Ortega indica sua esposa como candidata a vice e deixa Nicarágua à sombra da repetição do passado

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04 Agosto 2016

O presidente da Nicarágua, o ex-guerrilheiro sandinista Daniel Ortega, anunciou no dia 02-08-2016 que sua esposa, Rosario Murillo, será sua companheira de chapa nas eleições marcadas para novembro próximo. A indicação de sua mulher como candidata a vice é mais um passo na iniciativa de centralização do poder que Ortega vem empreendendo nos últimos dias.

Na última sexta-feira, 29-07-2016, o Tribunal Eleitoral do país havia retirado o mandato de 16 deputados oposicionistas, bem como o de 12 suplentes. A expulsão dos parlamentares de seus cargos na Assembleia Nacional, o Legislativo do país, foi tratada por eles como um golpe.

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Com a indicação à vice-presidência, Rosario Murillo se perfila como principal candidata à sucessão de Ortega. A concentração do poder em torno de uma família na Nicarágua remete à era da ditadura da família Somoza, que governou o país entre 1936 e 1979, ano em que foi deposta pela revolução sandinista. Ortega foi um dos líderes do movimento revolucionário.

Rosario Murillo e Daniel Ortega. Foto: Rádio Nicarágua

Partido único

Ortega está consolidando seu poder a partir de um cerco à oposição. Eduardo Montealegre, que ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de 2011, foi retirado da liderança do Partido Liberal Independente – PLI pela Suprema Corte do país em 08-06-2016.

A decisão impede que ele se candidate às eleições deste ano. O tribunal apontou para o seu lugar Raúl Reyes, ligado ao governo. Foi graças a uma manobra desse político que os deputados oposicionistas perderam os mandatos.

Assim, a oposição não tem representação parlamentar e tampouco pode apresentar um candidato nas eleições de novembro. Os acontecimentos da última semana tornam a Nicarágua efetivamente um país de partido único, a Frente Sandinista de Libertação Nacional – FSLN de Ortega.

A expectativa é que, sem oposição, Ortega vença as eleições de novembro com facilidade. Para o Movimento Renovador Sandinista, uma dissidência do FSLN, as eleições de novembro serão uma “farsa eleitoral” e uma “fraude”. Setores contrários ao governo de Ortega denunciam que ele exerce controle sobre a Justiça Eleitoral, a Suprema Corte e, agora, o Legislativo.

Família Ortega no poder

Ortega já soma 20 anos no poder na Nicarágua, em décadas distintas. Ele liderou o país entre 1979, ano da revolução sandinista, e 1990, quando a FSLN perdeu as eleições presidenciais. Ele voltou ao governo em 2007, após vencer as eleições.

A Constituição impedia que ele se candidatasse à reeleição, mas essas restrições acabaram sendo derrubadas. Em 2008, houve acusações de fraude da FSLN em votações municipais. Em 2011, na reeleição de Ortega, observadores da União Europeia denunciaram irregularidades, como a falta de dependência da comissão eleitoral. Nas eleições de novembro deste ano, Ortega não permitirá observadores internacionais.

Presidente há quase 10 anos, Ortega consolidou o poder em volta de si e de sua família. A primeira-dama Rosario Murillo já exerce sua força política no país, ainda que formalmente não tenha posição para tal. Além disso, filhos de Ortega têm cargos no governo.

Por João Flores da Cunha / IHU – Com agências

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