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Por: André | 18 Julho 2016

Recentemente, durante a sua viagem à Armênia, o Papa Francisco utilizou o termo “genocídio”, palavra que às vezes provoca certa agitação nos meios de comunicação e em ambientes diplomáticos. Francisco referia-se ao genocídio armênio, mas depois falou de “outros” eventos que podem ser comparados a esses ou que foram inclusive mais intensos e que aconteceram depois: os crimes de Hitler, de Stalin e em Ruanda.

A reportagem é de Francesco Peloso e publicada por Vatican Insider, 14-07-2016. A tradução é de André Langer.

Mas também há “genocídios” menos claros, que passam despercebidos, como aquele que sofre o ecossistema, destruído sistematicamente por poderes econômicos e governos. Na mesma categoria devemos incluir as vítimas do tráfico de seres humanos, os migrantes mais vulneráveis, todos aqueles que se veem afetados pela violência dentro de suas casas. Em um cenário semelhante, a postura da Igreja, que defende a vida, não pode ser “neutra”.

Esta é a provocação feita pelo Celam – Conselho Episcopal Latino-Americano – em seu último boletim, que começa com um texto que parte das palavras pronunciadas pelo Papa na Armênia e também durante o voo de volta para Roma. Ao conversar com os jornalistas, Francisco explicou o sentido daquilo que afirmou durante a sua visita e fez uma pergunta tanto ética como histórica: por que as grandes potências, os grandes protagonistas da história, não fizeram nada para impedir as deportações de Hitler e depois de Stalin?

O texto publicado pelo Celam parte justamente destas palavras do Pontífice, para observar que, embora “muitos prefiram o recurso do eufemismo, o Dicionário da Real Academia Espanhola, assinala que o significado de ‘genocídio’ corresponde ao ‘extermínio ou eliminação sistemática de um grupo humano por motivo de raça, etnia, religião, política ou nacionalidade’”, motivo pelo qual os diferentes exemplos indicados pelo Pontífice, a começar pelo dos armênios, são mais do que corretos.

E se estiver correto, prossegue o texto, “‘outros’ genocídios talvez tenham sido menos polêmicos e, provavelmente, passaram quase despercebidos pela opinião pública e pelas relações internacionais, como as nefastas consequências do extrativismo de recursos minerais, a contaminação ambiental e a extinção de rios e espécies no bioma pan-amazônico, assim como nos ecossistemas de nossos povos latino-americanos e caribenhos, com a cumplicidade dos governos, políticos de turno, ‘donos’ do mercado e dos grandes capitais nacionais e estrangeiros, entre outros. Quanta vida ‘exterminada sistematicamente’, dia após dias, em consequência de tantos desastres ambientais irreparáveis! Sabem-no as populações nativas, indígenas, ribeirinhas, camponesas, afrodescendentes que perecem, ‘a conta gota’, doentes, envenenadas... e também o sabe a nossa Mãe Terra, nossa ‘casa comum’”.

“Outros” genocídios, explica o Celam, decorrem das vítimas do tráfico de pessoas, dos migrantes mais vulneráveis, das vítimas da violência provocadas pelo narcotráfico e pela violência doméstica, para citar apenas alguns cenários que cobram a vida de milhares de latino-americanos e caribenhos, “homens e mulheres, de todas as idades, principalmente mulheres, crianças e jovens... Eles e elas clamam justiça, paz e dignidade”.

Por estas razões, afirma-se no texto, “a posição da Igreja a favor e em defesa da vida, do lado das vítimas, não pode, portanto, ser ‘neutra’. Assim, a misericórdia se tinge de compromisso, porque somos ‘discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nossos povos n’Ele tenham vida’, como se disse e se refletiu em Aparecida, durante a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho, em 2007”.

Neste sentido, o organismo que engloba todos os episcopados latino-americanos relata vários testemunhos e estende o olhar a “outras regiões do mundo que sofrem” e chama a atenção para o crime silencioso contra os sacerdotes, “expondo três casos: dois na África e um nas Filipinas”.

Trata-se dos casos do padre John Adeyi, vigário-geral da diocese de Otukpo, que foi sequestrado no final de abril; seu corpo sem vida foi encontrado em estado de decomposição em junho. Também relata a história do padre Marcelino Biliran, da Paróquia de São Pedro Apóstolo, nas Filipinas; no princípio se disse que tinha se suicidado, mas investigações posteriores desmentiram esta hipótese e segundo a Igreja local trata-se de um assassinato.

Com respeito ao padre Adeyi, o Pe. Sylvester Onmoke, que acaba de ser eleito presidente da Associação dos Sacerdotes Diocesanos da Nigéria, disse há alguns dias à Rádio Vaticano que a corrupção e a avareza que atingem a sociedade nigeriana estão entre as principais causas dos sequestros dos sacerdotes. O mau exemplo dado pelos políticos e funcionários corruptos que, ostentando suas riquezas obtidas ilegalmente, impulsionam outros a tratar de obter dinheiro facilmente e por qualquer meio possível. E a isto se deve acrescentar, segundo o sacerdote nigeriano, a frustração difundida entre a população devido ao desemprego e à falta de pagamento dos salários dos trabalhadores.

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