Brian Eno: “Estamos em declínio há 40 anos – Trump é uma oportunidade de repensarmos”

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28 Janeiro 2017

O novo álbum de Brian Eno chama-se “Reflection”, e que momento seria melhor para se refletir sobre uma carreira surpreendente? Ou carreiras. Há a primeira encarnação de Eno como o “tocador de sintetizador com camisa ao estilo leopardo”, que ofuscou o mais obviamente maneirado Bryan Ferry na banda Roxy Music. Com o seu cabelo a altura dos ombros e com sua beleza andrógena, havia algo de outro mundo em Eno. Ele era tão prepóstero quanto legal. Tão legal que, antigamente, não se incomodava com o seu primeiro nome.

A reportagem é de Simon Hattenstone, publicada por The Guardian, 23-01-2017. A Tradução de Isaque Gomes Correa.

Após dois álbuns maravilhosamente aventurosos, ele se retirou e a Roxy Music se tornou mais convencional. Seguiu-se uma carreira solo sustentada, começando com a mais pop “Here Come the Warm Jets”, progredindo para a obscuridade desafiadora de seus álbuns de música ambiente, passando para o Eno comercial, ao produtor reverenciado por trás de muitas das grandes músicas de Bowie, Talking Heads, U2 e Coldplay.

Há o Eno, o visionário, que ajudou a conceber um relógio de 10 mil anos e inventou um conjunto de cartas chamado “Estratégias Oblíquas” que oferecem soluções criativas para as pessoas em apuros ou em momentos de impasse. Há o Eno, o artista visual; o Eno, o ativista, que faz incansavelmente campanhas por um mundo mais justo; e o Eno, o filósofo, que pensa infinitamente sobre as maneiras de como trazer à existência esse novo mundo.

O nosso encontro aconteceu em seu estúdio, perto de Notting Hill, região oeste de Londres. O local é uma mistura de minimalista e maximalista. Minimalista em seus grandes e brancos espaços vazios, maximalista nos livros numerosos cuidadosamente guardados (seções para a arte africana, asiática e europeia ao modo de biblioteca), equipamentos antiquados de alta-fidelidade, uma bicicleta estacionada e suas próprias obras artísticas ao estilo Rothko.

Eno, hoje com 68 anos, não poderia ter um “look” mais diferente do que aquele do início dos anos 70. Na medida em que sua música se tornava mais enxuta, o mesmo ocorria com ele. A cabeça foi raspada, a maquiagem foi lavada e a boa de pena foi dispensada. Hoje, ele parece um elegante acadêmico.

O seu assessor me pede pare me juntar a Eno à mesa. “Estarei aí em apenas 40 segundos, ao terminar o meu almoço”, diz Eno. Ele dá mais uma colherada na salada de frutas. “Só 30 segundos agora”. Sempre teve algo de fastidioso sobre ele. Suas entrevistas tendem a durar 45 minutos exatamente. Um jornalista disse que Eno havia interrompido o diálogo entre eles para tocar-lhe uma música do Elvis Presley que durou 2 minutos e 7 segundos, e então acrescentou 2 minutos e 7 segundos à entrevista de forma que o jornalista não saísse perdendo. Ao mesmo tempo, Eno adora abraçar o aleatório. Como produtor, incentiva os artistas a pegar cartas das Estratégias Oblíquas para alterar o trajeto que estão tomando. Digo-lhe que trouxe um conjunto comigo caso nos encontremos em apuros. Ele sorri, deixando reluzir um dente dourado.

Eno fala lentamente, calmamente, eloquentemente. Seria brilhante no programa Just a Minute – nenhuma repetição, hesitação ou desvio. Sua voz é tão suave quanto a sua música ambiente. Seu nome completo é Brian Peter George St John le Baptiste de la Salle Eno (o “St John le Baptiste de la Salle” foi adicionado na Confirmação). Poderíamos supor que ele era um aristocrata, porém seu pai e seu avô foram carteiros. “E, na verdade, o meu tataravô”, diz animado quando menciono isso. “E os meus dois tios”.

