65,3 milhões. Deslocamento forçado global bate recordes

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21 Junho 2016

De acordo com o relatório 'Tendências Globais' do ACNUR, 65,3 milhões de pessoas, ou uma pessoa a cada 113, foram deslocadas de suas casas por conflitos e perseguições em 2015. 

A reportagem é de Adrian Edwards, publicada por ACNUR, 20-6-2016. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

As guerras e perseguições levaram mais pessoas para longe de suas casas do que em qualquer outro momento desde o início dos registros do ACNUR, de acordo com um novo relatório divulgado hoje pela Agência de Refugiados da ONU.

O relatório, intitulado Tendências globais (ou, em inglês, Global Trends), observou que, em média, 24 pessoas foram forçadas a fugir a cada minuto em 2015, quatro vezes mais do que uma década antes, quando seis pessoas fugiam a cada 60 segundos.

O estudo detalhado, que acompanha o deslocamento forçado em todo o mundo com base em dados de governos, agências parceiras e os próprios relatórios do ACNUR, apontou que um total de 65,3 milhões de pessoas foram deslocadas no final de 2015, em comparação com as 59,5 milhões de apenas 12 meses antes.

"No mar, um número assustador de refugiados e migrantes estão morrendo a cada ano. Em terra, as pessoas que fogem de guerras estão encontrando seu caminho bloqueado por fronteiras fechadas."- Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi.

É a primeira vez na história da organização que o limiar de 60 milhões foi ultrapassado.

"Mais pessoas estão sendo deslocadas pela guerra e pela perseguição e isso já é preocupante, mas os fatores de risco para os refugiados estão se multiplicando também", disse o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi.

{youtube}RstxqdvwFIo&feature=youtu.be{/youtube}

Vídeo do Relatório 'Tendências Globais' de 2015 

Grandi disse que em alguns países a política também estava bloqueando a passagem dos que procuram asilo.

"A vontade das nações de trabalhar em conjunto para o interesse humano coletivo, e não apenas para os refugiados, é o que está sendo testada hoje. É esse espírito de união que tanto necessita prevalecer", declarou ele.

O relatório constatou que, comparada à população mundial de 7,4 bilhões de pessoas, uma em cada 113 pessoas em todo o mundo é hoje solicitante de refúgio, deslocado interno ou refugiado – um nível de risco sem precedentes para o ACNUR.

Para dar uma ideia da dimensão da situação, há mais pessoas nesta situação do que a população do Reino Unido - ou do Canadá, da Austrália e da Nova Zelândia juntos. Dentro desse número, 3,2 milhões de pessoas em países industrializados aguardavam, no final de 2015, por pedidos de refúgio- o maior número já registrado pela ACNUR.

Também há registros de 40,8 milhões de pessoas que foram obrigadas a fugir de suas casas, mas estavam dentro das fronteiras de seus próprios países, outro recorde para a Agência de Refugiados da ONU. E há 21,3 milhões de refugiados.

Na maioria das regiões do mundo, a taxa de deslocamento forçado tem aumentado pelo menos desde meados da década de 90, e ao longo dos últimos cinco anos cresceu ainda mais.

Há três razões para essa situação:

• conflitos que causam grandes fluxos de refugiados, como os na Somália e no Afeganistão - agora em sua terceira e quarta décadas, respectivamente - estão durando mais;

• novas ou antigas situações dramáticas estão ocorrendo frequentemente. Ainda que o maior conflito hoje seja o da Síria, outras guerras eclodiram nos últimos cinco anos no Sul do Sudão, Iêmen, Burundi, Ucrânia e na República Centro Africano, enquanto milhares de pessoas fugiram de gangues e outras formas de violência na América Central;

• a velocidade das soluções para os refugiados e deslocados internos tem caído desde o fim da Guerra Fria, deixando um número cada vez maior de pessoas no limbo.

"Estamos presos aqui. Não podemos seguir e nem voltar", disse Hikmat, um agricultor sírio expulso de sua terra pela guerra, que agora vive com a esposa e os filhos em uma tenda do lado de fora de um shopping no Líbano. "Meus filhos precisam ir à escola, eles precisam de um futuro", acrescentou.

O estudo constatou que três países dão origem a metade dos refugiados do mundo. A Síria (com 4,9 milhões), o Afeganistão (com 2,7 milhões) e a Somália (com 1,1 milhões) totalizam juntas mais da metade dos refugiados do mundo sob o mandato do ACNUR. A Colômbia (com 6,9 milhões), a Síria (com 6,6 milhões) e o Iraque (com 4,4 milhões) obtiveram o maior número de deslocados internos.

Enquanto no ano passado os holofotes se concentravam no desafio da Europa em gerenciar mais de 1 milhão de refugiados e migrantes que chegaram através do Mediterrâneo, o relatório mostra que a grande maioria dos refugiados no mundo estava nos países em desenvolvimento do Sul.

Ao todo, em 2015, 86 por cento dos refugiados sob o mandato do ACNUR estavam em países de baixa e média renda próximos às áreas de conflito. Em todo o mundo, a Turquia é o país que mais abriga refugiados, com 2,5 milhões deles. O Líbano é o pais que mais hospedou refugiados em relação à sua população do que qualquer outro país, com quase um refugiado a cada cinco cidadãos.

Surpreendente, as crianças foram 51 por cento dos refugiados do mundo em 2015, de acordo com os dados que o ACNUR conseguiu reunir (os dados demográficos completos não foram disponibilizados aos autores do relatório). Muitas foram separadas de seus pais ou estavam sozinhas.

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