Assis: papa se reunirá com líderes religiosos e também com um grupo de refugiados

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14 Setembro 2016

Não apenas líderes de outras religiões, mas também um grupo de refugiados participarão do encontro internacional pela paz que será realizado em Assis, de domingo a terça-feira próximos (18 a 20 de setembro) e terminará na terça-feira, com a presença do Papa Francisco.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada no sítio Vatican Insider, 13-09-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No almoço com o papa, no refeitório do Sacro Convento – anunciou o presidente da Comunidade de Santo Egídio, Marco Impagliazzo, durante uma coletiva de imprensa de apresentação na sede da Rádio Vaticano – estarão presentes, além de outros líderes religiosos, um grupo de 25 refugiados: 10 são hóspedes da própria comunidade em Roma, aonde chegaram graças a corredores humanitários criados pela Santo Egídio junto com a Federação das Igrejas Evangélicas na Itália (FCEI), 10 são hóspedes do centro de acolhida para os requerentes de asilo de Roma, e cinco, por fim, são hóspedes da Cáritas de Assis. No palco durante a cerimônia de conclusão da mesma tarde, uma mulher armênia de Aleppo, refugiada na Toscana, também vai tomar a palavra.

No encontro de três dias de Assis, anunciaram oficialmente os organizadores durante a coletiva de imprensa (além do presidente da Santo Egídio, o padre Enzo Fortunato, diretor da Sala de Imprensa do Sacro Convento de Assis, e o bispo de Assis, Domenico Sorrentino), também participarão mais de 500 convidados, incluindo líderes de nove religiões diferentes, políticos, prêmios Nobel da Paz, intelectuais. Também está prevista a presença de 12 mil peregrinos. Cidade blindada por razões de segurança? "Ela será posta em segurança, com certeza, mas a cidade não vai ser blindada", explicou o padre Fortunato.

O encontro, que ocorre a 30 anos do primeiro encontro de Assis desejado por João Paulo II em 1986 e é intitulado, este ano, "Sede de paz. Religiões e culturas em diálogo", será inaugurado no domingo, 18 de setembro, no Teatro Lyrik, na presença do presidente italiano, Sergio Mattarella.

Depois das saudações de Dom Sorrentino e da presidente da Região da Úmbria, Catiuscia Marini, falarão o fundador da Comunidade de Santo Egídio, Andrea Riccardi, e o Patriarca Ortodoxo Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I. Seguirá um momento musical com o maestro Uto Ughi.

Depois, tomarão a palavra o renomado sociólogo Zygmunt Bauman, o presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadéra, o presidente da Assembleia Nacional da República da África do Sul, Baleka Mbete, aos quais se seguirão os testemunhos do arcebispo Dominique Lebrun, de Rouen, França, onde dois terroristas assassinaram o padre Jacques Hamel no dia 26 de julho, do bispo Domenico Pompili, de Rieti, que recordará o terremoto que recentemente atingiu o centro da Itália, e de Cesar Alierta, do ProFuturo Espanha, promotor de um projeto de educação em informática para os jovens da África.

Três líderes religiosos concluirão a cerimônia de abertura, o rabino israelense Avraham Steinberg, o conselheiro político do grão-mufti do Líbano, Mohammad Sammak, e o presidente do budismo Risso Kosei-kai japonês, Nichiko Niwano.

Durante os dias de Assis, além disso, as diversas comunidades de fé terão momentos de oração cada uma em um lugar distinto: "Não se trata de fazer uma salada de experiências religiosas", disse Dom Sorrentino, excluindo a possibilidade de um "sincretismo fundamentado no relativismo".

Os inúmeros "painéis" temáticos que serão realizados nos dias seguintes contarão com a participação de cardeais (Walter Kasper, Antonio Maria Vegliò, Francesco Montenegro, Gualtiero Bassetti, o francês Philippe Barbarin, o filipino Orlando Quevedo, o espanhol Lluis Martinez Sistach, o nigeriano John Olorunfemi Onaiyekan), bispos, expoentes do mundo protestante (dentre outros, o presidente do Conselho Mundial de Igrejas, Olav Fykse Tveit), rabinos (do israelense Yisrael Meir Lau ao argentino Abraham Skorka, passando pelo romano Riccardo Di Segni), expoentes do mundo muçulmano (por causa da festa islâmica do sacrifício de Abraão, Eid al-Adha, em árabe. Ainda não há a confirmação da presença do grande imã de al-Azhar, Ahmad al-Tayyb) e de outras religiões, empresários e jornalistas, intelectuais e parlamentares.

O governo italiano estará presente com os ministros da Justiça, Andrea Orlando, da Educação, Stefania Giannini, e do Meio Ambiente, Gianluca Galletti, e o vice-ministro das Relações Exteriores, Mario Giro. Entre os expoentes de regiões do mundo afetadas por situações geopolíticas difíceis, os prêmios Nobel da Paz tunisianos de 2015 Hassine Abbasi e Amer Meherzi, o escritor turco Nedim Guersel, Leyla Ferman da comunidade Yazidi iraquiana, Shahan Sarkissian, primaz armênio ortodoxo de Aleppo, na Síria.

O encontro terminará na terça-feira, 20 de setembro, com uma cerimônia com a presença do papa, que chegará em Assis ainda na parte da manhã, e será precedida por uma oração e por uma procissão pela paz, e será marcada na praça inferior de São Francisco, pelas saudações de vários líderes religiosos, o discurso do pontífice, um momento de silêncio em memória das vítimas das guerras e do terrorismo, a assinatura de um apelo pela paz, o acendimento de alguns candelabros e a troca final de um sinal de paz.

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