Os “tuítes” de Trump sobre Bergoglio: “O Papa é humilde como eu”

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29 Novembro 2016

Como serão as coisas entre o Papa Francisco e Donald Trump? Entre as incógnitas que marcam o novo rumo da Administração estadunidense também está a da direção que tomarão as relações entre o futuro inquilino da Casa Branca e o bispo de Roma. Recordem as faíscas entre ambos a respeito do tema dos muros “anti-imigrantes”, quando o Papa celebrou uma missa a poucos metros da fronteira entre Estados Unidos e México. Contudo, são menos conhecidas as frases que o próximo Comandante-em-Chefe dos Estados Unidos da América dedicou ao atual Sucessor de Pedro, por meio de sua conta no Twitter. Avaliações e comentários de diferentes naturezas, incluindo um certificado de admiração que se refere à humildade, “denominador comum” que Trump declara compartilhar com o Papa.

A reportagem é de Gianni Valente, publicada por Vatican Insider, 28-11-2016. A tradução é do Cepat.

Até o momento, o ponto de referência para imaginar as futuras relações entre o Pontífice e o presidente eleito continua sendo o “incidente” de fevereiro, no marco da viagem do Papa Bergoglio ao México. Em uma entrevista realizada pela Fox, quando perguntaram a Trump sua opinião a respeito da missa entre os migrantes, que seria celebrada pelo Papa, pouco tempo depois, em Ciudad Juárez, disse que o bispo de Roma era “uma pessoa muito política”, que “não compreende os problemas que o nosso país possui” e tampouco “o perigo da fronteira aberta que temos com o México”. Também explicou que, em sua opinião, o México “lhe pediu para que a realizasse (celebrar a missa em Ciudad Juárez, ndr.), porque eles querem a fronteira assim como está e eles estão fazendo uma fortuna, e nós saímos perdendo”.

Durante o voo de retorno de Ciudad Juárez a Roma, respondendo aos jornalistas, o Papa não utilizou meias palavras e declarou que “uma pessoa que só pensa em fazer muros, seja onde for, e não em fazer pontes, não é cristã”. Trump respondeu nos meios de comunicação que era escandaloso que um “líder religioso” pusesse “em dúvida a fé de uma pessoa”. E depois subiu o tom, dizendo que no caso de um ataque jihadista contra o Vaticano, o Papa “só esperaria e rezaria para que Donald Trump fosse presidente, porque isto, comigo, nunca poderia acontecer”.

A hipótese de que venha ocorrer um choque entre o líder político mais potente do mundo e o bispo de Roma já colocou em marcha os reflexos condicionados do sistema de comunicação midiático global. Mas, antes da tormenta midiática de fevereiro, o sucessor de Obama já expressou muitos julgamentos e considerações a respeito do Papa Francisco, desde sua eleição à Sé Apostólica de Roma. Frases circunstanciais, elogios e distanciamentos do “estilo” do Papa, mas também declarações de afeto.

Trump iniciou o dia 14 de março de 2013, poucas horas após a conclusão do Conclave, com felicitações “a meus amigos católicos pela escolha do Papa Francisco I (sic) para a condução da Igreja católica. As pessoas que o conhecem o amam!”, apontou o futuro presidente dos Estados Unidos, em seu primeiro “tuíte” dirigido ao novo Papa. Poucos dias depois, o magnata nova-iorquino franzia o cenho frente à decisão do Papa Francisco, quando saiu pela primeira vez dos muros vaticanos para pagar a conta do apartamento que havia ocupado na “Domus”, da Rua Scrofa, antes de entrar no Conclave. “Não gosto de ver o Papa em pé na recepção de um hotel pagando a conta. Não é coisa de Papa!”, “tuitou” Donald Trump, na terça-feira, 19 de março, à tarde, dia em que o Papa Francisco presidiu a missa com a qual iniciou seu Pontificado. E a todos aqueles que lhe fizeram notar que o Papa não precisava ir ostentando, como ele, sua grandeza, respondeu em tom de brincadeira: “É por isso que eu nunca serei Papa!”. Mas, no dia do primeiro Natal do pontificado bergogliano, na mágica atmosfera nova-iorquina, cheia de luzes e de bons sentimentos, Trump encontrou palavras para expressar o fascínio que o bispo de Roma lhe provocava: “O novo Papa”, escreveu no dia 25 de dezembro de 2013, à tarde, “é um homem humilde, justo como eu, e isto provavelmente explica por que gosto tanto”. A declaração de afeto ao Papa Francisco, com a profissão de humildade, foi “retuitada” mais de 5.000 vezes.

Os “tuítes” de Trump sobre o Papa Francisco não estão apenas relacionados com suas declaradas afinidades ou diferenças. Em abril de 2014, as eleições presidenciais ainda estavam distantes. Quem sabe Trump já estava considerando se apresentar como candidato. Mas, enquanto isso, se divertia “tuitando” e em suas ocorrências também citava Bergoglio. A ele foi perguntado quem gostaria de ter como hóspede em The Celebrity Apprentice, o programa que ele mesmo criou e conduziu (para a rede NBC), desde 2008, no qual todas as semanas diferentes pessoas famosas, em diferentes equipes, competem para reunir a maior quantidade possível de dinheiro a ser oferecido em beneficência. Respondeu sem vacilar: “O Papa!”.

O presidente eleito dos Estados Unidos já se ocupava das questões vaticanas antes da chegada do Papa Francisco. No Twitter, expressou sua opinião sobre a decisão de Bento XVI em renunciar o Papado, indicando, com seu acostumado tom áspero e franco, sua absoluta discordância: “O Papa”, escreveu Trump em sua conta, no dia 27 de fevereiro de 2013, “não deveria ter renunciado. Deveria ter continuado. Isto faz mal a ele e à Igreja”.

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