Um relato sobre a vida em Raqqa, na Síria, a capital do califado do Estado Islâmico

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Por: Jonas | 13 Novembro 2015

A capital do califado resiste com estoicismo os bombardeios da Coalizão Internacional, da aviação russa e o assédio das tropas sírias em aliança com Irã, Iraque e Hezbollah. Raqqa foi designada pelo Estado Islâmico a capital do califado do Iraque e Síria. E não só é sua capital como também o quartel general de seus partidários. Esta cidade, capital da província homônima, antes de ser conquistada possuía 220.000 habitantes. Mesmo que o censo tenha ficado sensivelmente menor em razão do êxodo de milhares de moradores alarmados com as represálias dos jihadistas. Raqqa fica situada na rota entre Alepo e Bagdá e desde a mais remota antiguidade (sumérios, assírios, babilônios e hititas) foi um enclave importante no Crescente Fértil Mesopotâmia. Nessa região, os historiadores sustentam que teve origem a atual civilização ocidental. A província de Raqqa, apesar de ser semidesértica na ribeira do rio Eufrates, goza de uma extraordinária fertilidade.

A reportagem é de Carlos de Urabá, publicada por Rebelión, 11-11-2015. A tradução é do Cepat.

Raqqa foi tomada pelos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante no dia 6 de março de 2013. Neste mesmo dia, os rebeldes derrubaram a gigantesca estátua de Hafez al Assad, que se encontrava na praça central. Um sinal inequívoco da nova ordem que iria imperar na cidade. O Alcorão proíbe as representações humanas e a adoração de ídolos. A partir de então, a cidade se converteu na Meca do jihadismo e por suas ruas transitam centenas de milhares de muçulmanos estrangeiros da Umma islâmica e dos cinco continentes - entre eles um grande número de convertidos -. Os mujahidin ou “santos guerreiros” vieram para tornar realidade o sonho do “reino de Alá na terra”.

O governo da cidade e do califado recai na Al-Shura ou assembleia de notáveis e ulemás que impuseram a Sharia como a lei fundamental. São os princípios da revolução mística, uma democracia celestial que procura velar pelo bem-estar do “homem novo da jihad universal”. Na capital, supostamente, reside o califa Abu Bakr al-Baghdadi, ao qual seus súditos devem submissão e obediência. O califa se encontra em local desconhecido, pois a Coalizão Internacional ofereceu um alto preço por sua cabeça. O medo da cúpula dirigente de sofrer um ataque de caças-bombardeiros ou de drones faz com que se escondam sob a terra e não utilizem nenhum aparato eletrônico para ser localizados. Algumas testemunhas afirmam que apenas se movimentam à noite, disfarçados de mulheres, para não levantarem suspeitas. Seu círculo de colaboradores é muito seleto, pois sabem que existem espiões estrangeiros infiltrados entre suas fileiras.

As bandeiras pretas da Shahada adornam as ruas e avenidas como sinal de soberania e orgulho pátrio. Bem poderíamos qualificar esta atitude de nacionalismo islâmico, pois existe a firme intenção de ressuscitar o califado e recuperar as raízes e tradições seculares. Para recobrar a identidade é necessário um retorno ao passado glorioso e reviver a época do profeta Maomé. Especialmente, busca-se resgatar a pureza do Din que se viu contaminada pela modernidade, completamente contrária ao espírito da ‘suna’. Alguns qualificarão isto de utopia romântica; outros de um novo renascimento comparando-o com a expansão do islã nos séculos VII e VIII, que atingiu os lugares mais ignotos do planeta. Para os jihadistas, o máximo inimigo dos muçulmanos é o imperialismo, assim como advertiu, nos anos 1960, o ‘rais’ egípcio Abdel Nasser, fundador do movimento pan-arabista leigo. Posteriormente, a revolução islâmica do imã Jomeini deixou bem claro o caminho para a jihad.

O Estado Islâmico tem um componente muito exaltado de nacionalismo, de pertença a um povo, a uma raça, a uma religião. O Alcorão como fonte ideológica marca as linhas mestres do sistema de governo, abarcando o âmbito socioeconômico, administrativo e jurídico. Se no século XIX, na Europa ocorreu o fenômeno dos estados nacionais, não nos deve estranhar que algo similar aconteça com o Estado Islâmico. O islã foi criminalizado e esta é uma reação ou um ato de defesa própria no resgate de seus valores, de sua honra e orgulho. Durante séculos, o Ocidente utilizou o poderio tecnológico e militar para impor seus princípios e proteger seus interesses geopolíticos na região. Como é o caso da atual globalização capitalista, onde o materialismo, o individualismo e o pensamento único imperam sobre a fé e a espiritualidade. O Din da profecia e o temor a Deus foram manchados por completo. Por isso, fala-se que uma nova cruzada - neste caso judaico-cristã - assola o Oriente Médio.

