Ativistas católicos LGBT elogiam encontro de Francisco com padre jesuíta James Martin

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01 Outubro 2019

O Papa Francisco se reuniu no dia 30 de setembro com o padre jesuíta James Martin, editor da revista America, que ficou conhecido pelo seu ministério para os católicos LGBT dos EUA e pelo seu apoio a grupos de defesa como o New Ways Ministry.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 30-09-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O encontro, que ocorreu no Palácio Apostólico do Vaticano e durou cerca de meia hora, foi anunciado pela Sala de Imprensa do Vaticano no boletim diário do papa, divulgado todos os dias ao meio-dia, em Roma.

Pe. James Martin em seu encontro com o Papa Francisco (Foto: Página pessoal do Pe. Martin no Facebook)

Em um tuíte após o encontro papal, Martin chamou-o de “um dos destaques” da sua vida e disse que foi “um claro sinal do profundo cuidado pastoral [de Francisco] pelos católicos LGBT e pelas pessoas LGBT em todo o mundo”.

Uma foto do Vaticano mostrava Martin e Francisco sentados juntos à mesa do papa, sorrindo um para o outro.

Francisco se reúne diariamente com padres, bispos e membros de ordens religiosas, mas apenas alguns desses encontros são anunciados publicamente. Normalmente, o Vaticano anuncia apenas os encontros que o papa realiza oficialmente, como com líderes mundiais ou com chefes de ordens religiosas.

O ministério de Martin junto aos católicos LGBT provocou severas críticas online e de alguns bispos dos EUA. Na semana passada, por exemplo, o arcebispo da Filadélfia, Charles Chaput, criticou o que ele defendeu como um “padrão de ambiguidade” no trabalho de Martin.

Martin respondeu que ele enuncia claramente os ensinamentos da Igreja Católica sobre as relações entre pessoas do mesmo sexo.

Martin é autor do livro Building a Bridge: How the Catholic Church and the LGBT Community Can Enter into a Relationship of Respect, Compassion, and Sensitivity [Construindo uma ponte: como a Igreja Católica e a comunidade LGBT podem estabelecer uma relação de respeito, compaixão e sensibilidade, em tradução livre], que se baseia em uma conferência que ele deu ao receber um prêmio do New Ways Ministry em 2016.

O grupo, cofundado pela Ir. Jeannine Gramick, das Irmãs de Loretto, disse em um comunicado que o encontro de Martin com Francisco “refuta a enxurrada injustificada de críticas que ele recebeu de uma minoria de lideranças da Igreja e de outros setores anti-LGBTQ da Igreja”.

“É um claro sinal de que o Papa Francisco está chamando a Igreja a se converter e a se afastar das mensagens negativas que ela enviou no passado sobre as pessoas LGBTQ”, disse o comunicado. “É um dia de celebração para os católicos LGBTQ que há muito tempo ansiavam por uma mão estendida de acolhida por parte da Igreja que eles amam.”

Martin é consultor do Dicastério para a Comunicação do Vaticano e esteve em Roma para a assembleia plenária anual do escritório, realizada na semana passada.

O encontro de Francisco com o jesuíta ocorre poucos dias após a revelação da interação incomum do papa com outro padre engajado no ministério para com os católicos LGBT.

Em um artigo publicado na revista católica britânica The Tablet, em 26 de setembro, o teólogo inglês James Alison disse que recebeu um telefonema de apoio de Francisco há dois anos.

Alison era um padre dominicano, mas foi demitido da ordem depois de expressar sua discordância com a proibição da Igreja às relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Ele disse que também foi involuntariamente laicizado quando um bispo do Brasil, onde ele estava atuando, abordou o assunto com a Congregação para o Clero do Vaticano.

Alison disse ter enviado uma nota a Francisco para apelar pela sua laicização por meio de outro bispo em 2017. Ele disse que recebeu um telefonema inesperado alguns meses depois.

“Eu quero que você caminhe com profunda liberdade interior, seguindo o Espírito de Jesus”, foram as palavras do papa citadas por Alison, que acrescentou que o papa disse que daria a ele “o poder das chaves”, em uma aparente referência à prerrogativa papal de anular as decisões das Congregações vaticanas.

 

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