Jesuítas reúnem-se em esforço para apreender o “efeito Francisco”

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03 Outubro 2016

“Hoje, estamos diante de números decrescentes como acontece com todos os outros grupos religiosos. Não podemos continuar fazendo as mesmas coisas de ontem. Com pessoal e materiais limitados, precisamos centrar as nossas energias somente naquilo que podemos fazer. Devemos abandonar as áreas onde outros têm condições de fazer o trabalho, e o fazem inclusive melhor do que nós”.

O comentário é de Kinley Tshering, superior da Província de Darjeeling, na Índia, publicado por Crux, 30-09-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

A Companhia de Jesus chegou aos seus 476 anos desde a fundação em 1540. Ela já teve 35 Congregações Gerais e elegeu 30 Superiores Gerais. A Congregação Geral é a instância de governo mais alta dos jesuítas, mais alta até do que o Superior Geral quando está em sessão.

Assim, em 02-10-2016, quando os delegados eleitos se reunirem para a 36ª Congregação Geral, eles vão eleger o 31º Padre Geral e definir novas diretrizes legislativas.

O grupo também discutirá os novos desafios que o mundo enfrenta na atualidade e pensará estratégias para a ordem dentro do futuro imediato e no longo prazo. Desta vez, eles farão tudo isso diante de um enorme pano de fundo.

O “efeito Francisco” que está vendo a Igreja de um ponto de vista totalmente diferente está também desafiando os jesuítas. Francisco não só é o papa, mas é um papa jesuíta, e portanto os desafios duplicam-se para os membros da Companhia de Jesus sob várias formas.

O papa conhece os jesuítas a partir de dentro e, agora, pode fazer exigências como alguém de fora também. Ele pedirá aos jesuítas que “cheirem a ovelhas”. Até onde os jesuítas vão querer ir, e com que profundidade, são questões importantes.

Na 32ª Congregação Geral, os delegados estavam diante de uma grande mudança paradigmática: a promoção de uma fé que faça justiça. Muitos jesuítas em todo o mundo dedicaram a vida a esta causa, mas, enquanto organismo, será que fomos longe o suficiente?

Esta pergunta permanecerá bastante relevante enquanto houver pobres no mundo. A distância entre Lázaro e Dives [homem rico] ainda é abismal.

Hoje, estamos diante de números decrescentes como acontece com todos os outros grupos religiosos. Não podemos continuar fazendo as mesmas coisas de ontem. Com pessoal e materiais limitados, precisamos centrar as nossas energias somente naquilo que podemos fazer. Devemos abandonar as áreas onde outros têm condições de fazer o trabalho, e o fazem inclusive melhor do que nós.

Devemos deixar ir as nossas seguranças e aventurar-nos mar adentro, com confiança no Senhor, conforme retrata o logotipo da Congregação Geral.

O maior instrumento que nós jesuítas temos é a nossa herança espiritual, os Exercícios Espirituais de Santo Inácio. Precisamos usar este instrumento com todo o coração, mente e alma e deixar as nossas ações fluírem desta sabedoria. Isso, no entanto, pode sair caro!

Talvez tenhamos de deixar as nossas barcas em terra firme novamente e nos colocarmos mar adentro. Devemos nos desincumbir da bagagem de nossa própria história e sermos, uma vez mais, homens em movimento, jamais satisfeitos com o status quo. Temos de nos manter com fome e com sede de mais, de Magis.

Tenho a confiança de que a Companhia de Jesus sairá fortalecida da 36ª Congregação Geral com as bênçãos do Espírito Santo e com o carisma do Papa Francisco. Iremos continuar fazendo a diferença no mundo, servindo humildemente à Igreja e deixando, com humildade, as nossas próprias vidas em suas mãos.

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