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08 Novembro 2017

Em seu mais recente livro, o teólogo jesuíta Bernard Sesboüe dá indícios da direção que a teologia tomará no futuro em meio à proliferação de disciplinas teológicas.

A resenha é de David Roure, publicada por La Croix International, 07-11-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Introduction à la théologie. Histoire et intelligence du dogme
(Introdução à teologia: história e entendimento do dogma, 
em tradução livre). Salvator, 2017.

Sem dúvida, precisamos atentar quando um escritor, em particular um teólogo, inicia um novo livro com a frase: “Esta é uma obra despretensiosa”.

Como foi o caso quinze anos atrás com livro do monge beneditino Ghislain Lafont, modestamente intitulado “Promenade en théologie” (Um passeio em teologia; Lethielleux, 2003), o Pe. Bernard Sesboüé, hoje com 88 anos, presenteia-nos com o fruto de uma longa vida de estudos e pesquisa em teologia.

Sesboüe, que já conta com uma longa série de títulos em seu nome, incluindo várias obras recentes, mais uma vez alcançou uma espécie de síntese com uma destacada clareza pedagógica, característico de seus escritos.

Isto torna este seu novo livro igualmente acessível a um aluno iniciante em teologia e aos cristãos comuns que desejam, como observa Sesboüe, “localizar com método e precisão o eixo de sua própria pesquisa dentro de um marco complexo e relativamente confuso”.

Que estes dois tipos de leitores ficarão satisfeitos é uma aposta segura. Com certeza, eles aproveitarão as páginas escritas por Sesboüe, as quais permitem o desenvolvimento da própria síntese por parte de quem as lê.

Isso acontece apesar de vários erros lamentáveis, como o de afirmar que Boaventura nasceu em 1517 e que Guilherme de Ockham morreu em 1550.

O primeiro capítulo do Pe. Sesboüe compreende um estudo histórico da palavra teologia. Delineia a especialização bem como a fragmentação continuamente maior da teologia no curso dos séculos.

Estes campos incluem: exegese e teologia bíblica, teologia dogmática e história dos dogmas, teologia fundamental – à qual o autor dedica uma longa seção –, teologia moral, direito canônico, teologia espiritual, história da Igreja, teologia pastoral e teologia prática, bem como mais recentemente toda uma série de teologias contextuais.

O segundo capítulo busca definir dogma ou dogmas e o desenvolvimento deles ao longo do tempo, com um olhar, evidentemente, obrigatório para os escritos do Cardeal Newman, antes de se pôr, no capítulo seguinte, a relacionar os dois capítulos anteriores em torno do conceito de teologia dogmática.

Como correta e precisamente observa Sesboüe, ex-membro da Comissão Teológica Internacional e copresidente católico do grupo de diálogo ecumênico “Groupe des Dombes”, a teologia assume a aparência de uma forma de “conhecimento humano, que jamais cessa de tentar compreender o dogma, comentar sobre ele, interpretá-lo de desenvolvê-lo de acordo com a sua própria coerência”.

A teologia é, pois, um aspecto da vida de fé da Igreja, que se recusa a permitir que sua mensagem seja repetida como por um papagaio, implicando que aí não há a compreensão do significado.

O tributo da fé é tal qual o tributo do nosso entendimento assim como o é da nossa vontade e da nossa liberdade.

Os dois últimos capítulos do livro de Sesboüe oferecem um panorama dos principais mestres da teologia dogmática desde Irineu, Orígenes e Agostinho (na Antiguidade), até a atualidade, onde, em poucas e densas páginas, Sesboüe consegue resumir bem o pensamento dos três monumentos teológicos do século passado, a saber: Barth, Balthasar e Rahner.

A sua conclusão é extremamente focada e orientada em direção ao futuro, como indicado pelo título “L’avenir de la théologie dogmatique” (O futuro da teologia dogmática).

Suas conclusões apontam para o deslocamento recente – e ainda em curso – das fronteiras entre teologia dogmática e outros setores teológicos.

Também acenam para um aprofundamento em outros campos, na visão de Sesboüe, pouco explorados: a teologia ecumênica, inter-religiosa, política, pneumatológica ou escatológica.

No entanto, o autor lamenta a fragmentação da teologia que foi longe demais nestas últimas décadas, levando-a a perder o contato com a globalização e impedindo a escrita de teologias dogmáticas genuínas.

O resultado é, no juízo ligeiramente duro de Sesboüe, que “a teologia parece perdida em suas especializações, o que é desesperador para qualquer tentativa de uma síntese”.

Acima de tudo, a nosso ver o Pe. Sesboüe antevê o distanciamento não necessariamente fácil de uma teologia que há tempos é marcada pela cultura europeia e os modos de pensar em direção a uma teologia globalizada.

Com efeito, este movimento já está, na realidade, em curso entre os teólogos africanos, asiáticos e latino-americanos.

“Isto significa que a matriz greco-latina da dogmática cristã, que até agora era a única inculturação historicamente bem-sucedida da fé cristã em uma cultura que agora se tornou estranha a suas origens judaicas, precisa estar pronta para lidar com os universos de categorias ainda desconhecidas, cujas descobertas serão, com certeza, desestabilizadoras”.

Aqui, o nosso autor de quase 90 anos transforma-se em profeta, predizendo o surgimento de uma nova era teológica, que necessariamente se abrirá a horizontes novos muito maiores, apesar de que não ocorrerá sem ônus.

“Então experimentaremos, no nível planetário, a aprovação do Credo do tempo dos grandes e antigos concílios”, escreve Sesboüe.

“Sem dúvida, debates duros serão travados, mas estes debates acabarão engendrando uma nova literatura de teologia dogmática”, conclui.

O ocidente cristão tem a sorte de ter autores como o Pe. Sesboüe, capazes de esclarecer estes conceitos e aprofundar a nossa reflexão.

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