Alguma vez ele achou que seria este o seu destino? “Ora, acabei entrando na área das comunicações, não?” Ele sorri. Você é um carteiro sônico? “Sim! De um jeito ou de outro, ajudo as pessoas a se comunicar entre si. Quando estava em meus trinta e poucos anos, e minha mãe e meu pai viviam na casa que eu havia comprado para eles com os rendimentos de minha música, minha mãe disse: ‘Seu pai e eu estávamos conversando. Será que, em algum momento, você vai se ajeitar e conseguir um emprego?’ Hahahhaha! Ela disse: ‘Poderia conseguir um emprego no posto dos correios.’ Nos posto! Entende, não caminhando para entregar cartas”.

Eno decidiu que não queria um emprego regular quando viu o efeito que este tinha sobre o seu pai. “Ele trocava de turno. Era um ciclo de três semanas, manhãs, tardes e noites. Anos depois, percebi que ele estava em estado permanente estado de cansaço, pois o seu turno de trabalho, de oito horas, mudava toda semana. Lembro dele voltando para casa do trabalho e se sentando à mesa; minha mãe há pouco havia retirado os alimentos e ele iria se debruçar e pegar no sono. Pensei que, mesmo que tivesse de entrar para o crime, eu não pegaria um emprego; o horror de ficar exausto daquele jeito e de ter que trabalhar só para manter as coisas funcionando; a falta de liberdade em sua vida”.

Sua mãe, belga, passou a guerra na Alemanha construindo aviões em um campo de trabalho. Ela voltou para a Bélgica no fim da guerra. “Demorou três meses para retornar. Chegou em Dendermonde perto de Bruxelas pesando quase nada”.

Eno fala calmamente e lindamente sobre os seus pais. Então ocorre uma mudança de comportamento quando pergunto de onde vem a sua série de primeiros nomes, e ele explode: “Deus do céu, será que vamos ter perguntas interessantes? Isso é besteira. Quero dizer, não estou nem um pouco interessado em mim. Quero falar sobre ideias. Podemos fazer isso?”.

Ele pega uma das cartas do jogo Estratégia Oblíqua, e cai na risada. Mostra-a às duas mulheres no estúdio. “Hahaha! Que tal? Hahahaha! ‘Faça um intervalo!’”

“Faça um intervalo”, elas repetem. “Hahaha!”

“Não são brilhantes?”, diz Eno. “Imagine só”.

Quanto mais riem, menor eu me sinto.

Eno diz odiar falar sobre si. “Não me interesso nesse aspecto da personalidade de ser artista. Isso tudo está baseado na ideia de que os artistas são automaticamente pessoas interessantes. Posso dizer que eles não são. A arte que produzem pode ser muito interessante, mas como pessoas elas não são nem mais, nem menos interessantes com relação às demais pessoas. Não me interesso nenhum pouco em falar sobre Brian Eno. Suas ideias, no entanto, creio que tenham algo a nos dizer”.

Assim pergunto em que Brian Eno está trabalhando no momento. “Ando interessado na ideia de música gerativista como um tipo de modelo de como a sociedade ou a política poderiam funcionar. Estou trabalhando em ideias que me interessaram, sobre como fazer uma sociedade funcional ao invés de uma sociedade disfuncional, como a que vivemos atualmente – tentando fazer música de um jeito novo. Estou tentando ver que tipos de modelos e estruturas compõem a música que quero ouvir, e então estou achando que não é uma ideia ruim tentar pensar em criar sociedades desse jeito”.

Poderia ser mais específico? “Sim. Se pensamos na imagem clássica de como as coisas foram organizadas em uma orquestra – onde temos o compositor, o maestro, o líder da orquestra, diretores de seção, subdiretores de seção, e os recrutas [músicos em geral] –, o fluxo informacional é sempre descendente. O cara lá debaixo não conversa com o cara lá de cima. Neste momento, quase nenhum de nós pensaria que o modelo hierárquico de organização social, a pirâmide, é uma boa maneira de arranjar as coisas”.

