Papa Francisco aos bispos italianos: “O Sínodo deve começar de baixo, a luz é Florença”

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25 Mai 2021

 

O Papa Francisco abriu a 74ª Assembleia Geral de bispos italianos com um discurso de improviso no qual se centrou no Sínodo, como evento que para a Itália deve superar a "amnésia" sobre a Conferência Eclesial Nacional de Florença para recuperar seu "patrimônio" e torná-lo uma "luz" que ilumine a sabedoria do povo de Deus. “A luz vem de Florença, por outro lado, o Sínodo deve começar de baixo para cima”. Em seguida, o encontro “a portas fechadas” com os bispos, segundo o esquema de perguntas e respostas.

A reportagem é de M. Michela Nicolais, publicada por AgenSir, 24-05-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

“Quando entrei tive um pensamento ruim: mas esta é uma assembleia de bispos ou um concurso para eleger o bispo mais bonito?”. O Papa abriu com essa piada, proferida de improviso como o resto do seu discurso, os trabalhos da 74ª Assembleia Geral da CEI, agendada no Hotel Ergife de Roma até 27 de maio sobre o tema: “Proclamar o Evangelho num tempo do renascimento - Para iniciar um caminho sinodal”. “Sei que não é fácil fazer uma tarefa doméstica numa casa que não é nossa, não é fácil”, continuou. “Mas podemos torná-la nossa com a nossa atitude, a nossa oração, e assim ir em frente nesta assembleia”, aconselha Francisco, que anunciou que o diálogo “a portas fechadas” com os bispos, “como de costume”, seria realizado no final de seu discurso de acordo com o esquema de perguntas e respostas. "Para que vocês possam falar sobre as coisas que lhe interessam", explicou ele. “Primeiro direi três coisas que são importantes para mim”, disse o Papa, citando a questão dos tribunais e dos seminários.

“Há um perigo que é muito grande”, observou sobre esta última questão: “errar na formação e também errar no poder, na missão dos seminaristas”. “Frequentemente vimos seminaristas que pareciam bons, mas rígidos”, avalia Francisco: “E a rigidez não vem do bom espírito. E depois percebemos que por trás da rigidez havia grandes problemas”. “E, além disso, a formação”, ressaltou o Santo Padre: “Não podemos brincar com os jovens que vêm até nós para entrar no seminário”.

No final do seu discurso proferido de improviso, antes do encontro "a portas fechadas" com os bispos, o Papa centrou-se no Sínodo, "em que vocês começarão a caminhar", disse sobre o tema da 74ª Assembleia Geral de o CEI. “Muitas coisas aconteceram desde o primeiro encontro que tivemos em São Pedro, até hoje”, recordou Francisco: “E uma das coisas que aconteceram - é uma atitude que todos nós temos, acontece também na CEI - é a amnésia: perdemos a memória do que fizemos e seguimos em frente ”. “E uma das coisas de que perdemos a memória é o encontro de Florença, há cinco anos”, frisou o Papa, referindo-se à última conferência eclesial nacional: “E este foi um passo em frente, pelo menos na formulação”. “Eu diria que o Sínodo deve se realizar sob a luz de Florença”, é a indicação de rota de Francisco: “Florença é um patrimônio que deve iluminar este momento, de cima para baixo. E de baixo para cima o povo de Deus: a menor paróquia, a menor instituição diocesana devem ser encontradas”.

“A luz vem de Florença, mas o Sínodo deve começar de baixo para cima”, recomendou o Papa: “das pequenas comunidades, das pequenas paróquias”. “E isso nos exigirá paciência, nos pedirá trabalho, nos pedirá que façamos falar as pessoas”, a previsão de Francisco: “Que venha a sabedoria do povo de Deus”. “O Sínodo nada mais é do que explicitar o que diz a Lumen Gentium: a totalidade do povo de Deus, todo, do bispo para baixo, é 'infalível in credendo', não pode errar. Há harmonia naquela unidade, mas aquela fé deve ser explicitada”.

Também o card. Gualtiero Bassetti, arcebispo de Perugia-Città delle Piaeve e presidente da CEI, em sua saudação ao Papa Francisco na abertura dos trabalhos, centrou-se no Sínodo da Igreja italiana. “A recente Nota do Sínodo dos Bispos - explicou – nos conforta e sustenta no processo que pretendemos iniciar. Um processo que começa de baixo para envolver o Santo Povo de Deus em nossos territórios, em nossas Igrejas”. “Estamos convencidos de que, se alguém não tiver coragem, pode vir a ter se for movido por um desejo maior do que seus próprios medos. O importante é ter sonhos e desejos maiores que os medos. É aquele fogo sagrado que recebemos ontem com o Pentecostes”, acrescentou o cardeal: “O nosso percurso sinodal quer caminhar em sintonia com o do Sínodo dos Bispos. É uma oportunidade também para as nossas Igrejas na Itália”.

 

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