Aquecimento global ameaça o carbono ‘estocado’ em solos de florestas tropicais

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17 Agosto 2020

Bilhões de toneladas de dióxido de carbono podem ser perdidos na atmosfera devido aos solos das florestas tropicais serem significativamente mais sensíveis às mudanças climáticas do que se pensava anteriormente.

A reportagem é publicada por University of Edinburgh e reproduzida por EcoDebate, 14-08-2020. A tradução e edição são de Henrique Cortez.

As emissões de carbono dos solos das florestas tropicais – que armazenam um quarto do carbono do solo mundial – podem aumentar dramaticamente se as temperaturas continuarem subindo de acordo com as previsões atuais, dizem os pesquisadores.

Um novo experimento conduzido no Panamá sugere que essas emissões prejudiciais de carbono do solo podem aumentar em 55% se o clima esquentar quatro graus Celsius.

Emissões extras

O dióxido de carbono é liberado naturalmente pelo solo por meio da decomposição e da atividade das raízes das plantas. No entanto, a liberação de tanto dióxido de carbono extra – que o estudo descobriu ser proveniente do aumento da decomposição da matéria orgânica do solo – pode desencadear um aquecimento global ainda maior.

Pesquisas anteriores mostraram que o aumento das temperaturas ameaça liberar carbono preso em solos mais frios ou congelados – como na tundra ártica.

Até agora, os solos tropicais eram considerados menos sensíveis aos efeitos do aquecimento do clima.

Experimento de floresta

Uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade conduziu um experimento em grande escala em uma floresta tropical na Ilha Barro Colorado, no Canal do Panamá.

Eles construíram dispositivos de aquecimento e os enterraram um metro no solo da floresta. Durante dois anos, o equipamento – equipado com cabos de aquecimento e termostato – manteve as áreas experimentais quatro graus mais quentes do que o solo ao redor.

As descobertas mostram que até oito toneladas extras de carbono do solo podem ser liberadas como dióxido de carbono de cada hectare de floresta tropical a cada ano nas temperaturas mais altas.

Impacto de longo prazo

Os pesquisadores esperam que a taxa de emissões diminua eventualmente nos solos experimentalmente aquecidos, mas eles ainda não sabem quanto tempo isso levará, ou o impacto de longo prazo do aquecimento do solo nas mudanças climáticas.

Eles continuarão o experimento – conhecido como Experimento de Aquecimento do Solo na Floresta Tropical das Terras Baixas, ou SWELTR – para entender melhor como as florestas tropicais respondem ao aquecimento global.

O estudo, publicado na revista Nature, também envolveu pesquisadores do Smithsonian Tropical Research Institute (STRI) do Panamá e da Australian National University (ANU).

Foi financiado pela União Europeia e pelo Natural Environment Research Council, o Smithsonian Institution e STRI, e ANU-Biology.

 

Referência:

Nottingham, A.T., Meir, P., Velasquez, E. et al. Soil carbon loss by experimental warming in a tropical forest. Nature 584, 234–237 (2020).

 

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