Padre Dall'Oglio seis anos após seu desaparecimento, os cristãos sírios pedem oração e verdade

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31 Julho 2019

O bispo caldeu de Alepo recorda que "não temos nenhuma informação definitiva" sobre o destino do religioso e "sobre aqueles que o sequestraram". Hipóteses e perguntas continuam em aberto, mas com o passar do tempo diminuem as esperanças de se chegar à verdade. Os EUA oferecem recompensas para aqueles que fornecerem informações úteis.

A reportagem é publicada por Asia News, 07-07-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Continuem a "rezar" para que um dia possamos descobrir "a verdade". É isso que os cristãos sírios pedem, seis anos depois o desaparecimento do padre jesuíta romano padre Paolo Dall'Oglio, fundador da comunidade de Deir Mar Musa al-Habashio, situada no norte, a cerca de 80 quilômetros da capital Damasco. Em muitas ocasiões no passado recente, rumores se multiplicaram sobre seu destino, mas nenhum deles provou ser confiável e as últimas pistas confiáveis levaram a Raqqa, antigo reduto do Califado na Síria.

"Não temos nenhuma informação confiável sobre seu paradeiro e sobre aqueles que o sequestraram", ressalta D. Antoine Audo, bispo caldeu de Alepo e ex-presidente da Caritas Síria. "Pe. Dall'Oglio - acrescenta - desapareceu no ar há seis anos e isso nos deixa diante de diferentes hipóteses e questionamentos, para os quais não há explicação nem respostas definitivas".

"Não podemos esquecer - continua o prelado - que ele é uma personalidade proeminente da Igreja na Síria, ele é de origem italiana, ele era um homem muito inteligente e desfrutava de um certo nível de contatos no plano local e internacional. Foi uma personalidade respeitada por muitos grupos, um interlocutor confiável e isso levanta mais perguntas sobre os grupos ou forças que o sequestraram".

Figura carismática do diálogo inter-religioso islâmico-cristão, pe. Dall'Oglio desapareceu na noite entre 28 e 29 de julho de 2013, depois de ter penetrado no quartel geral do Estado Islâmico (EI, ex Isis) em Raqqa, na época reduto do califado na Síria. Ele queria defender mais uma vez os valores do diálogo e do confronto, pedindo ao mesmo tempo a libertação de vários reféns nas mãos do grupo jihadista.

Desde a noite de seu sequestro, seis anos se passaram com rumores de morte e avistamentos, nunca confirmados por evidências concretas, intercalados com longos períodos de silêncio e esquecimento. Nos últimos meses, alguns órgãos da imprensa levantaram rumores de que ele ainda poderia estar vivo, que se extinguiram em poucos dias devido à falta de elementos de comprovação. Até o momento, as informações mais confiáveis são de um ex-militante do Estado Islâmico, segundo o qual o padre Dall'Oglio foi torturado e assassinado poucos dias após o seu sequestro. Outras fontes também confirmaram essa hipótese, mas mesmo nesse caso não há evidências de apoio.

Nos últimos dias, às vésperas do sexto aniversário do sequestro, o Ministério da Justiça dos EUA ofereceu uma recompensa de até cinco milhões de dólares para quem puder fornecer informações úteis sobre seu destino e a de outros quatro religiosos que desapareceram há muito tempo na Síria. Eles são o padre grego-ortodoxo Maher Mahfouz, o arcebispo sírio-ortodoxo Gregorios Ibrahim, o arcebispo grego-ortodoxo Boulos Yazigi e Michael Kayyal, um padre católico armênio.

"O único elemento certo - conclui D. Audo - é que não há informação certa e mesmo dentro da Síria não se fala mais sobre ele, pelo menos diretamente. Nestes seis anos de guerra e violência, muitas pessoas desapareceram e a esperança de encontrá-lo novamente com o passar do tempo diminuiu um pouco. Por isso é importante falar e entender quem está por trás dessas violências”.

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