Papa Francisco e a sua conversa com os jesuítas reunidos na 36ª Congregação Geral

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25 Novembro 2016

Hoje, é preciso “ter a audácia profética de não ter medo”. Essas são as palavras do Papa Francisco nas primeiras fases da conversa do dia 24 de outubro passado com os jesuítas reunidos na sua 36ª Congregação Geral, que a revista La Civiltà Cattolica publica na íntegra no caderno atual. Sentindo-se em “família”, Francisco respondeu de improviso às perguntas dos delegados, abordando e aprofundando vários assuntos.

A nota é do sítio da revista La Civiltà Cattolica, 24-11-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Para o Santo Padre, a política, a “grande política”, é um “trabalho artesanal para construir a unidade dos povos e a unidade de um povo em todas as diversidades que existem no seu interior”. Mas ele sente que hoje “faltam aqueles grandes políticos que eram capazes de se colocar a sério em jogo pelos seus ideais e não temiam nem o diálogo nem a luta, mas seguiam em frente com inteligência”.

O papa também lamenta o fenômeno pelo qual “quando se esgotam os períodos constitucionais de mandato, logo se tenta reformar a Constituição para ficar ainda”. É um fruto da corrupção.

O Papa Francisco voltou mais uma vez ao significado do seu magistério, lembrando aos críticos que “a moral usada na Amoris laetitia é tomista, mas a do grande São Tomás”, não a da “escolástica decadente” seguida por alguns teólogos. Ele definiu a Evangelii gaudium como “um marco” do seu pontificado, sobre o qual é preciso “continuar trabalhando”, e a Laudato si’, como uma encíclica “social”, e não uma encíclica “verde”.

A propósito da formação dos sacerdotes, que será um tema importante do próximo Sínodo, o Papa Francisco lamentou a “carência” de discernimento e se manifestou contra a tentação da “rigidez”, que hoje “em uma certa quantidade de seminários voltou a se instaurar”.

Conectando a crise das vocações ao clericalismo, Francisco defende que elas existem: “Não promover vocações locais é uma ligadura de trompas eclesial. É não deixar que aquela mãe tenha filhos próprios”.

Um tema familiar para o Papa Francisco é o da Igreja pobre. Nesta ocasião, ele lembrou que, para Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas, “a pobreza é mãe e muro. A pobreza gera, é mãe, gera vida espiritual, vida de santidade, vida apostólica. E é muro, defende. Quantos desastres eclesiais começaram por falta de pobreza”.

Uma reflexão importante também diz respeito à defesa das culturas indígenas, vítimas, no passado, de um certo “centralismo romano”, que bloqueou alguns pioneiros da evangelização.

No caderno 3.995 da La Civiltà Cattolica, destaca-se o artigo de Cesare Giraudo SJ, que faz um balanço da reforma litúrgica a 50 anos do Vaticano II, explicando por que o papa – em uma recente entrevista ao Pe. Antonio Spadaro – disse que se trata de um erro falar de “reforma da reforma” litúrgica, e por que ele julgou como equivocadas as reformas que põem em discussão aquilo que foi afirmado pela Sacrosanctum concilium.

Os outros artigos do caderno: em “Literatos confucianos e primeiros jesuítas na China”, Antonio Spadaro SJ e Antonio De Caro mostram a centralidade da amizade como base do diálogo inter-religioso, à luz da pregação dos missionários jesuítas na China.

Nei tuoi occhi è la mia parola [Nos teus olhos está a minha palavra] é o texto completo da intervenção do cardeal Pietro Parolin na apresentação do livro homônimo que reúne as homilias e os discursos de Dom Bergoglio (1999-2013).

Em “A fronteira como ponte. O desafio das migrações na América Latina e no Caribe”, Mauricio Garcían Durán SJ e Gina Paola Sánchez González fotografam o lado americano do desafio global das migrações e tentam explicar precisamente como a cada vez mais limitada e dramática possibilidades de deslocamento das pessoas reforça justamente as causas dos fluxos migratórios

Em “A Rai e o serviço público”, Francesco Occhetta SJ se pergunta como redefinir a missão da Rai hoje, diante dos “desafios clássicos de educar, informar e entreter”.

GianPaolo Salvini SJ nos explica aquilo que é realmente novo (e aquilo que não é) nas “Novas indicações sobre a cremação”.

Massimo Pampaloni SJ traça o perfil do Pe. Nazareno Taddei, no décimo aniversário da sua morte: um pioneiro da comunicação e da análise dos meios de comunicação de massa.

Virgilio Fantuzzi SJ aborda o confronto entre duas famílias que “não poderiam ser mais diferentes uma da outra” em Ma Loute, um filme de Bruno Dumont. Por fim, o espaço da nossa habitual resenha bibliográfica.

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