Em outras palavras, diz ele, a sociedade deveria ser construída sobre o modelo mais igualitário de uma banda folk ou de rock, de pessoas que simplesmente se juntam e fazem música, e não como uma orquestra clássica. “Consegue ver”, diz ele com a paixão de um visionário, “se transpusermos este argumento em termos sociais, temos o debate entre a organização de cima para baixo, e de baixo para cima? É possível ter uma sociedade que não tenha regras e estruturas pré-existentes. E podemos usar as estruturas sociais das bandas, dos grupos de teatro, grupos de dança, todas as coisas que hoje chamados de cultura. Podemos dizer: ‘Ora, isso funciona aqui. Por que não funcionaria em outros lugares?’”

Ele se considera um otimista. No passado. Pergunto se ainda o é, pós-2016. Sim, diz ele, há um modo positivo de ver este ano que passou. “A maioria das pessoas que conheço achava que 2016 era o começo de um longo declínio com o Brexit, Trump e todos estes movimentos nacionalistas da Europa. Parecia que as coisas só iriam piorar ainda mais. Eu dizia: ‘Que tal pensarmos isso de um modo diferente?’ Na realidade, é o fim de um longo declínio. Estamos em declínio há aproximadamente 40 anos, desde Thatcher e Reagan e desde que a infeçção de Ayn Rand que se disseminou por toda a classe política; talvez tenhamos chegado ao pior estágio aí. O que sinto com o Brexit não é uma fúria dirigida contra alguém, mas uma fúria contra mim mesmo por não ter percebido o que estava acontecendo. Achava que todos aqueles do UKIP [partido político inglês fundado em 1993 que propunha a saída da Inglaterra da União Europeia] e aqueles outros da Frente Nacional Britânica estavam dentro de uma pequena bolha. E daí pensei: ‘Foda-se, éramos nós, éramos nós na bolha, fomos nós que não o percebíamos. Tinha uma revolução amadurecendo. Esperávamos que nós é que seríamos a revolução”.

Eno desenha para mim um pequeno diagrama para explicar como a sociedade se transformou – produtividade e aumentos reais de salários em conjunto até 1975, então a produtividade continuou a aumentar enquanto os salários reais diminuíram.

“Isso está resumido não gráfico de Joseph Stiglitz”. O problema agora, diz, são os extremos da riqueza e da pobreza.

“Temos 62 pessoas que possuem a mesma riqueza que os 3 bilhões e meio de pessoas mais pobres. Sessenta e duas pessoas! Poderíamos colocá-los todos em um único ônibus sangrento (...) e então acidentá-lo!”, ele sorri ironicamente.

(Desde que nos encontramos, a Oxfam publicou um relatório mostrando que apenas oito homens possuem tanta riqueza quanto os 3.6 bilhões de pessoas mais pobres do mundo – metade da população mundial.)

O próprio Eno é um multimilionário, em grande parte por seu trabalho como produtor. Pergunto se ele não seria um dos 62 mais ricos. Eu com certeza não sou”, diz com um sorriso fino. “Não. Estou longe desse grupo”.

Eno ainda pensa sobre as consequências políticas do ano passado. “Na verdade, vendo agora, passei a pensar: estou feliz com Trump e estou feliz com o Brexit porque isso nos dá um ponta pé na bunda e estávamos precisando disso, porque não iríamos mudar muita coisa. Imaginemos se Hillary Clinton tivesse vencido e nós aqui, tendo o mesmo de sempre, a estrutura toda que ela herdaria, todo o mito da família Clinton. Não sei se este é um futuro que eu particularmente gostaria de ter. Parece que algo assim não iria chegar a nada, enquanto que agora com Trump há a chance de um choque de verdade, uma oportunidade de realmente repensarmos”.

