Pe. Federico Lombardi e Pe. Thomas Rosica esclarecem acusações do arcebispo Viganò

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04 Setembro 2018

Pe. Thomas Rosica, ex-assistente da Sala de Imprensa da Santa Sé para a língua inglesa, num email enviado aos meios de comunicação, expõe, juntamente com comentários do Pe. Federico Lombardi, ex-porta-voz da Santa Sé, a sua versão dos fatos que são alvo de acusações feitas por Dom Claudio Maria Viganò. O email, em inglês, é publicado por Il Sismógrafo, 03-09-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Pe. Federico Lombardi e Pe. Thomas Rosica (Foto: America Magazine)

Eis o texto.

Última versão do arcebispo Viganò sobre o que aconteceu quando ele foi convidado para ir a Roma em outubro de 2015, após a visita de Kim Davis à nunciatura em Washington:

“Na manhã seguinte, por volta das 6h da manhã em Washington – eu lembro bem, porque acabara de entrar na capela da nunciatura – eu recebi um telefonema frenético do cardeal Parolin, que me disse: ‘Você deve vir imediatamente a Roma, porque o papa está furioso com você!’. Eu parti logo que foi possível e fui recebido pelo papa na Domus Sanctae Marthae, por volta das 7h da noite de 9 de outubro, na conclusão de uma das sessões vespertinas do Segundo Sínodo sobre a Família.

“O papa me recebeu por quase uma hora e foi muito afetuoso e paternal. Ele imediatamente me pediu desculpas por ter me incomodado para vir a Roma e me elogiou continuamente pelo modo como eu organizei a sua visita aos Estados Unidos e pela incrível recepção que havia recebido na América. Ele nunca esperava tamanha acolhida. Para minha grande surpresa, durante esse longo encontro, o papa não mencionou nem mesmo uma vez a audiência com Davis!

“Assim que a minha audiência com o papa terminou, eu telefonei imediatamente para o cardeal Parolin e lhe disse: ‘O papa foi muito bom comigo. Nenhuma palavra de reprovação, apenas elogios pelo sucesso da sua visita aos Estados Unidos’. Naquele ponto, o cardeal Parolin respondeu: ‘Não é possível, porque comigo ele estava furioso a respeito de você’.”

Notas do Pe. Rosica depois de se encontrar com o Pe. Lombardi e com o arcebispo Viganò:

Nenhuma menção foi feita no seu testemunho sobre a reunião que Viganò teve com o Pe. Federico Lombardi, SJ e com o Pe. Thomas Rosica, CSB, que estava ajudando o Pe. Lombardi com a língua inglesa no Sínodo dos Bispos. Após o encontro com o Papa Francisco em 9 de outubro de 2015, o arcebispo Viganò convidou o Pe. Lombardi e o Pe. Rosica ao seu apartamento no sábado à noite, 10 de outubro. Ambos ficamos surpresos ao ver que ele havia mantido seu apartamento na antiga residência de Santa Marta, na Cidade do Vaticano.

Ao entrar, sentamo-nos com o arcebispo Viganò em sua sala de estar. Viganò estava claramente abalado por ter sido convocado para Roma. Ele disse a nós dois que nunca tivera a intenção de prejudicar o papa com a sua ideia de convidar Davis à nunciatura. O Pe. Rosica perguntou ao arcebispo Viganò se a visita de Davis à nunciatura havia sido organizada e aprovada pelo presidente da USCCB [Conferência dos Bispos dos Estados Unidos] e pelo cardeal arcebispo de Washington. Ele não respondeu à pergunta.

Aqui está o verbatim das palavras do arcebispo para nós:

“O Santo Padre, na sua paterna benevolência, agradeceu-me pela sua visita aos Estados Unidos, mas disse que eu o havia enganado ao apresentar essa senhora a ele na nunciatura.”

Viganò também nos disse: “O papa me disse: ‘Tu nunca me disseste que ela tinha quatro maridos’”.

Viganò, então, expressou grande preocupação de que nenhuma mídia soubesse que ele havia sido convocado a Roma para se encontrar com o papa. O Pe. Lombardi fez-me relatar as centenas de telefonemas furiosos que havíamos recebido na semana anterior. Viganò então me disse: “Ninguém deve saber que eu vou partir na manhã de segunda-feira em um voo aos Estados Unidos, porque eu tenho uma instalação episcopal em uma diocese estadunidense”. O Pe. Rosica disse a ele: “A mídia já sabe do seu voo de volta”. Mostramos a ele o que havíamos ficado sabendo na mídia.

O Pe. Rosica também lhe disse: “Um jornalista tem uma fita gravada de você ou de um dos monsenhores na nunciatura que telefonou para Kim Davis no hotel dela na noite anterior do seu encontro com o papa”. Ele ficou chocado com isso. Eu compartilhei com ele o que o jornalista havia compartilhado com o Pe. Rosica na semana anterior: “A voz desse homem (monsenhor?) disse: ‘Um veículo irá pegar você e o seu advogado no hotel amanhã de manhã e a levará para a nunciatura. Mude o seu penteado, para que as pessoas não a reconheçam tão rapidamente”.

Viganò disse a nós dois para não fazermos qualquer declaração à imprensa sem antes checar com a nunciatura. Dissemos ao arcebispo Viganò que ninguém estava respondendo aos telefonemas na nunciatura, e que esse problema dizia respeito à nunciatura, e não à USCCB nem à Sala de Imprensa da Santa Sé.

Quando o deixamos, ele pareceu perturbado e agradeceu a nossa visita.

Do Pe. Federico Lombardi hoje (2 de setembro de 2018), depois que eu [Pe. Rosica] compartilhei com ele essas notas:

“Eu considero as suas anotações confiáveis. Observo que o fato de que Viganò falou na noite anterior do encontro (com Kim Davis) com o papa e os seus colaboradores e recebeu um consenso não isenta que a responsabilidade da iniciativa do encontro com Kim Davis e das suas consequências era principalmente do próprio Viganò, que evidentemente o havia desejado e preparado, e que, como núncio, devia conhecer melhor a situação.

“O encontro com Kim Davis, mesmo que fosse um encontro em um ambiente à parte, havia sido por ele organizado, inserindo-o no contexto das muitas e rápidas saudações do papa na partida da nunciatura. Isso certamente não ajudava o papa e os seus colaboradores a se darem conta do peso de tal encontro, e, por isso, eu havia insistido, então, sobre esse contexto, quando respondia às perguntas que me haviam sido feitas quando o encontro havia se tornado público.

“Além disso, Viganò afirma agora que havia feito o pacto com Kim Davis de que ela não falaria do encontro antes que o papa voltasse para Roma, mas somente depois. Eu me pergunto se esse aspecto, isto é, que o encontro seria tornado público por Kim Davis depois da viagem, havia sido verdadeiramente discutido por Viganò com os colaboradores do papa e como, já que isso provocaria muitas reações. Parecia-me apenas que o encontro havia sido previsto como reservado por parte do papa para uma pessoa que lhe era apresentada como digna de apreciação, mesmo que discutida.”

Pe. Thomas Rosica, CSB
Pe. Federico Lombardi, SJ
2 de setembro de 2018

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