Lefebvrianos, o novo superior é italiano. Acordo mais distante

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12 Julho 2018

A Fraternidade de São Pio X tem a partir de hoje um novo superior geral: é dom Davide Pagliarini, 47 anos, italiano, sacerdote desde 1996, que exerceu seu ministério em Rimini, Cingapura e então foi nomeado superior do distrito da Itália. Desde 2012, era diretor do seminário Nossa Senhora Corredentora em La Reja, Argentina.

A informação é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 12-07-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Ele foi eleito em 11 de julho de 2018, por 41 membros com direito a voto que estiveram presentes durante o Capítulo geral da Fraternidade em Ecône, na Suíça. Para se tornar superior, era necessário obter dois terços das indicações. Pagliarani será superior geral por 12 anos. Logo após a confirmação da eleição, ele pronunciou a profissão de fé e o juramento antimodernista. Cada membro do capítulo prometeu-lhe respeito e obediência.

Na quinta-feira, 12 de julho, o capítulo vai prosseguir para eleger dois novos assistentes superiores: exceto surpresas serão o bispo Alfonso De Gallareta (um dos quatro bispos ordenados pelo Arcebispo Lefebvre sem o mandato do Papa em 1988, ato que provocou o mini-cisma e a excomunhão, depois retirada por ter sido revogada por Bento XVI em 2009); e dom Chistian Bouchacourt, superior do distrito da França.

A nomeação de Pagliarini é surpreendente porque até hoje nunca tinha emergido como uma figura proeminente e também porque o percentual de italianos na Sociedade de São Pio X é muito baixa. Próximo de De Gallareta, foi provavelmente escolhido graças ao apoio deste último. E se for confirmada a designação do próprio De Gallareta como assistente, o vínculo e a dependência serão ainda mais fortes e mais evidentes.

De Gallareta nos últimos anos, desde que começou o longo e árduo caminho do diálogo com a Santa Sé, sempre representou uma linha mais intransigente, menos propensa ao acordo com Roma. Será preciso aguardar as declarações oficiais para verificar qual será a atitude da nova liderança lefebvriana, mas já se pode supor um resfriamento dos contatos para chegar a resolver a posição irregular dos bispos e dos padres da Fraternidade.

A possível eleição como assistente de Dom Bouchacourt, figura mais conhecida e em evidência, inclusive representaria um sinal: ele também não deve ser incluído na corrente mais aberta ao diálogo da Fraternidade, embora em 2017 tenha reagido de maneira muito dura nos confrontos de alguns padres lefebvrianos na França, que se recusavam a aceitar a decisão de Francisco de regularizar - para o bem dos fiéis tradicionalistas – os casamentos celebrados pelos padres da Fraternidade. Bouchacourt conhece bastante bem o Papa Bergoglio, por ter sido por muito tempo superior na Argentina e por ter tido várias conversas com o então cardeal arcebispo de Buenos Aires.

Em uma entrevista, há sete anos, Dom Pagliarini dizia: "A situação canônica em que atualmente se encontra a fraternidade é consequência da sua resistência aos erros que infestam a Igreja; portanto, a possibilidade da Fraternidade de chegar a uma situação canônica regular não depende de nós, mas da aceitação por parte da hierarquia da contribuição que a Tradição pode fornecer para a restauração da Igreja. Se não chegar a nenhuma regularização canônica, simplesmente significa que a hierarquia ainda não está suficientemente convencida da necessidade e da urgência dessa contribuição. Neste caso, será preciso aguardar mais alguns anos, esperando um aumento de tal consciência, o que poderia ser co-extensivo e paralelo à aceleração do processo de autodestruição da Igreja".

Era 2011, o Papa era Bento XVI, que havia retirado a excomunhão e permitido a missa pré-conciliar duas condições prévias para o diálogo, insistentemente solicitadas pelos lefebvrianos. Apesar disso, desde então, os encontros continuaram sem chegar (ainda) a nenhum resultado.

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