Papa recorda ao CELAM que a interpretação correta da Amoris Laetitia é a do cardeal Schönborn

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Por: Jonas | 23 Maio 2016

Na quinta-feira, Festa de Jesus Cristo Sumo e Eterno Sacerdote, o Santo Padre Francisco recebeu, às 11h45 da manhã, em sua Biblioteca particular, os membros da Presidência do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM).

A reportagem é publicada por Religión Digital, 20-05-2016. A tradução é do Cepat.

Da Presidência do CELAM, estiveram presentes o cardeal Rubén Salazar Gómez, arcebispo de Bogotá, Presidente; dom Carlos Collazzi, bispo de Mercedes, Uruguai, Primeiro Vice-Presidente; dom José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís do Maranhão (Brasil), Segundo Vice-Presidente; o cardeal José Luis Lacunza Maestrojuan, bispo de David, Panamá, Presidente do Conselho de Assuntos Econômicos; dom Juan Espinoza Jiménez, bispo auxiliar de Morelia, México, Secretário Geral; e o padre Leonidas Ortiz, da Diocese de Garzón, Colômbia, Secretário Adjunto.

A implementação da Evangelii Gaudium

Quando o cardeal Rubén Salazar, após apresentar a saudação em nome da Presidência, perguntou ao Santo Padre o que deseja que o CELAM faça, imediatamente, respondeu: “implementar a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium”, especialmente tudo o que faz referência aos leigos. Há 50 anos ou mais, vem-se dizendo que “esta é a hora dos leigos”, mas parece que o relógio parou.

O Papa recomendou especialmente a leitura e aplicação da Carta que dirigiu ao cardeal Marc Ouellet, Presidente da Pontifícia Comissão para América Latina, no último dia 19 de março, dia de São José, motivada pela recente Assembleia que este organismo efetuou de 1 a 4 de março, em Roma, sobre “o indispensável compromisso dos leigos na vida pública dos países latino-americanos”.

O coração da “Amoris Laetitia” é o amor na vida familiar

O cardeal Salazar fez referência ao diálogo estabelecido na segunda-feira passada com os Embaixadores latino-americanos, acreditados junto à Santa Sé, sobre a Exortação Amoris Laetitia. O Papa responde que o coração da Exortação é o capítulo 4: o amor na vida familiar, fundamentado no capítulo treze da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

E o mais difícil de ler é o capítulo 8. Alguns, disse o Papa, deixaram-se aprisionar por este capítulo. O Santo Padre é muito consciente das críticas de alguns, inclusive de cardeais que não conseguiram entender o significado evangélico de suas afirmações. E disse que a melhor maneira de entender esse capítulo é sob o marco da apresentação feita pelo cardeal Christoph Schönborn OP, arcebispo de Viena, Áustria, um grande teólogo, membro da Congregação para a Doutrina da Fé, muito familiarizado com a doutrina da Igreja.

Congresso sobre o Jubileu Extraordinário da Misericórdia

A Presidência do CELAM também fez referência aos preparativos que vem sendo feitos para o próximo Congresso sobre o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, organizado pela Pontifícia Comissão para América Latina (CAL) e o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM). Este Congresso acontecerá em Bogotá, Colômbia, de 27 a 30 de agosto de 2016, com o lema: “Que um vento impetuoso de santidade percorra o próximo Jubileu Extraordinário da Misericórdia em todas as Américas”. O Papa se alegrou com esta informação e incentivou os bispos da América Latina a se unir a esta grande celebração.

A preocupação do Papa com a América

O Santo Padre demonstrou preocupação com os problemas sociais que estão sendo vividos na América em geral. Está preocupado com as eleições nos Estados Unidos, pela falta de uma atenção mais viva à situação social dos mais pobres e excluídos. Está preocupado com os conflitos sociais, econômicos e políticos na Venezuela, Brasil, Bolívia e Argentina... De repente, pode se estar passando a um “golpe de estado branco” em alguns países. Está preocupado com as carências do povo haitiano e a falta de diálogo das autoridades dos países que compartilham a ilha, Haiti e República Dominicana, em prol de uma solução legal aos migrantes e deslocados. Fica preocupado com a maneira como é compreendido o que é um estado laico e o papel da liberdade religiosa por parte de algumas autoridades mexicanas.

O Papa está animado ao ver o avanço que está ocorrendo nos processos de paz na Colômbia. Também está animado com sua próxima viagem a este país para fazer a visita pastoral a um povo que foi tão golpeado pela violência e que precisa empreender caminhos de perdão e reconciliação.

O Papa se entusiasma quando começa a falar da Pátria Grande que é a América Latina e dos esforços que não devem cessar para conseguir a integração de nossos povos. Para isto, é necessário aproximar posições, reestabelecer o diálogo social e buscar soluções articuladas para os desafios que o mundo de hoje apresenta.

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