Bolonha, gay na paróquia: a Igreja reza agora contra a homofobia

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18 Maio 2016

São uns cinquenta, encontram-se uma vez ao mês na paróquia de San Bartolomeo della Beverara, em Bolonha, Itália. São mais homens que mulheres, mas há alguns anos entre eles há também uma nutrida representação feminina. O católicos gay são um mundo que vive à sombra da Igreja de Bolonha há trinta anos, quando foi fundado o grupo A Caminho, mas a chegada do novo bispo os impeliu a sair fora, a descoberto. Há algumas semanas têm também um assistente espiritual: o pároco da Beverara, dom Maurizio Mattarelli.

A reportagem é de Caterina Giusberti, publicada por Repubblica, 17-05-2016. A tradução é de Benno Dischinger.

Este grupo se encontra aqui há algum tempo: solicitaram-me segui-los com maior continuidade, e aceitei, embora – esclarece – por ora não tive nenhuma investidura formal. E se até ontem com a via Altabella a gente se limitava aos votos de Natal, nestes meses os católicos gay bolonheses tiveram diversos contatos também com o bispo Matteo Zuppi. Telefonemas, visitas informais, colóquios: sinais de acolhida, de uma troca de passo. Por ocasião da jornada internacional contra a homofobia, hoje à noite às 21h, organizaremos uma vigília contra as discriminações, junto ao grupo de católicos de base. Nos somos igreja.

Tinham convidado também o bispo, mas ele não virá porque está em Roma participando da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana – CEI, mas com respeito aos anos passados é toda uma outra música – explica Micol Santi - dizer Nós somos igreja – é um salto epocal. Duvido que a Cúria jamais tenha sido convidada a participar de vigílias deste tipo: existia a necessidade de não se fazer notar, de não fazer perceber o evento como uma provocação.

Em suma, parecem passados anos luz desde quando – precisamente na Beverara – o predecessor de dom Mattarelli, dom Nildo Pirani, foi desancado da Cúria por haver concedido uma sala para os ensaios do coro gay Komos, (que desde então se transferiu felizmente aos valdenses).

Mas também daquilo que sucede a poucos quilômetros daqui, em Reggio Emília, onde desde dezembro abriu uma sede do grupo ultracatólico Courage, que cura, com preces e castidade, quem tem atração por pessoas do mesmo sexo; a homossexualidade – raciocina Angelo, de 47 anos, um dos membros do grupo da Beverara – é um modo de ser, é como ter os cabelos vermelhos: não é errado, mas somente diverso.

Giorgio (o nome é fictício), de 33 anos, do grupo. Chegou a Cammino há cinco anos, procurando pela internet. Eu vivia uma vida dupla – conta. Eu tinha uma noiva na igreja: encontrar este grupo me permitiu dar uma saída. Pode parecer uma coisa estranha, eu não queria que o ser gay me afastasse da fé e não queria que a fé me constrangesse a esconder aquilo que sou. No novo bispo colocamos grandes expectativas. Entrementes, Dom Maurizio, hoje à noite, falará de ternura e medo. O medo que impede que se discrimine quem é diverso e a ternura que serve para aceitar e aceitar-se.

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