Cardeal de Londres “se alegra” com a aceitação a pessoas LGBTs, embora se mantenha “obstinado” com o matrimônio

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18 Maio 2017

O cardeal-arcebispo de Londres, Dom Vincent Nichols, tem sido uma das vozes mais atuantes da Igreja mundial no trabalho junto à comunidade LGBT. Ao mesmo tempo em que se opõe à igualdade matrimonial, ele, diferentemente dos bispos americanos, parece confortável ao propor ajustamentos sociais e eclesiais para casais de lésbicas e gays.

A informação é de Francis DeBernardo, publicada por New Ways Ministry, 15-05-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Recentemente, o jornal Catholic Herald reproduziu declarações feitas por Nichols em uma palestra pública. Suas observações demonstram os dois lados da abordagem adotada pelo prelado em temas envolvendo a homossexualidade. A reportagem dizia:

“O Cardeal Vincent Nichols, maior autoridade católica na Inglaterra e País de Gales, disse que a Igreja irá continuar ‘obstinada’ no tocante ao casamento homoafetivo e outras questões de moralidade sexual.

Numa sessão de perguntas e repostas depois da palestra no St Ethelburga’s Centre, em Londres, perguntaram-lhe sobre a resposta que a Igreja dá à homofobia. O cardeal falou que a sociedade precisa se tor

nar mais amiga e compassiva para com as pessoas gays, e que ‘se alegrava com a mudança.

No entanto, disse também que os católicos ‘ainda sustentam’ uma definição de matrimônio como sendo ‘entre um homem e uma mulher’, relação aberta à vida nova.

Nichols completou: ‘Nunca houve um tempo em que a moralidade sexual cristã fora totalmente aceita em uma sociedade’. Porém, disse ele, os cristãos iriam ‘persistir’ em ser ‘um incômodo’ nesse tema”.

Sem dúvida, alguns irão criticar a oposição de Nichols no que diz respeito à igualdade matrimonial e a sua defesa do ensino católico tradicional sobre a sexualidade. Críticas não são novidade para Nichols, no entanto. Há anos, fiéis conservadores na Inglaterra têm criticado o trabalho pastoral iniciado por ele junto à comunidade LGBT de Londres, alguns destes até mesmo levaram suas críticas ao Vaticano. Nichols, todavia, permanece firme, e o programa pastoral – o chamado “LGBT Catholics Westminster” – está vivo, bem e próspero ainda hoje.

Embora Nichols possa estar certo de que a moralidade sexual cristã nunca fora totalmente aceita em uma sociedade, isso não quer dizer que a ética sexual cristã não tenha mudado na medida em que surgiam informações científicas novas, em que os entendimentos e costumes sociais se transformavam. O fato de que os princípios éticos mudam ao longo dos séculos é o melhor argumento para sustentar que eles podem mudar no futuro.

Mesmo assim, Nichols serve como um modelo para outros prelados em que a oposição destes ao casamento entre pessoas do mesmo sexo não significa que não podem acolher as pessoas LGBTs para dentro da comunidade eclesial.

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