A cada 38 horas, uma nova igreja é aberta no Chile

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22 Maio 2017

Entre 2014 e 2016 foram criadas 675 novas entidades religiosas. 90% delas corresponde a crenças evangélicas pentecostais. 50% das comunidades constituídas nos últimos três anos está domiciliada na Região Metropolitana.

A reportagem é de P. Yévenes e A. Vidal, publicada por La Tercera, 20-05-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

Rápido e com muito poucos requisitos: este é o processo para criar uma entidade religiosa no país. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Justiça, entre 2014 e 2016, 675 igrejas se estabeleceram como pessoas jurídicas no Chile, o que significa que, durante os últimos três anos, em média, a cada 38 horas uma nova comunidade religiosa é criada.

Por enquanto não há detalhes sobre a religião que cada uma delas professa. O Subsecretário de Justiça, Nicolás Mena, explicou que "existem ao todo 3.135 entidades religiosas constituídas no Chile e, destas, cerca de 90% pertencem a igrejas evangélicas, principalmente pentecostais", afirmou ele.

Em relação à proliferação destas novas igrejas, 2014 foi o ano de maior aumento, constituindo 35% de todos os templos. No entanto, através do Portal da Transparência, foi possível acessar com detalhes os números sobre onde figuram comunidades como a "Igreja Missionária Pentecostal Armagedom", o "Ministério Apostólico Glória em Glória", a "Igreja Haitiana", a "Igreja Chinesa de Iquique" e a "Igreja do Caminho para a Luz". Destas, 49,6% do total concentra-se na região metropolitana. San Bernardo (4%), Rancagua (3%) e Conceição (3%) são alguns dos municípios com o maior número destas instituições.


Uma destas novas comunidades é a "Igreja Evangélica Haitiana do Chile", localizada no município de Quilicura, onde realizam-se dois serviços nas quartas-feiras, sextas-feiras e no domingo, pois o lugar fica pequeno para as mais de 600 pessoas que são reunidas.

Joubert Adrien, pastor da igreja, contou que ela se constituiu "primeiramente como uma convocação para a comunidade e, em segundo lugar, pela necessidade espiritual que tivemos com a chegada dos primeiros grupos", pois, como ele explicou, "nós não conseguimos nos entender com as igrejas chilenas por causa barreira do idioma".

Mena, a respeito deste fenômeno, acrescenta que "as igrejas evangélicas do mundo são absolutamente prolíficas em se constituir. Isto é um produto desse tipo de confissão religiosa, o mundo evangélico é extremamente fragmentado".

Para o bispo evangélico Emiliano Soto, as razões para que as pessoas se congreguem são muito diversas e podem ser geradas desde a busca por desenvolvimento espiritual à "fatores que estão dentro do contexto social, como a violência em todas as suas formas, pessoas afetadas pelas drogas, o crime, os lares destruídos, etc."

Hugo Tagle, capelão da Universidade Católica, elogiou "a liberdade religiosa que temos em nosso país", mas também enfatizou que as poucas exigências da lei para constituição de uma igreja "permitiram este crescimento explosivo e inorgânico das comunidades religiosas, das quais muitas vezes não tiveram o acompanhamento adequado".

Na mesma linha, o capelão sustentou que "não é saudável para um país que qualquer pessoa possa constituir uma comunidade religiosa, porque com isso também há a evasão de impostos".

Segundo o Ministério da Justiça explica, entre os benefícios fiscais relacionados à constituição de uma igreja estão: o não pagamento de contribuições no setor imobiliário e o não cancelamento de nenhum carimbo, selo, ou dos trâmites de insinuação.

Devido ao risco em potencial de haver mal uso dessas possibilidades, o Subsecretário Mena observou que "o atual governo, e particularmente o Departamento Nacional de Assuntos Religiosos, está há dois anos trabalhando nesta questão, uma reforma que tem como propósito assegurar que estas entidades não estejam em desacordo com a lei. Temos visto casos excepcionais, mas eles têm ocorrido justamente para cometer crimes".

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