Vaticano: está permitida a absolvição geral durante contágio por coronavírus

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23 Março 2020

Enfrentando a dificuldade que os padres católicos de todo o mundo estão tendo em ouvir as confissões de pessoas afetadas pelo coronavírus altamente contagioso, o Vaticano deixou claro no dia 20 de março que é aceitável que os bispos ofereçam a absolvição geral a grupos de pessoas, conforme necessário.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada em National Catholic Reporter, 20-03-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em um conjunto inesperado de medidas da Penitenciaria Apostólica, o Vaticano também anunciou a oferta de indulgências plenárias especiais a qualquer católico afetado pelo vírus, a profissionais de saúde e suas famílias, àqueles que rezam pelo fim da epidemia e àqueles que morrem sem poder receber ritos finais.

As medidas, apresentadas em um decreto e em uma nota separados publicados pelo tribunal da Igreja, são abrangentes. Elas parecem refletir um esforço extraordinário do Vaticano para que os católicos recebam ajuda espiritual em um momento em que muitos ao redor do mundo não conseguem celebrar a missa ou mesmo ir a uma igreja por medo do contágio.

A nota do tribunal deixa claro que, embora a confissão individual seja o “modo comum” de celebrar esse sacramento, a absolvição geral pode ser usada quando houver um “iminente perigo de morte, não bastando o tempo para escutar as confissões dos penitentes individuais, ou uma grave necessidade”.

“Esta Penitenciaria Apostólica considera que, sobretudo nos locais mais afetados pelo contágio da pandemia e enquanto o fenômeno não terminar, há casos de grave necessidade”, diz a nota, destacando esse parágrafo em itálico.

O tribunal indica que cabe aos bispos individuais de todo o mundo determinar quando adaptar a prática da confissão individual para minimizar o risco de contágio – sugerindo o uso de uma distância segura entre o confessor e o penitente, e o uso de máscaras – ou usar a absolvição geral.

Dando exemplo de um caso de grave necessidade que exigiria a absolvição geral, a nota menciona o caso de um bispo ou padre que deve permanecer na entrada de um hospital e não pode entrar no prédio. Em tal situação, sugere-se que o ministro use “os meios de amplificação da voz, para que a absolvição seja ouvida”.

No ensino católico, uma indulgência é a remissão do eventual castigo devido aos pecados que foram confessados e perdoados. Uma indulgência plenária, que só pode ser concedida segundo as várias maneiras descritas pelo Vaticano, envolve a remissão de toda eventual punição de uma pessoa.

A Penitenciaria Apostólica diz em seu decreto que está oferecendo as novas indulgências plenárias porque toda a humanidade está vivendo um tempo “marcado dia após dia por medos angustiados, novas incertezas e, acima de tudo, sofrimento físico e moral generalizado”.

Os grupos identificados como capazes de receber a indulgência podem fazê-lo se, “com um espírito distanciado de qualquer pecado, se unam espiritualmente através dos meios de comunicação à celebração da Santa Missa, à recitação do Santo Rosário, à piedosa prática da Via Sacra ou a outras formas de devoção, e se pelo menos rezarem o Creio, o Pai-Nosso, e uma piedosa invocação à Bem-Aventurada Virgem Maria”.

Quem procura a indulgência, como sempre, também deve se confessar, participar da missa e rezar pelas intenções do Papa Francisco. Mas, em uma aparente referência à dificuldade que os católicos enfrentam ao fazer essas coisas hoje, o decreto diz que essas condições podem ser atendidas “assim que possível”.

Dirigindo-se à situação daqueles que estão morrendo em isolamento devido ao vírus, sem a ajuda dos sacramentos, o decreto diz que a Igreja está rezando por essas pessoas e “confiando todos e cada um à Misericórdia divina em virtude da comunhão dos santos e concede ao fiel a Indulgência plenário em ponto de morte”.

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