Desperdício alimentar e descartes, os desafios da ONU para 2030

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28 Junho 2021

 

Promover modelos sustentáveis de produção e consumo é o Objetivo 12 da Agenda. Um resultado a focar para a sobrevivência do nosso planeta, vítima da exploração descontrolada dos recursos pelo ser humano.

A reportagem Vito de Ceglia, publicada por La Repubblica, 21-06-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Segundo a ONU, é absolutamente necessário restabelecer o equilíbrio entre a produção e o consumo, para que o Planeta possa oferecer aos seus habitantes os recursos de que necessitam. Como o problema pode ser contido? Uma questão para a qual o Objetivo 12 busca fornecer respostas e soluções, entre as quais: alcançar a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais; reduzir pela metade o desperdício global per capita de descartes de alimentos na venda de varejo, dos consumidores e em toda a cadeia de produção e fornecimento; reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reutilização; incentivar as empresas, especialmente as de grandes dimensões e transnacionais, a adotar práticas sustentáveis e a integrar as informações sobre a sustentabilidade em seus relatórios periódicos.

No entanto, a ONU exorta os países a acelerar sua tabela de marcha, também à luz dos dados alarmantes provenientes do novo Relatório do Índice de Desperdício de Alimentos das Nações Unidas de 2021, que estima em quase um bilhão de toneladas o alimento desperdiçado a cada ano. Alimentos que acabam indo para as lixeiras de famílias, varejistas, consumidores, restaurantes e outros serviços alimentícios. Um montante que, segundo o relatório, pode ser equiparado a cerca de 23 milhões de caminhões de 40 toneladas totalmente carregados que, alinhados, dariam a volta na Terra sete vezes.

O estudo observa que “em quase todos os países o desperdício de alimentos tem sido considerável, independentemente do nível de renda” e mostra que a maior parte desse desperdício provém das famílias, que descartam 11% do total do alimento disponível na fase de consumo da cadeia de abastecimento. Os serviços de restaurantes e pontos de venda desperdiçam 5% e 2%, respetivamente.

Globalmente, um único consumidor desperdiça 121 quilos de alimentos todos os anos, dos quais 74 quilos nas famílias. O relatório também destaca que “o desperdício de alimentos tem impactos ambientais, sociais e econômicos significativos. Por exemplo, em um momento em que a ação climática continua apresentando atraso, 8%-10% das emissões globais de gases de efeito estufa estão associadas ao alimento não consumido, se forem levadas em conta as perdas antes de chegar ao nível do consumidor”.

O problema afeta bastante a Itália. Na Itália, o desperdício de alimentos diminuiu, mas o dado se deve em parte à emergência do Covid-19. No entanto, de acordo com o Waste Watcher International Observatory, 5,2 milhões de toneladas de alimentos acabaram no lixo, nas casas e ao longo de toda a cadeia de abastecimento. Isso significa 9,7 bilhões de euros: 6 bilhões e 403 milhões de desperdício alimentar nas casas italianas e mais de 3,2 bilhões de perdas nos campos, no comércio e na distribuição. Na Itália, também diminuíram 7% no geral as embalagens que acabaram na reciclagem.

Os números do Conai - Consórcio nacional que direciona a atividade e garante os resultados de recuperação de seis consórcios de materiais (aço, alumínio, papel/papelão, madeira, plástico e vidro) - estimam que em 2020 foram reciclados 9 milhões de toneladas de embalagens e as previsões para 2021 dizem que se possa chegar a 9 milhões e meio. Em comparação com os resíduos industriais, que representam a maior parte da coleta, os resíduos domésticos e de restaurantes diminuíram e não só devido ao Covid-19 (fechamento do canal horeca).

Para confirmar a maior disponibilidade dos italianos em reciclar, há os dados, ainda divulgados pelo Conai com o Waste Watcher International Observatory, segundo os quais as embalagens e suas características ambientais são elementos que condicionam as escolhas de compra dos consumidores (para 73% dos entrevistados). Para 71% o produto é sustentável, em primeiro lugar, se sua embalagem for reciclável ou se for feita com material reciclado (69%). Se a embalagem não é reciclável, 1 em cada 4 italianos (25%) o compra igualmente; 47% o compram, mas a contragosto; 22% mudam de ideia e busca um produto com embalagem reciclada ou reciclável e um em cada vinte italianos, além de não o comprar, também desaconselha seu uso a amigos e familiares.

 

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