Cardeal Parolin exorta bispos da Polônia a continuarem unidos ao papa

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15 Março 2019

O secretário de Estado do Vaticano elogiou a tradicional proximidade da Igreja polonesa a Roma como algo crucial para a sua sobrevivência sob regimes hostis, em um discurso que marca o centenário da Conferência Episcopal do país e os laços diplomáticos com o Vaticano.

A reportagem é de Jonathan Luxmoore, publicada em Crux, 14-03-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O cardeal Pietro Parolin disse aos bispos: “A indispensável tarefa de vocês agora é defender essa herança, preservando-a e fortalecendo-a como um rico legado, para que a identidade cristã da Polônia tenha não apenas um passado e um presente, mas também um futuro”.

Em um discurso no dia 13 de março à plenária dos bispos, o cardeal observou que a primeira assembleia dos bispos poloneses de 1919 foi presidida pelo arcebispo Achille Ratti, o futuro Papa Pio XI, que era o representante vaticano na época, e anunciou uma tradição polonesa de “comunhão com a sé petrina e fidelidade ao bispo de Roma”, que reflete o princípio católico fundamental da “unidade na diversidade”.

“A unidade com o papa também garante a liberdade diante de poderes mundanos e grupos de interesse particulares”, disse Parolin à plenária, que também celebrou o sexto aniversário da eleição do Papa Francisco.

“Ela assegura abertura à Igreja universal, assim como plena catolicidade, protegendo contra o perigo de se fechar em si mesmo ou de ser explorado por alguma facção, seja ela política ou nacionalista.”

Ele também presidiu uma missa pelo papa na Basílica da Divina Providência de Varsóvia. O arcebispo Salvatore Pennacchio, núncio vaticano, e o cardeal Kazimierz Nycz concelebraram a missa, que contou com a presença de altas autoridades do Estado e do governo.

Em seu discurso à plenária, Parolin disse que a Europa está em perigo de “esquecer as suas raízes cristãs” e perder uma “concórdia continental alcançada a um grande custo” diante de “crescentes influências do pensamento individualista, nacionalista e separatista”.

Ele acrescentou que o desafio da Igreja como “instrumento de reconciliação e unidade na sociedade” está agora “mais atual do que nunca”, mas disse que a Polônia continua “marcada por profundas divisões, disputas e conflitos” e precisa da ajuda da Igreja para a construção de acordo.

“Os poloneses devem aprender a se engajar em um diálogo de verdade e a respeitar a dignidade uns dos outros, discordando uns dos outros sem, por isso, se tornarem inimigos”, disse Parolin, citando um discurso de São João Paulo II aos bispos da Polônia.

“A Europa precisa do testemunho cristão, de um autêntico exemplo de fé viva, assim como de unidade nacional e de um respeito acolhedor, aberto e pleno pelos outros.”

Além de se dirigir à plenária dos bispos de 12 a 14 de março, que contou com a participação de bispos católicos de outros 11 países, Parolin conversou com líderes do governo polonês.

Os bispos poloneses se encontram em meio a tensões políticas antes das eleições parlamentares europeias, nos dias 23 a 26 de maio, e depois da publicação de um relatório de um grupo de vítimas polonesas, que acusou 24 bispos ativos e eméritos de encobrir o abuso sexual do clero católico.

A maioria das arquidioceses do país criticou as acusações do relatório, que foi recebido pessoalmente pelo papa no dia 20 de fevereiro, e a Conferência Episcopal deve publicar uma “lista estatística” detalhando os casos de abuso desde 1990, de acordo com a Agência de Informação Católica da Polônia (KAI).

Em uma declaração no dia 13 de março, os bispos condenaram uma Carta LGBT promovida pelas autoridades locais em Varsóvia e em outras cidades para reforçar os direitos dos homossexuais, bissexuais e transgêneros, argumentando que isso “ameaçaria o futuro do continente” ao minar as “diferenças de gênero favorecidas por Deus” e ao promover “uma visão alternativa da pessoa, fora de sintonia com a verdade da natureza humana”.

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