Ambos os nacionalismos, tanto o europeu como o norte-americano, na realidade, fazem parte do neoimperialismo. Um neoimperialismo opressor que espolia as riquezas e submete os povos ao seu arbítrio. De alguma maneira, o jihadismo é uma resposta a essa perversa agressão.

No quartel general da Coalizão Internacional (constituída por 60 países), situado no Kuwait, e que recebe o apoio da OTAN (bases no sul da Turquia), fixam-se os objetivos a ser abatidos, graças às observações de satélite fornecidas pela CIA. Além disso, a aviação russa já entrou em ação para auxiliar Bashar al-Assad, a partir de suas bases em Lataquia e Tartus. A principal missão dos atacantes é a aniquilação total do terrorismo jihadista. Ou seja, o extermínio massivo sem levar em conta o que pode acontecer com a população civil, que na maioria dos casos é a que sofre as consequências da brutal ofensiva militar. Ofensiva que se realiza sem um mandato efetivo do Conselho de Segurança da ONU. Os massacres de crianças, mulheres, anciãos e jovens são um crime contra a humanidade que, ética e moralmente, não possui justificativa alguma. Fatos fúnebres que não fazem mais que exacerbar os sentimentos de ódio e de vingança. Pelo fato de não existir um diálogo político, não é de estranhar que ocorram ataques terroristas como o recente atentado contra um avião russo no Sinai.

Nas últimas semanas, foi intensificada a atividade bélica nas frentes de combate e, portanto, o número de refugiados aumenta sem parar. (Segundo os organismos humanitários são mais de 150.000 os novos deslocados). Para arrematar, a aviação russa vai aplicando a tática de terra queimada, lançando bombas incendiárias, de fragmentação, de urânio empobrecido e bombas de cloro. Isso sem contar os testes que realizam com armamento de última geração, cuja finalidade é aperfeiçoar seu poder destrutivo. Para dissuadir os atacantes de seus bombardeios aéreos, o Estado Islâmico colocou em jaulas prisioneiros cristãos, yazidis, alauitas e curdos nos quartéis, galpões e arsenais, como escudos humanos.

A Coalizão Internacional investe milhares de milhões de dólares em tropas, equipes e armamento, empenhada em salvaguardar os seus interesses geopolíticos e estratégicos na região. A população civil, pelo simples fato de permanecer presa sob o jugo jihadista, também é condenada ao cadafalso. Porque aqui não valem os direitos humanos, nem a presunção de inocência. Quem se atreve a denunciar este genocídio se expõe a que, igualmente, seja acusado de colaboração com os terroristas.

Raqqa é uma cidade entrincheirada e à beira do colapso. Por todas as partes se constroem bunkers e fortificações, diante do iminente assalto das forças o exército sírio, apoiadas pelos milicianos do Hezbollah, Iraque e da aviação russa. Na capital do califado, a vida transcorre sob uma grande tensão e paranoia. Os milicianos empunhando suas armas de rigoroso luto e encapuzados desfilam pelas ruas, prontos para ocupar as posições de vanguarda. O lema é nenhum passo para trás, quem retrocede ou se rende é considerado um traidor e merece ser executado. Não existe nenhum minuto de descanso, pois os bombardeios aéreos e o fogo de artilharia são constantes e permanentes. A ofensiva pretende cortar as comunicações com Alepo, a fronteira turca, e a cidade de Mossul, no Iraque, que é de onde vêm suas fontes de abastecimento logístico e fornecimentos bélicos. A paisagem que impera na cidade é ruinosa e caótica, a circulação reduzida, pois nas ruas e avenidas se acumula o lixo, os entulhos e os ferros retorcidos. Por todas as partes se respira um intenso odor azedo e putrefato. Em meio a tanta desolação, cachorros, ratos e abutres disputam qualquer pedaço de carniça. São as leis da sobrevivência que não só concernem ao ser humano, mas também ao reino animal.

Os cidadãos formam longuíssimas filas nas ruas, ansiosos por conseguir artigos de primeira necessidade como farinha, arroz, óleo, açúcar, gasolina e água potável. As centrais elétricas foram danificadas pelos bombardeios e só se obtém energia graças aos geradores elétricos, alimentados com diesel ou gasolina. Faltam remédios, enfermeiras e médicos nos hospitais. As operações muitas vezes são realizadas sem anestesia. Os cadáveres se amontoam no necrotério, cobertos por enxames de moscas diante da falta de refrigeradores. Como é de supor, as mulheres são obrigadas a vestir o niqab e não podem usar cosméticos e perfumes, com exceção do khol, almíscar e hena. Todas devem exibir em público um comportamento modesto e pudico. A função da mulher em uma sociedade patriarcal se circunscreve aos trabalhos do lar e ao cuidado com os filhos. Porém, em razão da guerra recebem instrução militar e é comum vê-las com o kalashnikov patrulhando as ruas. Desde então, adquiriram alguns direitos que jamais sonharam em desfrutar.

