustiça.

Em vez disso, no sábado o Papa estava tranquilo e abandonou as falas prontas pela conversa espontânea. Foi um papa que permitiu que duas meninas usando vestidos floridos levassem-no pela mão, que dedicou seu tempo para cumprimentar muitos dos pacientes da Casa Madre Teresa e que claramente estava sentindo a alegria das centenas de freiras, muitas com o sari com detalhes em azul das Missionárias da Caridade, que quase o cercaram depois de horas esperando por uma chance de cumprimentar o papa enquanto ele passava a caminho do altar.

A respeito dos jovens, o último compromisso da visita a Bangladesh, um país de maioria muçulmana, Francisco disse que a vida deles não está sem direção, pois têm um propósito dado por Deus, como se fosse algum tipo de "software”.

"Ele nos orienta e direciona com sua graça. É como se tivesse colocado um software dentro de nós, que nos ajuda a discernir Seu programa divino e, em liberdade, responder", disse Francisco.

"Mas como todo software, também precisa ser constantemente atualizado. Continuem atualizando o programa, ouvindo a Deus e aceitando o desafio de fazer a Sua vontade".

O Papa disse essas palavras em seu discurso a 7.000 estudantes reunidos na Universidade de Notre Dame, em Dhaka, onde foi calorosamente recebido ao visitar o campo de esportes onde aconteceu a reunião.

Grande parte de seu discurso discutiu a "sabedoria", discutindo uma história compartilhada por um jovem chamado Anthony, que disse que os jovens estão crescendo em um "mundo frágil que clama por sabedoria".

A sabedoria de Deus, disse Francisco, "abre-nos ao outro", para olhar além do conforto pessoal e as "falsas seguranças que nos cegam para os grandes ideais que tornam a vida mais bela e valiosa". Essa sabedoria, acrescentou o pontífice, ensina como nos afastar de uma mentalidade fechada em si mesma, uma mentalidade de "oito ou oitenta".

"Quando um povo, uma religião ou uma sociedade transforma-se num 'pequeno mundo', perde o melhor que tem e mergulha em uma mentalidade presunçosa de "Eu sou bom e você é ruim", observou.

Como já é tradição de Francisco, ele exortou a juventude "para não passar o dia inteiro brincando no celular”, mas interagir com os mais velhos, à procura de sabedoria em seus olhos. Também de acordo com situações anteriores, Francisco se definiu como um "avô" para os jovens.

Os idosos, disse o Papa disse aos estudantes, carregam a sabedoria da experiência, que pode ter o valor agregado de evitar a repetição de erros do passado. Eles também nos lembram de que "a história não começou conosco".

Consciente de que apenas uma pequena percentagem dos 40.000 estudantes que estão na educação católica em Bangladesh é cristã, já que os cristãos representam menos de 0,5% da população total de 160 milhões, o Papa falou aos que são de outra religião, principalmente aos muçulmanos, dizendo que, ao se reunirem como fizeram no sábado, eles mostraram determinação para promover "um ambiente de harmonia, de aproximação do outro, independentemente de diferenças religiosas".

Antes de se encontrar com os jovens, Francisco teve uma reunião com pessoas do Bangladesh que fazem parte da vida consagrada, assim como um grupo de mulheres que vivem no convento. Dois padres, uma freira, um irmão religioso e um seminarista compartilharam suas experiências. Então o Papa deixou de lado as observações preparadas e falou de improviso, em espanhol, com um intérprete traduzindo para o inglês, que disse: "estamos aqui para ouvir o Papa, para não nos entediarmos".

Ele repetiu algumas de suas palavras de sempre. Por exemplo, depois de perceber que, na sexta-feira, durante um encontro inter-religioso, alguém havia mencionado o elogio do cardeal Jean-Lois Tauran ao Bangladesh de que o país era um exemplo de harmonia entre as religiões, a Igreja tem que ser um exemplo de harmonia interna, também. Há muitos inimigos à harmonia dentro da Igreja, disse Francisco.

"Gosto de mencionar um, e é o suficiente para exemplificar", disse, antes de pedir desculpas por ser repetitivo. "O inimigo da harmonia numa comunidade religiosa, numa paróquia, no episcopado, nos seminários é o espírito de fofoca. E isto não é novidade. Há cerca de 2.000 anos, um homem chamado São Tiago disse isso, numa carta à Igreja. Os irmãos e irmãs da língua.

"Uma imagem que gosto de usar para ilustrar o que é o espírito de fofoca é o terrorismo", continuou. "Porque aqueles que falam mal dos outros, não o fazem publicamente, assim como um terrorista não diz: 'Eu sou terrorista'. Os que falam mal dos outros o fazem escondido. Falam com um, jogam uma bomba e saem. E a bomba destrói quando eles saem, tranquilamente, para lançar mais uma bomba".

Ele também pediu que os religiosos orem por um "espírito de alegria", dizendo que causa muita tristeza ver sacerdotes, bispos e freiras com uma cara triste, ao ponto de "querer perguntar" se eles comeram "algo estragado”.

"Afirmo-lhes que sinto muito carinho quando vejo bispos, freiras ou padres idosos que viveram bem a vida”, disse Francisco. "Seus olhos são algo que não se pode descrever, de alegria e paz", com o brilho de quem viveu com alegria. Isso, acrescentou, é mais visível nas freiras idosas que "passaram a vida toda servindo com alegria e paz; seus olhos são brilhantes, alegres, cheios de vida, porque têm a sabedoria do Espírito Santo".

Depois de falar, Francisco ficou em silêncio, em oração, no cemitério ao lado, onde estão enterrados muitos religiosos e religiosas que serviram à igreja local, abençoando os túmulos e rezando em silêncio.

Muitas vezes, o último dia de viagem de Francisco inclui uma visita à periferia da sociedade. Na República Centro-Africana, foi um hospital pediátrico; na Colômbia, um orfanato. Em Bangladesh, foi a "Casa Madre Teresa", que atende tanto crianças órfãs como idosos.

A visita do Papa foi curta, e ele ficou cumprimentando os pacientes que ficaram esperando por ele em duas pequenas salas e um grupo de crianças, idosos e doentes que estavam no pátio.

A Casa, fundada em 1976, é parte de um complexo da Igreja Santo Rosário e cuida de milhares de crianças órfãs e pessoas com deficiência intelectual e física.

Após cumprir o cronograma, Francisco foi levado ao aeroporto para pegar o voo de volta a Roma, onde deve pousar às 23:00, horário local. Mais uma vez, deve dar uma coletiva de imprensa durante o voo.

No domingo, ele vai retomar suas atividades normais, como a oração do Angelus de uma sacada do Palácio Apostólico, com vista para a Praça de São Pedro.

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