A Igreja Católica na Alemanha pagou 19 milhões de euros às vítimas de abuso em 2020

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09 Fevereiro 2021

A Conferência Episcopal Alemã recebeu no ano passado 2.600 denúncias internas, enquanto somente em janeiro de 2021 já foram apresentadas pelo menos 116 novas solicitações.

O escândalo do coral de Regensburg fez com que esta diocese pagasse até 9,6 milhões de euros em indenizações.

A reportagem é de José Beltrán, publicada por Vida Nueva Digital, 08-02-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O ano de 2020 teve como saldo na Igreja Católica da Alemanha uma entrega de 19 milhões de euros às vítimas de abusos. Assim se informa em um relatório de 27 dioceses alemãs e que desvela que ao longo dos doze meses receberam até 2.600 solicitações de algum tipo de indenização.

Encabeça as indenizações o bispado de Regensburg, atingido pelo escândalo do coral de meninos e que recaiu de forma indireta sobre o irmão de Bento XVI. Calcula-se que desta Igreja local chegaram a ser pagos 9,6 milhões de euros. Por outro lado, a diocese que se viu menos afetada foi a de Görlitz, que desembolsou apenas 4 mil euros por uma única denúncia.

Nova sistema de compensação

Esta auditoria veio a público justo quando a Conferência Episcopal Alemã modificou seu sistema de compensação econômica às vítimas, segundo o aprovado na Assembleia Plenária de outono que os bispos celebraram em Fulda. A partir de agora, os sobreviventes das agressões no seio da Igreja poderão receber até 50 mil euros de indenização em um pagamento único. Será um organismo independente que avaliará cada caso e tomará as decisões correspondentes. Ademais, a Igreja se compromete a custear também o acompanhamento psicológico que a pessoa precise, assim como a pertinente terapia de casal, se necessário.

Este novo protocolo tem ainda um caráter retroativo, isso é, aquelas pessoas que foram vítimas e que já receberam algum tipo de compensação, podem voltar a apresentar uma nova solicitação para que a comissão independente avalie novamente seu caso. Em princípio, este sistema apenas se aplicará à Conferência Episcopal Alemã, enquanto que a “CONFER” alemã deixa nas mãos de cada congregação para se somar ao procedimento lançado em razão dos abusos.

No tempo já decorrido em 2021, foram apresentadas pelo menos 116 novas denúncias, posto que nem todas as dioceses tinham informação atualizada a respeito. Segundo os estudos elaborados pela própria Igreja alemã, calcula-se que entre 1946 e 2014 até 3.677 menos foram vítimas de agressores sexuais no âmbito da Conferência Episcopal. No caso da vida religiosa, a Conferência Alemã de Superiores contabiliza 1.412 pessoas, das quais 774 teriam recebido algum tipo de compensação econômica.

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