México e países da América Central se unem para tratar de imigrantes nos Estados Unidos

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Por: João Flores da Cunha | 29 Novembro 2016

Os chanceleres do México e dos países da América Central que formam o chamado Triângulo NorteEl Salvador, Guatemala e Honduras – se reuniram no dia 21-11 para tratar da situação dos imigrantes desses países que residem nos Estados Unidos. O encontro, que ocorreu na Cidade da Guatemala, se dá após o choque da eleição de Donald Trump para presidente do país da América do Norte.

A reunião ocorre em um cenário em que a região começa a se preparar para enfrentar a nova realidade imposta pela vitória do candidato do Partido Republicano nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Trump adotou durante a campanha uma dura retórica contra imigrantes: ele prometeu construir um muro na fronteira com o México e deportar milhões de imigrantes ilegais.

O encontro multilateral teve o objetivo de demonstrar aliança e coordenação entre o México e os países do Triângulo Norte no sentido de atender os seus cidadãos que, cada vez mais, terão que conviver com o medo de serem expulsos dos Estados Unidos. Estima-se que 40 milhões de pessoas dessas nacionalidades vivam nos Estados Unidos, somando legais e ilegais.

A chanceler do México, Claudia Ruiz Massieu, declarou que o seu país está em estado de alerta por conta da situação dos mexicanos no país que será governado por Trump. Ela afirmou que El Salvador, Guatemala e Honduras têm no México “um vizinho amigo, mas também um sócio confiável e um aliado permanente”. A aliança entre os quatro países é estratégica também porque refugiados e imigrantes vindos de países da América Central por terra devem passar pelo México para chegar aos Estados Unidos.

Em termos concretos, ficaram acertados protocolos e mecanismos de integração entre os quatro países, além de reuniões periódicas entre os chanceleres. Os consulados desses países realizarão um trabalho conjunto para atender seus cidadãos que residem nos Estados Unidos.

O Triângulo Norte da América Central convive com uma crise de refugiados que, apesar de grave, tem pouca visibilidade internacional. Essa região é marcada por altos índices de violência há décadas e hoje conta com algumas das mais altas taxas de homicídios do mundo. Recentemente, a organização não-governamental Anistia Internacional divulgou um relatório em que acusa os governos desses países de “dar as costas a centenas de milhares” de seus cidadãos que se veem obrigados a fugir da região por conta da violência.

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