As igrejas, o Fórum Social Mundial e a violência da mineração

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24 Março 2015

"As igrejas cristãs têm um papel importante junto às comunidades na defesa dos bens comuns, do direito à autodeterminação no uso dos territórios e do direito intergeracional a uma relação viva e respeitosa com a Criação inteira", escreve Pe. Dário Bossi, missionário comboniano.

Eis o artigo.

O Fórum Social Mundial (FSM) é uma intuição dos movimentos sociais de diversas partes do mundo que entende contrapor à globalização econômico-financeira uma articulação daqueles que sonham, pensam e constroem um “outro mundo possível”.

Algo que se parece, em chave cristã, à “Globalização da Solidariedade”, que hoje papa Francisco interpreta como um urgente compromisso da Igreja frente ao pecado social do capitalismo, que gera desigualdades e descarta a pessoas e a criação.

Desde 2001, o FSM reúne militantes dos mais diversos movimentos, entidades e organizações sociais para debater a conjuntura, os desafios sociais, econômicos e políticos e as possíveis alianças entre quem trabalha junto às comunidades afetadas por esse modelo de desenvolvimento.

Nesse mês de março de 2015, a articulação latino-americana Iglesias y Minería participará ao FSM apresentando sua história e objetivos e tentando fortalecer a interação com outras forças para denunciar as violações provocadas pelo modelo extrativista no mundo.

Iglesias y Minería (IyM) é uma rede cristã ecumênica, nascida em 2013 por intuição de um grupo de religiosas/os, leigas/os já comprometidos frente à mineração, mas com a necessidade de buscar alianças em vista de uma maior proteção frente à criminalização e de uma maior incidência junto à hierarquia das igrejas e às instituições internacionais de defesa dos direitos humanos e ambientais.

Em dezembro de 2014, IyM realizou um encontro internacional em Brasília, com a participação de cerca cem pessoas dos diversos países do continente americano. A partir desse encontro, fortaleceram-se articulações velhas e novas, em particular uma significativa aliança com a Red Eclesial Panamazonica e uma interação com o Pontifício Conselho Justiça e Paz, na esperança de poder realizar em Vaticano um encontro das comunidades latinoamericanas atingidas por mineração.

As igrejas cristãs têm um papel importante junto às comunidades na defesa dos bens comuns, do direito à autodeterminação no uso dos territórios e do direito intergeracional a uma relação viva e respeitosa com a Criação inteira.

Para assumir essa missão, urgente e por muitos aspetos nova e desafiadora, as igrejas precisam desconstruir algumas categorias bíblico-teológicas que, influenciadas por culturas antropocêntricas e utilitaristas, consideram a criação como um conjunto de recursos à disposição do desenvolvimento humano. Também, as igrejas devem saber pedir perdão pelas violações e a cultura da exploração que elas próprias instituíram ou legitimaram ao longo dos séculos.

Por outro lado, essas mesmas igrejas devem valorizar sua presença capilar e permanente ao lado dos mais pobres, escolha preferencial e inspiração profética de seus posicionamentos.

Nesse sentido, as comunidades cristãs podem representar o elemento de proximidade e continuidade na denúncia das violações socioambientais e no acompanhamento das reivindicações das comunidades, bem como dos processos de construção de alternativas ou de defesa das práticas ancestrais que preservam a Mãe Terra.

Por ocasião do FSM, haverá em particular duas oficinas em que esses temas serão abordados, tentando gerar novas alianças e definir estratégias conjuntas: uma analisará a conexão entre mineração e mudanças climáticas, contribuindo ao processo preparatório da importante Conferência sobre o clima (COP 21, Paris dezembro de 2015); outra reunirá Iglesias y Minería, o World Council of Churches e CIDSE num debate sobre o papel das igrejas frente à mineração, que será aberto por uma provocação do monge brasileiro Marcelo Barros.

Temos certeza que essa seja uma frente urgente e importante para a caminhada ecumênica das igrejas e aguardamos com ansiedade, nesse espírito, a encíclica do Papa Francesco sobre “ecologia humana”, prestes a ser publicada.

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