Reflection” é o 26º algum solo dele, e o seu primeiro álbum de música ambiente lançado em cinco anos. Será que Eno pensa existir uma necessidade especial para as qualidades suaves deste CD no momento atual? “Acho que é um ótimo momento para ele [o álbum]”, diz.

Não tenho certeza de que é mesmo música ambiente – é prazeroso e, ao mesmo tempo, maçante; legal de tê-lo tocando de fundo enquanto trabalhamos. “É exatamente isso o que quis para mim mesmo”, diz Eno, todo feliz. “Escrevo muito, e um dos modos que tenho escrito é começando a escrever uma peça musical desse estilo e, então, enquanto continuo a escrever, penso: ‘Tem muito disso aqui, e não o suficiente daquilo lá’. Então entro e dou umas voltas dentro da ideia. Continuo ajustando a música até que ela me ajude na escrita”.

Li que ele inicialmente produzia música ambiente para ajudá-lo nas viagens, pois tinha medo de voar; que esse tipo de música deveria ser um tipo de calmante. “Não, não calmante. Uma das coisas que podemos tirar da música é a rendição. O que você está dizendo é: ‘Deixe me acontecer. Irei me deixar ficar fora de controle. Irei deixar algo além tomar o controle de mim’”. E é isso o que ele quis com esta música.

Esse desejo de rendição é interessante porque, em muitos sentidos, ele parece tão controlado. Menciono a entrevista com a música do Elvis. “Ora, é justo, não é? Está controlado, mas não é controlador. Você me pergunta onde estou controlando.

Isso é diferente de estar controlado. Creio que controlar seria se eu dissesse ao entrevistador: ‘Vou fazer um intervalo na entrevista para tocar alguma coisa para você, mas, foda-se, eu estou no controle aqui, então cai fora’. Eu não disse isso.

Disse que faria um intervalo para tocar algo para você, mas visto que você pediu isso, não espero que vá perder este tempo.

É claro que eu trabalho num papel que pode parecer uma função controladora enquanto produtor. Mas, na verdade, não sou esse tipo de produtor. O que quero fazer é criar situações onde estamos todos ligeiramente no mar, porque as pessoas fazem a sua melhor obra quando estão em alerta, e estar em alerta ocorre no momento em que sentimos que estamos prestes a sermos tirado do controle. Não estamos em alerta quando estamos assentados e quando sabemos exatamente o que estamos fazendo.

Ah, as colaborações. Grande parte do que me faz admirar Eno, o pensador e ativista – como acontece a maioria dos seus fãs –, é o Eno, o colaborador/produtor. E sobre isso é o que estou, na verdade, bastante ansioso para falar na entrevista. Como muitos entusiastas pop de meia-idade, tenho uma enorme dívida com Eno. Ele moldou uma parte tão grande de minhas músicas favoritas – desde os dois primeiros álbuns do Roxy Music até a trilogia “Berlin” de Bowie e “Remain in the Light”, do Talking Heads. O mesmo fascínio acontece com sua capacidade de orientar os obviamente mais comerciais Coldplay e U2.

Com quem ele mais gostou de trabalhar? Pausa. “Provavelmente Brian Eno! Hehehe! Eu continuo voltando a ele”.

Pergunto: Quais colaborações ele vê hoje com uma maior satisfação? “Não olho muito para trás, para ser honesto. Sempre que olho para o passado na música, penso como poderia ter feito melhor”.

Existe alguma coisa que o faz pensar: “Meu Deus, adoro isso”? “Bem, suponho que todas as colaborações continuaram porque eu gostei de fazê-las. Algumas são mais engraçadas que outras...”.

Quais? “Humm… Não quero falar sobre isso. Realmente não quero falar sobre isso”. E de novo uma explosão: “Olhe, temos poucos minutos sobrando. Vamos falar de algo bom”.

Isso é controlador, digo eu.

