Cardeal holandês sugere a necessidade de documento do magistério sobre a ideologia de gênero

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10 Novembro 2016

O cardeal Willem Eijk, arcebispo de Utrecht, Holanda, afirmou que “parece ser necessário” uma Carta Encíclica ou outro documento do magistério para frear o avanço da ideologia de gênero entre os fiéis. A reiterada condenação dos Pontífices à teoria não foi suficiente para fazer frente à sua marcada promoção nos países ocidentais, o que levou à confusão dos fiéis, explicou.

A reportagem é publicada por The Catholic Register, 08-11-2016. A tradução é de André Langer.

“Um documento exclusivamente sobre este problema seria uma questão urgente”, afirmou o cardeal Eijk ao Catholic News Service. A ideologia de gênero “está se espalhando mais e mais em todas as partes do mundo ocidental e temos que advertir as pessoas”. O cardeal alertou que até mesmo os pais de família católicos podem ser tentados a ceder neste tema, pelo fato de que “não escutam outra coisa”.

Recordando as declarações dos últimos Papas rejeitando esta teoria que defende que as diferenças entre os sexos são fruto de condicionamentos culturais em vez de corresponder à identidade biológica, o cardeal afirmou que não existe dúvida sobre a doutrina da Igreja a este respeito, mas o perigo de que as sociedades imponham uma vivência contrária.

“Do ponto de vista da Teologia Moral, está claro: você não pode mudar de sexo”, recordou. Mas também alertou que “assim como a eutanásia e o suicídio assistido”, a precaução inicial dos fiéis foi substituída pela aparência com a normalidade pela prática dos procedimentos. O cardeal externou estas ideias antes de sua intervenção no Mosteiro de Blackfriars em Oxford, Inglaterra, que teve como título “Está a Medicina perdendo o seu rumo?”

O cardeal Eijk, ao mesmo tempo que recomendou agir para frear as tendências favoráveis à ideologia de gênero, advertiu que esta posição acarreta consequências. “Estamos vivendo em uma sociedade bastante intolerante. As pessoas falam da tolerância e dizem que o indivíduo é livre para pensar o que quiser, mas na prática as pessoas têm que aceitar uma determinada visão de ser humano, a visão dualista de ser humano e do corpo como algo que pode ser moldado”.

Sobre o futuro da Igreja em meio a correntes contrárias, o cardeal antecipou que quem permanecer fiel constituirá “uma Igreja pequena, uma pequena fração da população, pelo menos na Holanda, mas os cristãos que permanecerem terão uma vida de oração, uma relação pessoal com Cristo e serão claros sobre a fé e dispostos a dar testemunho dela”, relatou. “Será uma Igreja diminuta, mas uma Igreja convencida, e será preciso que sofra”.

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