Equador. O 2º turno para eleger o próximo presidente

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Por: João Flores da Cunha | 23 Fevereiro 2017

A população do Equador terá que voltar às urnas no dia 2-04 para escolher o próximo presidente do país. O vencedor do primeiro turno, o candidato governista Lenin Moreno, não atingiu o patamar mínimo necessário para encerrar a eleição já na primeira votação, realizada no dia 19-02. Seu adversário será o empresário Guillermo Lasso, que ficou em segundo lugar no pleito.

Moreno, candidato apoiado pelo presidente Rafael Correa, teve 39,33% dos votos – 3.679.966 equatorianos o escolheram. Lasso chegou em segundo lugar com 28,15%, ou 2.633.770 votos. Os percentuais são referentes à apuração próxima do total, com 98,86% das urnas escrutadas na tarde de 22-02.

Para ser declarado vencedor da eleição presidencial, Moreno precisaria atingir 40% dos votos, com uma diferença mínima de dez pontos percentuais em relação ao segundo colocado. O presidente do Conselho Nacional Eleitoral – CNE, Juan Pablo Pozo, declarou no dia 21-02 que não seria mais possível uma mudança de tendência, e que a indicação era de realização do segundo turno.

Os últimos dias haviam sido de apreensão no país, com a lenta apuração dos votos e a proximidade de Moreno da barreira dos 40%. Governistas chegaram a declarar vitória na noite da eleição. O presidente Correa divulgou uma pesquisa de boca de urna que dava a vitória a Moreno com a mensagem “outro triunfo contundente do povo equatoriano! ”. No dia 22-02, ele agradeceu à população do país pela diferença superior a um milhão de votos entre Moreno e Lasso. “Voltaremos a derrotá-los”, disse o presidente, por meio do Twitter.

Oposicionistas, por seu lado, fizeram manifestações em frente à sede do CNE em Quito contra uma suposta fraude na apuração dos votos. Houve uma vigília desde a noite do domingo (19-02), e um ato em Guayaquil que contou com a participação de Guillermo Lasso.

O risco para o partido governista é que a candidatura de Lasso consiga aglutinar os setores descontentes com os rumos do correísmo. Em seu discurso na manifestação, o candidato enfatizou que “o povo equatoriano votou majoritariamente pelos sete candidatos de oposição porque não quer o continuísmo”.

A terceira colocada, Cynthia Viteri, do Partido Social Cristão, que teve 16,26% dos votos, declarou ainda no domingo, dia da eleição, que apoiaria Lasso no segundo turno. Ela afirmou, porém, que seu partido não faria parte de qualquer governo nos próximos quatro anos.

Após a declaração do presidente do CNE, Lenin Moreno afirmou, por meio do Twitter, que a possibilidade de vencer no primeiro turno permanecia “intacta”, e que o órgão não deveria “elocubrar com tendências”, e sim “declarar os resultados finais”. Ainda assim, no dia 22-02 ele já estava novamente em campanha pelas ruas do país.

O candidato afirmou que sua mão está estendida “para seguir avançando com aqueles que querem um país grande, justo, solidário, unido, de irmãos e em paz”. Ele disse ainda que “um revolucionário o é para toda a vida. Se é preciso seguir lutando, seguiremos fazendo-o”.

Apesar da indefinição em relação ao próximo presidente, o oficialismo conquistou uma importante vitória na eleição para a Assembleia Nacional (o legislativo é unicameral no país). A Alianza Pais, partido de Correa e de Moreno, terá cerca de 70 deputados no Congresso – ao todo, são 137. O resultado, porém, é inferior ao das eleições de 2013, que deram 100 deputados ao partido. O partido de Guillermo Lasso terá cerca de 30 congressistas, e o candidato terá o desafio de governar frente a um parlamento majoritariamente oposicionista caso vença o segundo turno.

O governo também venceu a consulta impulsionada por Correa sobre os paraísos fiscais. A população aprovou a proposta que proíbe que pessoas com recursos em países que operam como paraísos fiscais exerçam cargos no setor público equatoriano. Trata-se de uma “grande notícia para o mundo”, assinalou o presidente.

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