Não por acaso o encontro de Kirill com Francisco é chamado de um evento epocal

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24 Maio 2016

As relações com as comunidades não ortodoxas constituem um foco das atividades do Departamento para as Relações Eclesiásticas Exteriores, da Igreja Ortodoxa Russa.

A reportagem foi publicada pelo Sítio eletrônico da Igreja Ortodoxa Russa, 19-05-2016. A tradução de Isaque Gomes Correa.

Em seu discurso no encontro realizado na ocasião do aniversário de 70 anos do citado departamento, o Metropolita Hilarion notou que o desenvolvimento das relações com a Igreja Católica de Roma parece promissor nos níveis pan-ortodoxos e bilaterais. “Uma ampla gama de problemas é considerada no quadro do diálogo oficial que a família das Igrejas Ortodoxas Locais mantiveram com os católicos romanos desde 1979. Esse diálogo tem ocorrido com consultas teológicas, enquanto as relações bilaterais do Patriarcado de Moscou com diferentes instituições da Igreja Católica romana se desenvolvem no campo dos problemas sociais sobre os quais as nossas posturas se aproximam”. Nestas relações, um lugar de destaque foi dado à cooperação na área da cultura.

“Enquanto a luta contra o terrorismo continua no Oriente Médio, em particular na Síria e no Iraque, nós nos focamos no fortalecimento da cooperação na defesa dos cristãos que estão sendo perseguidos e na oferta de ajuda humanitária ao povo da região”, disse o arquipastor.

Estes e outros problemas urgentes estão presentes na Declaração Conjunta assinada em Havana pela Sua Santidade o Patriarca Kirill de Moscou e de Toda a Rússia e o Papa Francisco no dia 12 de fevereiro de 2016. A preparação para este encontro durou quase vinte anos, se se contar desde a primeira iniciativa acontecida em 1997. O encontro não ocorreu antes porque a posição relativa a uma declaração conjunta não estava alinhada. “Desde então, o nível do entendimento mútuo só melhorou, e isso se pode ver na Declaração de Havana”.

“Não é por acaso que este encontro tem sido chamado de um evento epocal, já que ele aconteceu num momento crucial da história moderna, quando a ameaça de uma nova guerra mundial se aproximava. O ataque das forças aéreas turcas contra o avião russo sobre o território sírio poderia ter desempenhado o papel de um catalisador, da forma como o tiro de um terrorista o foi em Sarajevo em 2014. Nessa situação, o convite do Patriarca e do Papa a esforços comuns e coordenados foi muito oportuno”.

O Metropolita Hilarion observou que a Igreja Ortodoxa Russa apoiou a postura da Santa Sé relativa ao confronto civil na Ucrânia que, infelizmente, está sendo agravado pela política dos líderes da Igreja Católica greco-ucraniana. O presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Exteriores da Igreja Ortodoxa Russa lembrou a todos das palavras presentes na Declaração Conjunta: “Hoje, é claro que o método do ‘uniatismo’ do passado, entendido como a união de uma comunidade à outra separando-a da sua Igreja, não é uma forma que permita restabelecer a unidade”.

“O mesmo foi dito anteriormente, por exemplo, no documento Balamand, de 1993, da Comissão Conjunta para o Diálogo Teológico, documento que não fora aprovado pelo Papa João Paulo II.

Agora, o líder da Igreja Católica de Roma confirmou aquilo que se tornou evidente não só para os ortodoxos, mas também para os participantes católicos no citado diálogo. Eu considero isto como uma realização histórica”, enfatizou o Metropolita Hilarion.

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