Assunção de Nossa Senhora - Ano A - Subsídio exegético

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Por: MpvM | 14 Agosto 2020

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana - ESTEF: Dr. Bruno Glaab, Me. Carlos Rodrigo Dutra, Dr. Humberto Maiztegui e Me. Rita de Cácia Ló. Edição: Dr. Vanildo Luiz Zugno.

Leituras do dia
Evangelho: Lc 1,39-56
Primeira Leitura: Ap 11,19a;12,1.3-6a.10ab
Segunda Leitura: 1Cor 15,20-27a
Salmo: 44,10bc. 11.12ab.16 (R.10b)

Evangelho

Depois do anúncio a Maria, vem este texto de cumprimento e de júbilo. Isabel reconhece Maria como a “mãe do salvador” e a proclama “bem aventurada” pela sua adesão de fé a Palavra de Deus. A maternidade da Virgem vem relacionada à escuta da Palavra de Deus, da qual ela representa o modelo mais excelso na Igreja. Maria, até então taciturna, explode num hino de agradecimento, transbordante de alegria, pelas maravilhas operadas nela por Deus. O texto se articula em duas partes: o encontro de Maria com Isabel (v. 39-45), o Magnificat (v. 46-55).

O estremecimento de João no ventre de Isabel assume o significado de um testemunho antecipado do precursor (cf. v.15). Isabel, sob a ação do Espírito Santo, grita de júbilo e evoca as aclamações diante da Arca (1Cr 15,28; 16,4-5).

No v.45 temos o primeiro macarismo (bem-aventurança) de Lucas. Maria pertence à verdadeira família de Jesus, a escatológica, porque escutou a Palavra e a guardou. Ela tornou-se a Theotókos (Mãe de Deus) em sentido físico e espiritual pelo fato biológico de gerar Jesus e pela sua adesão de fé à Palavra de Deus.

O cântico (1,46-55) chamado Magnificat por causa da sua primeira palavra na versão latina da Bíblia, recapitula a esperança messiânica do povo eleito. Maria, primeiramente, agradece a Deus por tudo quanto operou nela (v.46-50); depois o louva pelo cumprimento das promessas (v.51-55). A primeira parte convém à situação concreta na qual se encontra Maria, depois da anunciação e o encontro com Isabel; a segunda é um hino de ação de graças e de louvor coletivo inspirado no cântico de Ana (1Sm 2,1-10).

É curioso observar que nos tempos verbais a partir do v.51, o futuro da salvação é descrito como evento presente porque começa a cumprir-se com a concepção do Messias. São surpreendentes as expressões fortes derivadas do cântico de Ana e colocadas sobre os lábios da humilde jovem de Nazaré. A celebração da ação divina através dos sete verbos revela a radical diferença da escala de valores aos olhos de Deus: “seu poder é exercido”, “dispersa os soberbos”, “derruba poderosos”, “exalta humildes”, “cumula de bens os famintos”, “despede vazios os ricos”, “socorre Israel”.
Lc apresenta Maria como mulher vigorosa, que exemplifica, como prenúncio, uma transformação na história, com repercussões concretas na situação social do mundo. Ela celebra a salvação operada por Deus em favor dos pobres e dos que vivem à margem, contra a as prepotências e opressões provocadas pelo egoísmo e pecado.

Relacionando com os outros textos

A pressa (v.39) indica o dinamismo provocado pela alegria com a vinda do Messias e também a prontidão de Maria em corresponder à vontade divina. A sua viagem evoca a história da transferência da arca da casa de Abinadab para a de Obed-Edom, onde ficou três meses; depois Davi a transferiu solenemente a Jerusalém (2Sm 6,1-15). Maria representa a arca vivente do NT.

A leitura do Apocalipse põe em relevo que a “arca da (nova) aliança” (a comunidade, Maria), é vista no céu. E uma voz proclama o “agora” da salvação, advérbio chave para interpretar a Assunção.

A Assunção é uma forma privilegiada de Ressurreição. Tem a sua origem na Páscoa de Jesus e manifesta a emergência de uma nova humanidade, em que Cristo é a cabeça, como novo Adão. A salvação é um processo dinâmico, do qual é sinal poderoso a Assunção de Maria.

 

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