Dado o alto número de mortes, torna-se imprescindível elevar o índice de natalidade. Daí, que é fomentada a poligamia e a união com as escravas sexuais ‘kufares’ capturadas. O futuro do Califado depende do bom comportamento da curva demográfica.

Os homens devem igualmente demonstrar um comportamento reto e pulcro. É aconselhável que usem roupas pouco justas ao corpo e que deixem a barba crescer em homenagem ao profeta Maomé. As cores chamativas não são as mais recomendáveis e é por isso que o branco, o preto e o verde - que é a cor do islã e do Alcorão – dominam o ambiente. Ainda que exista o paradoxo de que a cor vermelha do sangue é a que causa uma maior euforia e êxtase. Fica terminantemente proibida a música, os instrumentos musicais ou os bailes. Só é permitido o ‘nasheed’ ou a recitação do coro de vozes masculinas, que sublima o martírio e repete os versículos do Alcorão mais revolucionários. Estes louvores se ampliam a todo volume, por meio dos ‘sound systems’ de seus jipes e automóveis ou nos equipamentos de som das tendas e comércios.

O tabaco e o álcool são severamente perseguidos, pois são vícios próprios dos ‘kufares’ ou hereges. Para dissuadir os possíveis consumidores, são feitas contínuas queimas de carteiras de cigarros e destruição de garrafas de álcool. Os reincidentes são castigados com chicotadas ou amputação das mãos. A censura chegou a proibir os canais de televisão estrangeiros que são captados via satélite, pois incitam os baixos instintos e a libertinagem. Inclusive, as partidas de futebol, os filmes de aventuras e as telenovelas, que tanto furor causa no Oriente Médio. Segundo os ‘irhabiyin’, a televisão é o principal meio de corrupção da sociedade muçulmana. Algo com o qual concordam os mais radicais wahabitas sauditas. É por isso que os fiéis devem reconhecer seus pecados com a ‘tawba’ ou o arrependimento após ter se distanciado da palavra de Alá.

Os tribunais de justiça compostos pelos ‘al qadis’ aplicam severamente o ‘takfir wal-Hijra’, que declara que aqueles que não cumprem todos os preceitos da ‘suna’ são falsos muçulmanos. Algo que pode provocar a excomunhão e, portanto, a condenação à morte. Em suas praças, ocorrem execuções públicas, crucificações, amputações e decapitações para que sirvam de aviso a todo aquele que ouse transgredir as leis divinas.

Foram abertas muitíssimas escolas islâmicas para que ofereçam auxílio espiritual à população e aos combatentes. É imprescindível pregar as maravilhas do martírio e a recompensa suprema que receberão os santos guerreiros ou muyahidines no paraíso. A aprendizagem das ciências islâmicas, a recitação do Alcorão e o estudo do ‘hadiz’ são as matérias mais destacadas na educação. Também foram fundadas escolas de suicidas, tanto para homens como para mulheres, onde os candidatos eleitos se preparam psicologicamente para se imolar nas operações de martírio.

As igrejas cristãs foram profanadas e suas imagens destruídas. As fachadas das mesmas foram pintadas de preto com inscrições alegóricas à guerra santa. A maioria dos cristãos teve que fugir para o Curdistão ou Turquia, exceto os que preferiram se converter ao islã. Aqueles que desejam permanecer fiéis a sua fé devem pagar o imposto ‘yizia’, caso queiram gozar de proteção e respeito.

Os restos arqueológicos pertencentes a ‘Yahilia’ ou a idade da ignorância (período anterior ao islã) sofreram o violento ataque dos censores fundamentalistas, que com escavadoras e outras ferramentas sumiram com peças preciosas do museu de arqueologia de Raqqa. Como é o caso dos gigantescos leões assírios que adornavam o pátio de entrado deste local.

No momento da oração, as mesquitas ficam completamente lotadas e muitos fiéis precisam ocupar as ruas e as praças para cumprir suas obrigações espirituais. A política religiosa ou ‘Hisbah’ sempre está vigilante para que sejam executadas rigorosamente as ordenanças emanadas da Al-Shura.

As pessoas costumam dedicar o tempo de ócio para assistir a projeção de vídeos didáticos, montagens e documentários que exaltam o heroísmo dos 'mujahidin' no campo de batalha. Dá-se especial ênfase às operações suicidas e ao último adeus de seus protagonistas, para que sirvam de exemplo aos futuros mártires. A máxima celebração na cidade não pode ser outra que o ramadã, o Laylat al-Qadr, a Festa do Sacrifício, o Eid al-Fitr e as celebrações do profeta Maomé.

