“A Igreja necessita de mulheres nas missas”, afirma James Martin, jesuíta

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26 Julho 2019

“Me surpreende que as mulheres não possam pregar nas missa, tantos os fiéis durante a missa como os que presidem estão perdendo a sabedoria, experiência e as reflexões inspiradas de metade dos seus membros. Santa Maria Madalena, rogai por nós”, escreveu o padre James Martin, no Twitter.

A reportagem é publicada por El Universo, 25-07-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O padre jesuíta James Martin recebeu centenas de críticas no twitter depois de propor que as mulheres leigas, e não somente padres e diáconos, preguem, fazendo homilias durante as missas da igreja católica, informou o portal de notícias religiosas ACI Prensa.

Ele também compartilhou um artigo da revista jesuíta America, da qual é diretor, escrito por Jean Molesky-Poz, uma professora universitária a qual permitiu pregar nas missas por vários anos em uma paróquia ao norte da Califórnia, nos Estados Unidos, até que um novo bispo entrou na diocese e reservou as pregações da missa para sacerdotes e diáconos.

“Surpreende-me que as mulheres não possam pregar nas missa, tantos os fiéis durante a missa como os que presidem estão perdendo a sabedoria, experiência e as reflexões inspiradas de metade dos seus membros. Santa Maria Madalena, rogai por nós”, escreveu o padre Martin, no Twitter.

Depois disse: “Apenas pensem: mulheres com doutorado em teologia. Irmãs católicas com décadas de experiência. Mulheres conselheiras espirituais. Autoras. Mães. Médicas. Advogadas. Professoras. Avós. Mulheres que trabalham com os pobres e marginalizados. E assim sucessivamente. A igreja necessita das vozes das mulheres nas missas”.

James Martin desde 2017 foi nomeado pelo papa Francisco como um dos consultores da Secretaria de Comunicação do Vaticano.

Enquanto isso, o site oficial dos bispos alemães recentemente lançou a ideia de que as mulheres preguem homilias nas missas.

Em resposta à publicação do jesuíta, a famosa líder pró-vida Lila Rose afirmou que ela “como mulher conta com inumeráveis oportunidades para compartilhar sua visão de mundo”.

“O fato de que não compartilhamos o mesmo papel que os padres não diminui nossa dignidade”, pontuou.

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