Primeira morte por Covid-19 em campos de Rohingya dispara alerta

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04 Junho 2020

A primeira morte por Covid-19 em um dos maiores assentamentos de refugiados do mundo colocou as autoridades, grupos de ajuda e a comunidade étnica Rohingya em Bangladesh em alerta máximo.

A reportagem é de UCA News, 03-06-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Um rohingya de 71 anos morreu no dia 1º de junho no campo de refugiados de Kutupalong, o maior dos 30 campos em Bangladesh, que acomoda cerca de 400.000 muçulmanos Rohingya de Mianmar.


Mapa da baía de Bengala. Fonte: Al Jazeera

O homem testou positivo para a Covid-19 após sua morte, confirmaram as autoridades.

Até agora, 29 pessoas testaram positivo entre dezenas de milhares de refugiados Rohingya e cerca de 15.000 foram postas em quarentena por precaução. Nove membros da família do falecido também foram isolados para observação, disseram as autoridades.

“Estávamos cientes da Covid-19 desde a primeira semana de março. Tomamos todas as medidas de segurança no campo, e é por isso que apenas um Rohingya morreu, enquanto o número de mortos no país aumenta dia a dia”, disse Mahbub Alam Talukder, comissário para a ajuda e a repatriação aos refugiados.

O rohingya foi enterrado de acordo com as instruções do governo, disse ele, observando que estão sendo feitos todos os esforços para descobrir se mais pessoas estiveram em contato com ele.

“Não temos medo, mas estamos mais alertas e prontos para lutar contra a Covid-19. Nosso programa de conscientização continuará nos campos. Se encontrarmos alguém com sintomas, nossas equipes tomarão as medidas necessárias”, acrescentou Talukder.

Os refugiados Rohingya dizem que a superlotação e a falta de conscientização nos campos dificultam a manutenção de medidas eficazes para combater a propagação da Covid-19.

“Eu sou a única pessoa instruída em cerca de 200 abrigos ao meu redor. A maioria dos Rohingya não tem ideia da Covid-19 ou não sabe como se proteger”, disse Abu Saif, 34 anos, líder dos Rohingya que vive no campo de Kutupalong.

Saif disse que as autoridades do governo e os voluntários visitam os refugiados para explicar os riscos da Covid-19 e promover a conscientização da saúde, mas isso não faz muita diferença.

“A maioria das pessoas são analfabetas e não sabem o que é o coronavírus ou como se proteger. Talvez o governo e os membros das ONGs possam lhes mostrar alguns videoclipes para conscientizá-los da melhor maneira possível”, disse Saif, pai de três filhos.

A primeira morte da Covid-19 nos campos alarmou dezenas de organizações humanitárias, incluindo a Cáritas Bangladesh, que opera entre os refugiados desde 2017.

“A morte espalhou o medo nos campos e também é um alerta para as pessoas que trabalham e ficam nos campos. O governo tomou a iniciativa de proteger os refugiados da Covid-19, mas os refugiados Rohingya não têm conhecimento suficiente”, disse James Gomes, diretor regional da Cáritas Chittagong.

“Após essa morte, o governo deveria tomar algumas decisões estritas para manter a saúde e impedir uma maior propagação da doença nos campos.”

Bangladesh abriga cerca de um milhão de muçulmanos Rohingya no distrito de Bazar, em Cox, que fugiram da perseguição mortal no Estado de Rakhine, em Mianmar, principalmente em 2016 e 2017.

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