No dia da ‘salat Yuma’, são repartidos doces e presentes com as crianças. As pessoas passeiam pelos parques, os jardins ou ao longo da margem do Eufrates. Os mais beatos preferem se dedicar a aprendizagem do Alcorão, nas mesquitas, ou a recitar os ‘suras’ em voz alta. Outra atração é assistir as pompas fúnebres que se realizam no cemitério central em honra aos mártires caídos na jihad. Mas, talvez, o entretenimento favorito de muitos seja o de contemplar as execuções públicas, onde os verdugos não tremem a mão na hora de degolar um apóstata ou no momento de cortar a cabeça de um ‘kufar’ com a espada. As ocasiões que despertam maior excitação são as lapidações de adúlteras ou a execução de homossexuais lançados de terraços. Existem, além disso, outros lugares para relaxar como são os cafés e casas de chá, onde é possível se conectar a Internet – ainda que a conexão seja muito defeituosa, bem como o sinal da telefonia móvel. As comunicações sofrem intervenções e interferências por causa da guerra eletrônica realizada pela Coalizão. Os serviços públicos como a eletricidade e a água potável, há meses, são deficientes e permanecem racionados. Ao cair da noite, a cidade desaparece nas trevas, temerosa dos bombardeios aéreos e do lançamento de mísseis.

Ainda muito cedo, são abertos os postos de mercado onde os vendedores exibem uma grande variedade de frutas, verduras e hortaliças frescas de produção local. As peixarias são as melhor abastecidas, pois se pesca muito no rio Eufrates. Nos armazéns são empilhados os produtos procedentes do contrabando como enlatados, bolachas, bebidas refrescantes, leite em pó, cacau, chá, óleo ou chocolate. Porém, o consumo se viu minado pela dramática situação econômica que brota com a miséria.

Assim como na maior parte dos mercados que existem no Oriente Médio, a maioria dos produtos e artigos de consumo é de origem chinesa. O ‘made in China’ é muito popular por seus preços baixos e, por isso, existe uma ampla oferta de aparelhos eletrônicos, vestidos, sapatos, cosméticos, sabões, detergentes, louças e objetos de plástico, ferramentas e tecidos.

A Câmara Financeira Muçulmana cobra rigorosamente de todos os comerciantes o imposto de guerra, de acordo com o que estipula as normas da Sharia. Em breve, entrarão em circulação cédulas e moedas denominadas ‘dinares’, com as quais tentarão romper a dependência do Dólar e do Euro. O islã, por princípio, é anticapitalista e não permite a usura, nem a especulação.

O drama da guerra e a crise social que desata fazem com que se estreitem ainda mais os laços de solidariedade. Por isso, as refeições se transformam em um gigantesco piquenique ao ar livre. As pessoas se sentam no chão com as pernas cruzadas, não sem antes fazer as purificações e orações como manda a ‘suna’. A comida é um ritual sagrado e de adoração que começa com o típico ‘bismillah’; em uma bandeja de alumínio são colocados os pratos de plástico chineses, o humus, ‘mutabel’ e ‘falafel’ adornados com rodelas de tomate, pepino, cebola e salsa. Depois, cada um, com um pedaço de pão na mão, vai beliscando o que mais lhe apetece. Os alimentos precisam ser ingeridos com a mão direita e ao terminar as pessoas devem pronunciar o clássico ‘alhamdulillah’ para agradecer a Alá pelos favores recebidos. Resta dizer que a comida é um código de identidade muito importante, assim como expressa um ‘hadiz’ de Ibn Majah: “comam juntos e não separadamente, porque as bênçãos de Alá vêm com a companhia”.

Em razão da ofensiva da Coalizão Internacional na Síria e no Iraque, os países ocidentais se encontram em estado de alerta máxima. Especialmente nos Estados Unidos e Europa, a ameaça de ataques suicidas e atentados jihadistas é altamente provável. São as consequências da globalização do terror e os organismos de segurança devem ficar alertas 24 horas por dia. É o preço que é preciso pagar neste macabro jogo do “olho por olho, dente por dente”. Em seus discursos, o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, não se cansa de repetir que esta é uma “guerra justa” em defesa da paz e da liberdade. O que será o futuro da humanidade, de seus princípios e valores se os bárbaros inimigos da civilização triunfarem? Do mesmo modo, pronuncia-se o califa Abu Bakr al-Baghdadi, que exige de seus fiéis o máximo de sacrifício para derrotar os cruzados nesta “guerra santa”, que busca salvar o mundo que caiu nas garras do ‘shaitán’ (demônio).

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