O terceiro selo do Pontificado

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28 Fevereiro 2020

Para entender o encontro em Assis, que já conta com centenas de jornalistas e mais de 2 mil jovens credenciados de 115 países, devemos voltar às inesquecíveis palavras de Bergoglio ao escolher seu nome: "Francisco de Assis, o homem da pobreza, o homem da paz, o homem que ama e protege a Criação". Palavras que estão estruturando todo o pontificado, fixando as linhas principais, as arquitraves ou, se preferirem, os três selos. O primeiro ligada à paz, fazendo-nos entender a importância da arma do diálogo e da oração, o único caminho a percorrer, para evitar a guerra na Síria. Era 7 de setembro de 2013.

O comentário é de Enzo Fortunato, padre franciscano e diretor da revista San Francesco, publicado por Il Sole 24 Ore, 23-02-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

O segundo legado ao cuidado da Criação, com a publicação, em 2015, da Encíclica Laudato Si'. Nunca uma sala de imprensa ficou tão lotada para um evento sem precedentes: a promulgação do documento que lançou as bases para um novo modelo de ecologia integral. Estamos em 2020. Estão se aproximando os dias da Economia de Francisco, o encontro em Assis com jovens economistas, empreendedores e inovadores sociais convocado por Bergoglio. De 26 a 28 de março, a cidade de Francisco, o Santo, será uma oportunidade para o outro Francisco, o Papa, afixar o "terceiro selo" ao seu pontificado. Um verdadeiro início para "aqueles que hoje estão se formados e estão começando a estudar e praticar uma economia diferente, aquela que faz as pessoas viverem e não mata, inclui e não exclui, humaniza e não desumaniza, cuida da criação e não o depreda".

O próprio Bergoglio, em seu convite para A Economia de Francisco, definiu as novas gerações de "profecia de uma economia atenta à pessoa". O objetivo é "corrigir os modelos de crescimento incapazes de garantir o respeito ao meio ambiente, o acolhimento da vida, o cuidado da família, a equidade social, a dignidade dos trabalhadores, os direitos das gerações futuras". A esperança é colocada nos jovens, a partir daqueles que irão para Assis: mentes e almas em formação, com diferentes experiências e sensibilidades. Bergoglio confia a eles as chaves de um novo modelo de desenvolvimento que remonta à origem do pensamento franciscano e dos frades como fundadores dos primeiros bancos, montepios e casa de comercialização de grãos, com empréstimos de dinheiro e sementes a taxas zero. Na época, como hoje, uma revolução. O que interessa não é o lucro, mas o bem-estar social: AssisA Economia de Francisco como um "local de construção da esperança". Uma coisa é certa: enquanto nosso sistema econômico, financeiro e social produzir vítimas e pessoas descartadas, não poderá haver uma festa da fraternidade universal.

 

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