Trump apresenta seu plano de paz para o Oriente Médio. Palestinos organizam um “dia de raiva”

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29 Janeiro 2020

“O plano de paz estadunidense para o Oriente Médio pode ser a oportunidade do século.” O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou isso na noite dessa segunda-feira, 27, antecipando ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e ao líder centrista, Benny Gantz – que foram encontrados separadamente na Casa Branca –, os conteúdos da proposta que ele revelaria ao mundo na noite desta terça-feira, 28.

A reportagem é publicada por L’Osservatore Romano, 28-01-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“É um plano muito grande. Temos o apoio de Netanyahu e de todas as outras partes. No fim, acho que também teremos o apoio dos palestinos”, desejou ele.

Segundo a mídia norte-americana, o presidente já teria mostrado aos dois líderes israelenses o mapa com as novas fronteiras de Israel. Netanhyau já havia afirmado que se trata de “uma oportunidade que se apresenta uma vez na história e que não pode ser desperdiçada”, enquanto Gantz definiu o plano de paz de Trump como “um marco significativo e histórico”. O líder centrista acrescentou que fará de tudo para implementar o projeto imediatamente após as eleições de 2 de março, “em conjunto com os outros países da região”.

Mas o caminho parece árduo. De fato, existe um “gelo” com o presidente palestino, Mahmud Abbas, que até agora recusou todas as tentativas da presidência estadunidense de ativar uma conversa telefônica. Os palestinos – que há muito tempo estão em rota de colisão com os Estados Unidos, acusados de ficarem do lado de Israel – também declararam que estão prontos para abandonar os Acordos de Oslo de 1993 se Trump apresentar e confirmar o seu plano.

Nesta terça-feira, 28, foi organizado nos Territórios um “dia de raiva” contra o projeto. Abbas também convocou para esta terça-feira uma reunião de emergência no palácio presidencial da Muqata em Ramallah.

O porta-voz de Abbas apelou aos embaixadores árabes convidados para participar da cerimônia em que Trump revelará o plano de paz “para não estarem presentes em um evento que consideramos uma conspiração voltada a minar os direitos dos palestinos”.

De sua parte, o primeiro-ministro palestino, Mohammad Shtayyeh, pediu que a comunidade internacional “não seja parceira de um plano que contradiz as bases da lei e os direitos do povo palestino”. “O mundo – continuou Shtayyeh – deve se opor ao chamado ‘acordo do século’, porque viola a lei internacional.”

A oposição ao projeto Trump também foi expressada pelo rei da Jordânia, Abdallah II. O reino hashemita e o Egito são os únicos dois países árabes a ter um tratado de paz com Israel, mas recentemente as relações entre Tel Aviv e Amã não são mais as mesmas, especialmente desde que Netanyahu anunciou a intenção de anexar o Vale do Jordão, uma grande área, em parte palestina, que corre ao longo da fronteira entre os dois Estados.

O Irã também expressou sua contrariedade. O ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, rejeitou totalmente o projeto anunciado pelo presidente Trump.

Segundo algumas informações, não confirmadas pela Casa Branca, o plano de paz – de 50 páginas, elaboradas pelo conselheiro e genro de Trump, Jared Kushner – indica como pré-condição aos palestinos para a criação de um Estado da Palestina, a desmilitarização de Gaza, o desarmamento do Hamas, o reconhecimento de Israel como Estado judeu, com Jerusalém como sua capital e da soberania israelense sobre o Vale do Jordão e sobre assentamentos na Cisjordânia.

Na proposta estadunidense, também haveria a entrega a Israel do controle do Túmulo dos Patriarcas em Hebron e do Túmulo de Raquel, ambos na Cisjordânia. Há alguns meses, em uma reunião em Barhein, vieram à tona os conteúdos econômicos do plano norte-americano: fala-se de 50 bilhões de dólares de financiamento para a Palestina.

 

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