“Não é controlador. Simplesmente é chato pra caralho. Eu preciso me manter acordado. Estou cansado”.

Digo que não compreendi – sequer sei o que é tão “chato pra caralho” a ponto de ele estar se recusando a falar.

“Só não quero falar sobre história. Toda essa merda! Você pode encontrar isso tudo em outras entrevistas que dei. Faz 40 anos que falo sobre as pessoas com as quais trabalhei. Não, me desculpa. Mas simplesmente não estou interessado”.

Ele não acha um tanto desarrazoada a ideia de que a entrevista precisa ser inteiramente sobre o presente e sobre o que ele pode a vir fazer no futuro?

“Você pode pesquisar”, diz ele. E o Eno calmo, comedido se transformou em um Eno irascível. “Esse é o seu trabalho! Pesquise! Você pode pesquisar as milhares de entrevistas que dei, em que falo sobre todas estas coisas. É essa a sua função! Você recebe para isso. A propósito, eu não recebo por isso!”

Eu recebo para fazer perguntas às pessoas, digo.

“Ok, bem, você me fez perguntas e eu disso que não quero respondê-las. É um acordo justo, não é? Sei o que você está buscando”, ele diz, “e não quero ir por aí. Não quero entrar numa glosa histórica sobre minha carreira porque não é aí onde os meus pensamentos se encontram neste momento. Enquanto estamos conversando, tenho pensado sobre algo que não temos falado a respeito, e eu não quero perder a ideia”.

O que ele está pensando? “É uma peça musical em que estou trabalhando, em que trabalhei ainda hoje, fazendo alterações entre as entrevistas”.

Estava ele pensando que eu estaria perguntando sobre Bowie?
“Sei que você estava”.

Bem, eu estava e não estava ao mesmo tempo.

E ele diz: “Você meio que estava, sim”.

Não, digo eu. Eu estava pensando nas várias grandes colaborações, incluindo Bowie.

“Não tenho interesse em falar sobre nenhuma delas. E acho que seria educado de sua parte dizer: ‘Ele não quer falar sobre isso, então há um monte de outras coisas que ele poderia falar a respeito; ele é um cara bem interessante’”. Então ele me diz exatamente como eu estou tentando pegá-lo de surpresa: “‘Eu poderia fazer-lhe inúmeras outras perguntas, mas sei que isso poderá ser motivo de uma manchete, então vou ficar perguntando a ele sobre isso’”.

Acho isso injusto, digo eu.

“Tudo bem, desculpa, é injusto”, diz Eno.

Passamos a maior parte do tempo conversando sobre política.

“Somente porque eu lhe pedi”, responde ele mau-humorado.

“Ok, vamos ter que encerrar agora”, diz o assessor.

“Não quero encerrar numa ‘vibe’ ruim”, diz Eno, falando rapidamente e respirando pesadamente.

Mas nós estancamos. Acho que nem as suas Estratégias Oblíquas poderiam ajudar aqui.

“Me desculpa”, diz ele. “Estou bastante cansado hoje porque não dormi a noite passada. E eu sabia que eu seria um chato, então me desculpa. Mas realmente não quero passar o resto da minha vida – tenho hoje 68 anos, então devo ter outros 15 ou 20 anos restantes – falando sobre a minha história. Dado o pouco tempo que me resta neste planeta, eu realmente gostaria de focar em algumas das coisas novas que tenho feito”.

Que coisas novas sobre as quais não conversamos e que ele gostaria que tivéssemos falado a respeito, pergunto. Silêncio.

Aponto para a imagem de uma caixa de luz laranja serena à nossa frente, e pergunto se é uma obra recente. “Sim, é uma
das minhas novas obras. É algo que eu venho fazendo para hospitais”, diz ele. “Fui convidado para fazer alguns desses trabalhos para as salas onde as pessoas passam um longo tempo em situações estressantes”. Com isso ele convida a entrevista a um fim.

O álbum “Reflection” está à venda pela Warp Records.

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